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domingo, julho 05, 2009

Salut!

E, pra fechar a Semana de Convidados em comemoração ao 3º aniversário do B7C - vamos desconsiderar que eu devia ter aberto a Semana, OK? - deixo aqui um escrito de meu caríssimo camarada
J.R. Lima
. Mais dos escritos dele, vocês encontram aqui!


Apreciem!



Imensurável


"Um brinde à poesia, são três anos e centenas de..."
Não. Formal demais, quase pomposo, lembra discurso de bêbado em aniversário de casamento...
(...e nem a piada prestou. Que dureza!)

Tentemos de novo:

"Heptacéfalo construto poético virtual..."
Não, não! Pode parar!! Coisinha pernóstica...

Próximo!

"Este blogue está em festa
e gente meio grogue é o que resta..."
Que horror! Nada festivo, isso! Fim de festa não é festa. Igual fim de feira. Ainda por cima com esta rima ruim...

“Putz. Isto vai ficar uma m...orcaria. Só não quero decepcionar. Escrever é difícil, e eu ainda me meto. Depois de feito, tudo parece fácil, igual ovo de Colombo.” Resmungo eu para o indiferente vazio criativo que em cerca.
“Coragem, rapaz!” Há uma voz em algum lugar que diz.
“Tá certo, vou rasgar o verbo. Doa a quem doer, azar!” Digo eu, de algum lugar que não é aqui.
“Muito bem”, diz a voz-sem-lugar, “Já ferraram com a ortografia mesmo e foi com decreto presidencial, nada que você possa fazer vai ser pior que isto.”
Encorajado, continuo:
Três anos de poesia no ar (e, às vezes, noir) são:
156 semanas;
1096 dias (ano passado foi bissexto).
Objetivamente, três anos não são tempo suficiente nem para se sair da infância. Mas a Poesia está livre destas mesquinharias materialistas. São mais de mil dias e aproximadamente o mesmo número de poemas postados.
“Mais de mil? Isso é muito!”
“Sim, já seria muito, se fosse só isto, mas é muito mais ainda.”

O mestre Leminski (sempre é bonito apelar para citações) diz:
“Um bom poema leva anos”.
Anos, ele diz.
ANOS!!
Se um único bom poema é uma vida bem vivida, que se pode dizer, então, de mais de mil?
Quantas vidas passaram por estes três primeiros anos?

Três anos:
Quantas vidas?
A poesia é de sete cabeças...
E quantos corações?


Infinito é o que não dá pra contar, o imensurável. Se alguém duvida, que tente. Em termos estritamente anatômicos, a cada cabeça corresponde um único coração. Mas é pra contar os corações em quantidade ou para medir seu efeito sobre outros? E como se mede isto? Tem tamanho?

Venham, então
mais infinitos anos
vezes sete cabeças

mais tantos poemas
vezes incontáveis vidas
de poesia no ar

fazendo um mundo novo
e melhor
a cada dia-poema-ano-coração-vida.



Parabéns a este blogue que é sempre uma festa!
Salut!

sexta-feira, julho 03, 2009

liquefeito

- Aceito! -

e me aparece um minuto depois
com um Dry Martini.

Faço um brinde
, brinco um gole
... e acabo olivia
deitada nos braços brutos
dum copo de leite
; era azeitona
,
agora sou azeite.

Alex Pinheiro
(http://invento0.blogspot.com)


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Meu convidado especial já é de casa! Apareceu aqui e aqui. E não poderia faltar nessa festa! Obrigada, Alex, pela presença - o pão francês de cada visita - e por suas maravilhosas invenções!

quarta-feira, julho 01, 2009

É Festa!

Eita!
As festividades continuam e quem nos presenteia hoje é o queridíssimo Beanes.
Poeta grandioso e com tórax de superman.
Muito mais de Alexandre Beanes você encontra aqui


Pois que venha a festa
Esse ritmo que baila,
Essa palavra que canta,
Que toma conta da boca
Num beijo ascendente.

Vamos festejar!
Para isso foi feito pés,
Braços, corpo.
Para isso fizemos amor,
Doces, poesias.

O nosso folguedo nasce em dia santo.
Comemora com fogos e quermesses.
Não é preciso nada além de entrega
E encontros.
Para isso, tempo de festa.
Sim, estamos prontos!

terça-feira, junho 30, 2009

Festa

Festa é gozo
Que começa com o convite
E finda
No derradeiro abraço de despedida.




Não.. não são meus esses versos! Meu poetamigo convidado deu mostras de nossa cumplicidade neste poema!!! Ah... Querem saber quem é?... O autor desta "Festa" é ZERO S/A (José Rosa para os amigos.. mas só os verdadeiros...rs). Desde que o conheci, percebi que ia rolar...rs.. Ele é demais! Direto nas palavras... (ele também escreve Breves Histórias, ou minicontos!!! Vale a pena conferir!) E ainda aceita me acompanhar nas maiores "roubadas" poéticas... (ler meus poemas no palco da Bienal não é pra qualquer um...rs...)
As coincidências e afinidades são tantas... que se eu for escrever aqui, chegaremos ao fim da semana com o mesmo post...rs... Por isso, como ele mesmo sugere quando nos envia "O poema do dia", apreciem sem moderação!!!!

segunda-feira, junho 29, 2009

festa!

Olá a todos!
Continuamos as festividades de aniversário do Blog de Sete com uma semana de convidados muito especial!
Semana de convidados temática: FESTA!
Minha convidada é a Hanny do The human who sold the world, expert em contos fantásticos - em todos os sentidos. Enjoy ;)
Dry Martini
Natalí Serrazine odiava palhaços. Tinha complexos de Billy, achando que eles eram todo o mal existente do mundo. A cara borrada, as roupas brilhantes, a risada demoníaca. O nariz era vermelho sangue. Sabia da existência maligna deles, mas só comprovou depois de assistir Palhaço Assassino. Ou seria Um dia de terror? Odiava ir à festas infantis de 1 ano com tema de palhaço. Os humanos diziam que trazia sorte. Para ela era tortura milenar.
Tudo piorou quando, na festa de fim de ano, seu chefe montou um circo. O insuportável globo da morte, os magrelos trapezistas, os ursos raquíticos, os pierrôs amaldiçoados, as bailarinas anoréxicas. E a presença do temor maior: o palhaço coisa ruim.
Ele pipoca igual algodão-doce na chuva, molhando tudo, grudando em todos. Com calças de bolinhas, cabelo de boneca, pele branca. Natalí queria se transformar em mulher bomba e matar o carequinha.
O chegou chegou tá na hora da alegria foi engolido a seco. Ela pediu um Dry Martini.
A buzina agonizante estava na mão da coisa ruim. Ele pulava igual canguru com hemorróidas. O estômago de Natalí embrulhou.
“No circo tem palhaço, tem tem todo dia. No circo tem palhaço tem tem todo dia”.
Passou um ovo de codorna à sua frente. Deslizou garganta abaixo. A coisa do mal estava na piscina de bolinhas. Seu chefe estava com Dorinha na cama elástica.
Natalí tomou mais um Dry Martini. Foi parar na sua mão um garfo.
O horror demoníaco ainda estava entre as bolas coloridas.
“Desfrute cada dia!” era o que seu pensamento latejava. Como curtir alguma coisa com um ser maléfico à solta? Ele soltou uma gargalhada do inferno de Dante.
Mais um ovo de codorna e um Dry Martini. Natalí passou pela algazarra circense, em direção à piscina de bolinhas. O eco da risada ainda zumbia. Levantou a mão e cravou o garfo no nariz do palhaço. A ira a possuiu.
Um segundo e todos pararam. Dois segundos e a gargalhada foi geral.
O garfo era de plástico.

sábado, junho 27, 2009

Vinte e um

Sim, somos sete.
Número quase mágico.
Sete comitrágicos.

Sete palhaços, talvez.
Seven clowns.
Cantando, up and down.

Sete bailarinos,
sete meninos,
hímens, homens e hinos.

Somos sete, setentrião.
Vento carregando estrelas
na palma da mão.

Somos seta.
Somos certos ou não.
Somos um pouco contramão.

Digo somos,
mas deveria dizer sou.
Um bando em voo.

E três anos são quase nada.
E seguimos, os sete,
forçando sua saída da estrada.

sexta-feira, junho 26, 2009

c-i-r-a-n-d-a

Há sete crianças no quintal

dançando
a ciranda da poesia.

Embolando palavras.
Rodopiando sentimentos.

Elas brincam
e assopram as velinhas:

7 cabeças
e 3 anos de vida
!!!



~~~~~

p.s.: Obrigada a todos que participaram do nosso concurso! Em breve divulgaremos o resultado. Aguardem! :-)

terça-feira, junho 23, 2009

Poema de agradecimento*

Vieste de dias distantes
bem antes de alguma poesia
Chegaste vibrante
e quase sem rimas eu vivia...
Vieste sem dizer palavra tua
(recitando sonetos alheios)
e me entregaste a Lua
num lunático passeio
Sopraste meus versos banais
com teu jeito sutil de observar
(Vendo mais sem nem sequer me olhar)
Com teus olhares (e)ternos e acidentais

Estás agora aqui
(...Vieste e te perdeste nestas linhas)
Em meus poemas ficaste...
Quando eu nem acreditava que vinhas...

*Aos queridos leitores deste blog!!

domingo, junho 21, 2009

Orgulho do pai

Saí
pra comemorar
no bar
beber
e
morar

(Assim deve celebrar
todo poeta
e pai errante, creio eu...)

E contar
pra todo mundo,
cheio de orgulho,
que meu filho
tá fazendo 3 aninhos
tá grande
tá forte
- Mais forte que o pai!

E que,
felizmente,
tem mais 6 pais
pra tomar conta dele.

Tem tudo pra ser feliz, esse nosso filho.