quinta-feira, junho 26, 2008

velejando a morte

Até quero ir,
mas quero ir em cova coletiva
cravejada de encantos falidos,
bandas fora de moda,
livros de bolso
e notas televisivas.

Até quero ir,
mas quero ir como quem volta,
e vai dando as costas
para os adeuses.
Assim como o barco
faz com o cais,
caio numa pétala se for.

E se acaso eu flor,
deixo esse longa-metade
baseado em fatos
e boatos

surreais.



[Múcio&Alex Pinheiro]

4 comentários:

Leandro Jardim disse...

muito bom :)

Raiça Bomfim disse...

Até que assim, também quero ir.
E que a poeira abrace o poema na terra tenra.

Alex Pinheiro disse...

Valeu, Múcio,,, que transfigurar no B7C, com sua companhia, é honra felpuda...

Abraços e comemoradas invenções!

moacircaetano disse...

Soturnamente belo!