sábado, agosto 22, 2009

Cebola

Amar é cortar cebola.
A gente faz tudo bem devagar,
com cuidado pra não chorar.
Mas adianta? Não.
E as lágrimas pelo chão!

Talvez fosse melhor
ser rápido no procedimento.
Mas parece ser ainda pior,
choro a todo momento!

Tem uns que colocam água na boca,
na vã esperança.
Alguns tem a autoconfiança
necessária (quase funciona).
Algumas não querem a fama de choronas
e se fazem de duronas.

Ainda tem gente que faz simpatia.
Cueca na boca do sapo.
Um pedacinho da calcinha
submergida em suco de genipapo.
Mas qual!
Amor e cebola é sempre igual!

Mas como dizia meu amigo Edelismar:
não vou deixar de comer
pelo medo de chorar!

6 comentários:

Eduardo Trindade disse...

Sim, é exatamente assim: pode ser duro cortar a cebola, mas como é bom tê-la no prato!
Eu estava mesmo precisando de uns versos assim hoje... Abraços!

Bá disse...

Linda comparação.
Não podemos deixar de jogar pelo medo de errar.
Então joguemos!
bjoo linda poesia!

mg6es disse...

esse Moa é um danado mesmo! nunca havia parado pra pensar em tal.

qto ao Edelismar, o importante é ter saúde.

massa!

=]

Anônimo disse...

e vivam as cebolas nossas de cada dia.

beijo, amor.

Luiz Guilherme Amaral disse...

Fantástico!

A czarina das quinquilharias disse...

conclusão maravilhosa! hahaha