Sem tempo de pôr no papel
Os versos que sonho a noite
É que a poesia se acertou
Com o amor e alegria,
E decidiu sempre acordar do meu lado
Para desejar bom dia.
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domingo, agosto 14, 2011
domingo, maio 29, 2011
como tudo deve ser*
organizar
as coisas
todas
quanto tudo estiver
em seu lugar
saberemos
o que falta
e o que sobra
e então,
só então,
agiremos
http://escuchameporra.blogspot.com
as coisas
todas
quanto tudo estiver
em seu lugar
saberemos
o que falta
e o que sobra
e então,
só então,
agiremos
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Gotas:
Domingos Profanos,
JF de Souza
domingo, março 27, 2011
(ainda)
http://escuchameporra.blogspot.com
olhar
e pensamento
vagos
perdidos
em algum lugar
lá
longe
lá dentro
uma lágrima
foi encontrada
ela virou nascente
de uma cascata
que se formou
em seu rosto
ficou feliz,
sua busca não foi em vão
: (ainda)
havia vida
dentro de si
olhar
e pensamento
vagos
perdidos
em algum lugar
lá
longe
lá dentro
uma lágrima
foi encontrada
ela virou nascente
de uma cascata
que se formou
em seu rosto
ficou feliz,
sua busca não foi em vão
: (ainda)
havia vida
dentro de si
Gotas:
Domingos Profanos,
JF de Souza
domingo, março 20, 2011
(Para Carol)
Minha poesia é rebelde
Precipita-se
Se joga diante do lábio,
Antes vermelho,
Desbotando o batom no encontro das bocas.
Minha poesia rebelde
Acalma-se depois de seus sorrisos.
Depois de seus beijos
Minha poesia espaçada,
Vai termina zen
Poesia sossegada.
Minha poesia é rebelde
Precipita-se
Se joga diante do lábio,
Antes vermelho,
Desbotando o batom no encontro das bocas.
Minha poesia rebelde
Acalma-se depois de seus sorrisos.
Depois de seus beijos
Minha poesia espaçada,
Vai termina zen
Poesia sossegada.
Gotas:
Alexandre Beanes,
Domingos Profanos
domingo, fevereiro 20, 2011
(Para Carol)
É que seu amor tem um tantinho de mar
E não é mar azul (minha cor)
É verdinho esmeralda
Feito pedra preciosa esculpida
(não a toa sua cor preferida).
Seu amor tem um outro tanto de futuro,
De juventude, renovação,
Que eu, um ser nascido velho,
Vou bebendo, me lavando,
Sugando cada gotinha que a noite orvalha
No seu corpo que não falha.
Esse amor, o seu, não gosta de silêncio
Pede música, suspiros, respiração forte e entrecortada.
Forma letras, palavras, juras,
Espanta a mudez para o lado distante
Da felicidade que nos cerca...
Amor que mesmo errando nunca erra.
É que seu amor tem um tantinho de mar
E não é mar azul (minha cor)
É verdinho esmeralda
Feito pedra preciosa esculpida
(não a toa sua cor preferida).
Seu amor tem um outro tanto de futuro,
De juventude, renovação,
Que eu, um ser nascido velho,
Vou bebendo, me lavando,
Sugando cada gotinha que a noite orvalha
No seu corpo que não falha.
Esse amor, o seu, não gosta de silêncio
Pede música, suspiros, respiração forte e entrecortada.
Forma letras, palavras, juras,
Espanta a mudez para o lado distante
Da felicidade que nos cerca...
Amor que mesmo errando nunca erra.
Gotas:
Alexandre Beanes,
Domingos Profanos
domingo, janeiro 23, 2011
Abre portas,
Pernas e comportas
Para o rio de desejo
Que te molha
A roupa
Que te lava
A alma.
Anda!
Deixa no solo
A sua marca.
Faz crescer verdes plantas,
Folhas, falo.
Deixa a palavra
Para o silêncio
Dos meus ais
No teu ventre,
Vento que calo.
Ergue-te sombra,
Sobra, solta,
Meu gemido
No carmim
Da sua boca,
Essa rouca expressão do certo,
Do caminho reto
Entre o sim e a cama.
Ama esse tremer
Do solo discreto,
Esse doidivanas
(De pensamento, ladrão).
Anda.
Abre portas,
Pernas e comportas
Para o dengo
Digno clarão
Que te rubra a face,
Força, fenda
Ao despir seu sim
Fantasiado de não.
Pernas e comportas
Para o rio de desejo
Que te molha
A roupa
Que te lava
A alma.
Anda!
Deixa no solo
A sua marca.
Faz crescer verdes plantas,
Folhas, falo.
Deixa a palavra
Para o silêncio
Dos meus ais
No teu ventre,
Vento que calo.
Ergue-te sombra,
Sobra, solta,
Meu gemido
No carmim
Da sua boca,
Essa rouca expressão do certo,
Do caminho reto
Entre o sim e a cama.
Ama esse tremer
Do solo discreto,
Esse doidivanas
(De pensamento, ladrão).
Anda.
Abre portas,
Pernas e comportas
Para o dengo
Digno clarão
Que te rubra a face,
Força, fenda
Ao despir seu sim
Fantasiado de não.
Gotas:
Alexandre Beanes,
Domingos Profanos
domingo, janeiro 02, 2011
Capítulo 2011
Eis que outro ano começa.
Eis que o tempo segue - não, ele não volta.
Eis que a memória permanece - ou, ao menos, resquícios dela.
Eis que a esperança se renova...
E isso eu não sei explicar.
Talvez porque não saibamos ao certo o que esperar, o que será desse novo ano...
Justamente por ser novo.
Justamente por ser tempo que não passou.
Justamente por não repousar nas memórias.
Por ser mais imaginação... Por ser mais invenção de nossas cabeças...
Por ser história. História prestes a ser escrita.
Na história de nossas vidas, um novo capítulo começa. Capítulo 2011.
Que venha para enriquecer nossa história. Que nos renda novas histórias felizes.
Feliz 2011 a todos!
Eis que o tempo segue - não, ele não volta.
Eis que a memória permanece - ou, ao menos, resquícios dela.
Eis que a esperança se renova...
E isso eu não sei explicar.
Talvez porque não saibamos ao certo o que esperar, o que será desse novo ano...
Justamente por ser novo.
Justamente por ser tempo que não passou.
Justamente por não repousar nas memórias.
Por ser mais imaginação... Por ser mais invenção de nossas cabeças...
Por ser história. História prestes a ser escrita.
Na história de nossas vidas, um novo capítulo começa. Capítulo 2011.
Que venha para enriquecer nossa história. Que nos renda novas histórias felizes.
Feliz 2011 a todos!
Gotas:
Domingos Profanos,
JF de Souza
domingo, dezembro 26, 2010
Assim te digo:
Enquanto olho o céu
Com lua e estrelas
Sei que estas se agitam em fases,
Bem aqui,
Como a iluminar o caminho
Que leva a nós.
E a cada dia,
Hora, minuto,
Te sinto no meu caminho
Como uma rosa
Que se destaca no rosal.
E te encontro,
Encontro a mim,
Que não somos mais que um
Roçando o meu amor no seu amor
Como que a correr o sangue
No meu corpo
Sem deixar o seu.
Enquanto olho o céu
Com lua e estrelas
Sei que estas se agitam em fases,
Bem aqui,
Como a iluminar o caminho
Que leva a nós.
E a cada dia,
Hora, minuto,
Te sinto no meu caminho
Como uma rosa
Que se destaca no rosal.
E te encontro,
Encontro a mim,
Que não somos mais que um
Roçando o meu amor no seu amor
Como que a correr o sangue
No meu corpo
Sem deixar o seu.
Gotas:
Alexandre Beanes,
Domingos Profanos
domingo, dezembro 05, 2010
domingo, novembro 28, 2010
ENXURRADA
A poesia lambe cada poro da minha pele suada
E manda (não pede) que sinta na boca,
Bem lá no céu da boca, esse roçar de enxurrada.
E manda (não pede) que sinta na boca,
Bem lá no céu da boca, esse roçar de enxurrada.
Gotas:
Alexandre Beanes,
Domingos Profanos
domingo, outubro 31, 2010
VEM
Vamos sair pela rua
Assim como quem nada quer
A redescobrir-nos,
A cobrir o sol que manda
E exala o cheiro guardado da noite,
Feito crianças que somos
Atrapalhando a calçada
Feita para andar de mãos dadas
Feita para o ir e vir
Entre tantos.
Vamos, me segue,
Nessa busca louca do sentir o que não vemos,
Dessa queda roxa na palavra que prevemos,
Nos domingos cheios de bemol
E de beijos.
Sim, me acompanha nessa luta,
Contra os males que nos cobrem a alma e o rosto,
Pois se te quero, agora,
É por estar disposto
A ser mais que um retrato
A apertar o laço
Que nos envolve a boca.
Vamos por onde for
Ser poeta, verso, música e flor,
Ser mais do que nos cobram,
Ser mais que amor com toque de instinto
Porque provamos, na mesma estrada,
Que o querer é menos do que sinto,
Que o rastro é mais que o destino.
Vem,
E juntos acabemos com a aflição
Destas curvas.
Que antes de serem marcas
Foram histórias todas as minhas rugas,
E te servirão bem de mapa nos atalhos
Que ainda não enxerga.
Pois sei o que quero, sou mendigo, menino,
Poeta cheio de prosa,
A esperar o dia em que a lua,
Bendita rainha,
Se curve ante as rosas.
Assim como quem nada quer
A redescobrir-nos,
A cobrir o sol que manda
E exala o cheiro guardado da noite,
Feito crianças que somos
Atrapalhando a calçada
Feita para andar de mãos dadas
Feita para o ir e vir
Entre tantos.
Vamos, me segue,
Nessa busca louca do sentir o que não vemos,
Dessa queda roxa na palavra que prevemos,
Nos domingos cheios de bemol
E de beijos.
Sim, me acompanha nessa luta,
Contra os males que nos cobrem a alma e o rosto,
Pois se te quero, agora,
É por estar disposto
A ser mais que um retrato
A apertar o laço
Que nos envolve a boca.
Vamos por onde for
Ser poeta, verso, música e flor,
Ser mais do que nos cobram,
Ser mais que amor com toque de instinto
Porque provamos, na mesma estrada,
Que o querer é menos do que sinto,
Que o rastro é mais que o destino.
Vem,
E juntos acabemos com a aflição
Destas curvas.
Que antes de serem marcas
Foram histórias todas as minhas rugas,
E te servirão bem de mapa nos atalhos
Que ainda não enxerga.
Pois sei o que quero, sou mendigo, menino,
Poeta cheio de prosa,
A esperar o dia em que a lua,
Bendita rainha,
Se curve ante as rosas.
Gotas:
Alexandre Beanes,
Domingos Profanos
domingo, outubro 17, 2010
Lamento do ébrio
embriagar
a alma
com doses de
ilusão
ansiar
de esperança,
vomitar
as areias do tempo
enterram
as pétalas de flor
de um amor
que nem nasceu
a alma
com doses de
ilusão
ansiar
de esperança,
vomitar
as areias do tempo
enterram
as pétalas de flor
de um amor
que nem nasceu
Gotas:
Domingos Profanos,
JF de Souza
domingo, outubro 03, 2010
PROFANO
Na ladeira que dá espaço
Ao raso sentido
Das entranhas.
Nesse mote de verso,
Que com a noite,
Sabedor de tudo sangra.
Nessa terra sagrada
De todos os santos,
Santas e milagres.
Entre as suas pernas
Profanamente peco...
Palavra por palavra.
Ao raso sentido
Das entranhas.
Nesse mote de verso,
Que com a noite,
Sabedor de tudo sangra.
Nessa terra sagrada
De todos os santos,
Santas e milagres.
Entre as suas pernas
Profanamente peco...
Palavra por palavra.
Gotas:
Alexandre Beanes,
Domingos Profanos
domingo, setembro 19, 2010
coração na mão
tá na nossa mão
satis
fazer
o querer
correr atrás
do desejo
seguir
no passo
do pulsar
do coração
satis
fazer
o querer
correr atrás
do desejo
seguir
no passo
do pulsar
do coração
Gotas:
Domingos Profanos,
JF de Souza
domingo, setembro 12, 2010
hipérbole não definida
E essa vontade de esvair-me em cada palavra dita. O pesadelo diário em perceber que me tornei um amontoado de dias, horas, segundos. Sempre manhãs e noites entre os meus pensamentos e minhas ausências de mim mesma. Não estou nos livros que leio, nem nas roupas que visto. Existir tornou-se um fardo. Percebo que acabo em cada anoitecer, acordar é mecânico. É como se meu corpo estivesse em um loop esquecido. Desordenado, descompasso… uma hipérbole não definida. Pra mim, deixei de existir.
E por pior que tudo possa parecer, resolvi amá-lo. Sim, eu o amo. Com todas as possibilidades inviáveis que cabem entre cada letra: a, m, o, r.
Eu o amo.
domingo, setembro 05, 2010
O POETA
O Poeta ronda a madrugada
de peito aberto e rimas afiadas.
Onde passa, as mulheres ficam lindas,
os sonhos enternecem e as bocas sobressaltam desejosas,
Fazem fila e beijam-no na face
O Poeta deixa a luz do dia entrar
e segue adiante...
Em seu encalço, promessas de romance
e juras de amor.
de peito aberto e rimas afiadas.
Onde passa, as mulheres ficam lindas,
os sonhos enternecem e as bocas sobressaltam desejosas,
Fazem fila e beijam-no na face
O Poeta deixa a luz do dia entrar
e segue adiante...
Em seu encalço, promessas de romance
e juras de amor.
Gotas:
Alexandre Beanes,
Domingos Profanos
domingo, agosto 22, 2010
Etéreo
sonhos
ilusões
delírios
desejos
um pedaço d'alma
no papel
a poesia
está pronta
para
voar
e se perder
Pois damos início aos Domingos Profanos do B7C!!!
ilusões
delírios
desejos
um pedaço d'alma
no papel
a poesia
está pronta
para
voar
e se perder
Pois damos início aos Domingos Profanos do B7C!!!
Gotas:
Domingos Profanos,
JF de Souza
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