sábado, junho 07, 2008

Ela

Ela vaga em solo impuro
Acariciando com a língua a banguela
A lua míngua no escuro

Enquanto à noite a minha janela
pula meu quintal de muro em muro
e devora as estrelas que olham por ela

E não importa se as portas
se abrem ou se fecham
As rotas não me importam

as horas já estão mortas
e por isso mesmo celebram
as mãos podres que despontam das hortas.

(moacir+cza)

4 comentários:

Aline disse...

belíssimo!

bjos, queridos.

Múcio L Góes disse...

gostei do jogo, rima boa de degustar, de gustar.

bjo

Leandro Jardim disse...

surrealismo instigante e atraente :) gostei

J.F. de Souza disse...

Psicodélico! =P

MUITO BÃO!!! =D