domingo, janeiro 10, 2010
Revoada*
branca
nuvem
voam
palavras
um bando delas
em revoada
paira
graciosamente
em poesia
http://escuchameporra.blogspot.com
sábado, janeiro 09, 2010
the end
uma noite
teu rastro em
meu corpo cálido
a tinta efêmera
de nossas poesias
despedaçando os
guardanapos que
caem no chão
da despedida
terça-feira, janeiro 05, 2010
... últimos presentes!
para: J. Rodolfo (http://ecosdiversos.blogspot.com)
Às vezes mínimo
(mas nem por isso
menos preenhe de significado).
Às vezes improvável
(embora o mais provável
é que me quede novamente embasbacado).
Às vezes rascunho,
Às vezes dicionário.
Suas citações e desaforismos
Passeiam pelos meus olhos
Em pula-pulas imaginários.
Sua poesia,
dotada de admirável estofo,
imprime-lhe no J. um quê de Rodolfo!
Feliz tudo, sempre, amigo agora não mais secreto!
de: J. Rodolfo (http://ecosdiversos.blogspot.com)
para: Juliana Caribé (http://juocaribe.blogspot.com)
NA ESPREITA
olhar atento:
como queria
capturar o momento
em que ali,
na sua frente,
passasse o tempo!
de: Juliana Caribé (http://juocaribe.blogspot.com)
para: Adriana Karnal (http://anndixson.blogspot.com)
Doçura
Gosto dessa (tua) poesia
pequena:
cabe em risada de
criança.
de: Adriana Karnal (http://anndixson.blogspot.com)
para: Joana Masen (http://milongalamuria.blogspot.com)
Que o primeiro dia do ano seja cheio de trovões, relâmpagos.
Sim, que nos estremeça.
Que seja como uma paixão
que faz tremer e arrepiar.
Que o resto do ano seja como o amor
Que depois da tempestade
Sabe acalmar.
Que o ano que nasce seja paz.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
... penúltimos presentes!
para: Eduardo Trindade (http://www.edutrindade.com)
As valsas que vivi
E fui dançar as valsas
Disseram-me que eram valsas únicas, lúdicas.
Que eu veria o circo e de sorrisos ganharia o dia.
Sim, eram valsas!
Daquelas de melodias trabalhadas a fino trato.
E dancei, horas a fio... deixei-me levar.
A cada momento uma nova emoção, um novo sorrir.
Realidades senti, sabores degustei e como criança chorei.
O poeta recitava melodiosamente cada nota musical.
Eram mãos generosas e um sorriso gentil.
De Garbo e elegância me vesti
E aplaudi as valsas invisíveis,
que vivi.
de: Eduardo Trindade (http://www.edutrindade.com)
para: Mary Morena (http://versosdelirios.blogspot.com)
EMBALOS
Soltar as amarras,
partir, velejar,
descobrir outros mundos,
desbravar outros mares,
amar o mar...
Quantos horizontes
ainda por trilhar,
quantos sonhos
esperando a gente
na esquina do vento.
E no fim, sempre,
voltar
ao mar, ao mundo, a casa,
atracar nos braços
de quem tem no nome
um oceano,
Marina.
de: Mary Morena (http://versosdelirios.blogspot.com)
para: André Lasak (http://quimeraufana.blogspot.com)
cíclico
o poeta inicia
a palavra
com sua verdade
traça linhas
rima ante rima
o poeta constrói
teias
e descansa
com seus oito sentidos
à espera da próxima presa
de uma nova palavra
para um novo início
a poesia
este vício
de: André Lasak (http://quimeraufana.blogspot.com)
para: Moacir Caetano (http://moacircaetano.zip.net)
O Velho Tempo
Mais que eu tentasse
Ouvir o Tempo
Ainda escutava o silêncio...
Conheci um velho que me
Incentivou nesta empreitada
Rezando seu velho terço de ébano
Cada conta que rezava
Acabava num tique ou num taque
E eu ali, esperando e esperando...
Tentando por tanto tempo
Alcançar minha glória
Na velhice, apenas, entendi que
O tempo não se ouve: se vive intensamente
domingo, janeiro 03, 2010
antepenúltima entrega!
Desfrutem!
de: Renata Aragão (http://docedelira.blogspot.com)
para: Mariana Botelho (http://quelevequenada.blogspot.com)
de: Mariana Botelho (http://quelevequenada.blogspot.com)
para: Alexandre Beanes (http://www.alexandrebeanes.com)
para Alexandre Beanes, um poema de Romério Rômulo:
não acredite na suavidade dos poetas
cujos versos,
por simples,
são um cavalo em pêlo, no cerrado.
(fuja do poeta
como se foge da doença que se estampa longe.
seu fígado é visgo:nada lhe corrói as entranhas.)
os aços mais duros
não conseguiram lhe desmontar as peças.
seu olhar, sempre sobre,
há que ser medido em trovões.
um poeta qualquer, por mais frágil,
faz terremotos parecerem grilos.
de: Alexandre Beanes (http://www.alexandrebeanes.com)
para: Hanny Saraiva (http://hannysaraiva.blogspot.com)
Palavra pede música
Mesmo as que calam
Pois é no silêncio
Que sentimos o porvir da melodia
Ou
A quietude do som.
Mesmo quem vende o mundo
Pede palavra
As ama
E eu brinco de adivinho
Entre bolas coloridas
E canções de Natal
A esbarrar em versos
Riscar
Reescrever
Rasgar
Quem sabe não venda um verso
Ou
Talvez mude o mundo
(modesto que sou)
Ou só venha mesmo dizer
Que é Natal
E essa época pede versos
Muito bem vindos
Mesmo para quem vende o mundo.
de: Hanny Saraiva (http://hannysaraiva.blogspot.com)
para:Aline Sarmanho (http://blognocaminho.blogspot.com)
MINHA AMIGA OCULTA PARECE SER ESVOAÇANTE.
Título: MMIX
sábado, janeiro 02, 2010
ano novo, mais poesia...
para: Gisele Atriz (http://inventandoagentesai.blogspot.com)
encontro
enquantos que esperam e acontecem
encantos que aguardamos toda vida
momentos nos alegram ou entristecem
pelos cantos gememos e choramos sem medida
se nesta vida o que nos acontece
anima o bem e o mal, cuida ou faz ferida
encontrar é verbo que nos enriquece
pois une, junta, conflui, aglomera
e vai contra, combate, briga, liquida
ficamos nestes encontros, reclamando a falta de sorte
agradecidos, felizes, pelo encaixe inesperado
dele, nada adianta esperar, medir, profetizar:
ele se faz de-nós, com-nós, prá-nós
enroscado no que somos ou não
sendo nosso ser-com-este-mundão.
de: Gisele Atriz (http://inventandoagentesai.blogspot.com)
para: Marcos Côrtes (http://poetaalgum.blogspot.com)
VIAGEM
O tempo costuma chegar depressa
Sem sossego ele se achega
Privando algo mais belo
Ao menos singelo
Contornando fases
Desvendando mistérios
Escavando saudades
Envolvendo cidades
Pessoas, casas e almas.
Arrume suas malas
Vou aí abraçar você
A viagem começou
Encantada em conhecer.
de: Marcos Côrtes (http://poetaalgum.blogspot.com)
para: Sandra Regina (http://feitaemversos.blogspot.com)
Dona
Dona,
quer ser poesia quando crescer:
Mas sabe o belo que foi,
mal sabe o belo que é.
Para quê ser poesia,
se seu corpo e sua alma,
fazem dela poetisa:
é tão mais divertido assim!
Dona,
é Dona de si.
Viaja nada inocente,
neste mundo de poesias.
Canta suas rimas,
Toca seu corpo.
E do despedaçado,
fez um eco-cardio-drama.
Dona,
cheia de prosas e fetiches
Saiba o belo que é.
Dona de si, feita em versos.
E de corpo e alma,
és Dona Poetisa.
de: Sandra Regina (http://feitaemversos.blogspot.com)
para: Renata Aragão (http://docedelira.blogspot.com)
Surpresa de Natal
Vem a sentença:
“Nasce aqui e arrebenta!”
Ela de pronto
Assim quis:
E veio brilhando
Em versos doces
E pertinentes
Hoje, admito
Conhecer seu blog
Foi meu melhor presente!
(Só espero que me desculpe pelo presente tão simples.... é que fiquei tão encantada que quase emudeci!)
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Galerinhaaaaaaaaaaaa! Mais presenteeeeeeeeeeeeeeeees!!!
de: J. F. de Souza (http://escuchameporra.blogspot.com)
para: Múcio Góes (http://traversuras.blogspot.com)
círculo mucioso
quando me achego até você
sinto forte teu calor
e quanto mais calor eu sinto
mais eu quero
esse aconchego
ah, galego...
fico feito bichinho besta
que voa até a luz que esquenta
querendo chegar nesse sol
ardente
pois busco
o ponto alto
do prazer
pois busco
morrer
e me desfaço
em líquido
há uma nascente
em meu ventre
renasço
Esse escrito, mais que uma homenagem ao mestre Múcio, é também uma homenagem a essa mulherada que adoraria ter escrito algo assim pra ele! (Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!) =P
de: Múcio Góes (http://traversuras.blogspot.com)
para: Alex Pinheiro (http://invento0.blogspot.com)
de repente
um vento uma brisa
faz brotar uma prosa
vigorosa e precisa
que de longe
me alicia os olhos
me faz reter as retinas
no seu abrir das cortinas
e de repente
do seu tear
sai teatro
sai foto e sai fato
quebrando o fio
da rotina
e de Sampa
até Salto
sua poesia domina
o ácido verso
a coisa fina
em prol do progresso
assim de repente
surge o barco de inventOs
cujo seu timoneiro
é o Poeta social
Alex Pinheiro
de: Alex Pinheiro (http://invento0.blogspot.com)
para: Rômulo Coelho (http://remosaraiva.blogspot.com)
do cemitério morto
de palavras bem articuladas
, entre túmulos de toga
e flores sem espinho,
Remo uma correnteza contra
e outra Saraivada de afasia
pra chegar aos pés
da graça na poesia
de: Rômulo Coelho (http://remosaraiva.blogspot.com)
para: Keila Sgobi (http://sobrecaminhosepedras.blogspot.com)
Rearranjos telúricos (ou digressões de chão)
Veredas estreitas de rimas
soantes, internas, forçadas.
Pedras longínquas, muralhas,
rochedos, morros, cordilheiras.
Grãos afetivos, de cinzas,
de pó e de areia, vestígios.
Searas encalacradas
de suspiros e tantas culpas.
........................................
O bom e o mau. E o feio. O belo.
Dominik e Leone. Tuco e Jesse.
Ford e Blondie. Malignos Olhos de Anjo.
Carneiro e Neto. Primos: Raul, José.
E deles se vislumbra a terceiríssima
pessoa da trindade, o bom Andrade.
Um tácito tumulto de oximoros
trajando ilustres tais como outros outros.
Ternos anonimatos e safados.
........................................
a mulher percorre brechas
de sim e de não sem dar vez
para o talvez fácil, gaiato.
Fato é que professorando
incertezas num mundico
de certitudes falsas, Keila
faz poesia com destreza
própria de vento, que é tão
antitético ao chão onde
ela arraiga com mel e chumbo
suas asas de mito novo,
reinventado, renascido:
um Ícaro ressuscitado
e sabido que só sabido.
Keila ou não Keila, isso
é o que ela faz melhor: versos.
........................................
Findo aqui estas linhas com um paradoxo
que é início – o poema é tão só o começo.
quinta-feira, dezembro 31, 2009
...
dois mil e nove fez o que pôde
já eu fiz aquilo que pude
que venha dois mil e dez
like a holiday in hollywood
...continuando...
para: Luiz Guilherme Amaral (http://diretordeletras.wordpress.com)
Marcas de Vida
Esse rosto que hoje fito
no espelho do meu quarto
reflete os tempos idos.
Em suas linhas,
tênues e finas,
desenhadas pelo tempo,
guarda momentos vividos
na casa da memória.
A história da minha vida.
Minhas dores, meus amores,
alegrias e tristezas.
Guarda, ainda, a beleza,
sem o viço do frescor
da mocidade perdida.
Esse rosto que hoje fito
e é tão meu quanto o de outrora
revive em mim o amor,
singular e próprio,
por essa que hoje sou.
O tempo por mim vivido,
trouxe consigo a brandura
de quem perdoa seus erros
e com eles , sabiamente,
faz um novo caminhar.
Esse rosto que hoje fito
é um rosto que sei amar.
de: Luiz Guilherme Amaral (http://diretordeletras.wordpress.com)
para: Ana Cecília Reis (http://indefinida.blogspot.com)
Hoje é o dia em que sua máscara vai cair
para que você mostre quem você é
Que caiam os medos, as incertezas
que vão embora as frustrações, as lágrimas
Pois agora, o que te sobra
é a sua essência
a sua vida
Que caiam todas as máscaras cotidianas
e fique você, nua, explícita, dentro do seu mundo
Que todos te reconheçam pela tua respiração
pela sua marcação
E que todos aplaudam
pois ali é o seu lugar
e sua história é construída debaixo dos holofotes
Bem-vinda à cena, atriz,
bem-vinda aos meus versos.
de: Ana Cecília Reis (http://indefinida.blogspot.com)
para: J. F. de Souza (http://escuchameporra.blogspot.com)
O poema é o poeta.
Essa eterna vontade de mudar
As impressões de um mundo
Incompreendido e absurdo
Irreverente, belo e maluco
E gritar por todos os cantos
Pois alguém há de escutar.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
terceira remessa de presentes chegandooooooooo...
(...e ainda tem mais! Acompanhem os próximos!) ;)
de: Milene Portela (http://malaguetafina.blogspot.com)
para: Cesar Veneziani (http://cesar.veneziani.zip.net)
sonhos suspirados
pegue 31 boas razões racionais
(as que você chama de boas)
e contraste com 24 motivos emotivos
(os que não precisam ser rotulados)
ponha distância e ligações
pra ouvir só a respiração
esqueça as inconstâncias,
elas estão passadas
(como aquela sua agenda)
misture um olho negro
uma mancha na íris
e um ponto daqui a dois anos
à brisa marinha
sussurrada através do muro
tempere com vontade à vontade
o desejo ainda cru
não modere o fogo
dê tempo, o suficiente
pra morenar a superfície.
o recheio tende a ficar cremoso
e a aparência é a mesma
de um olhar feliz.
de: Cesar Veneziani (http://cesar.veneziani.zip.net)
para: C. M. (http://poemastardios.blogspot.com)
O presente feito em versos
Sou o Cesar, encantado,
me apresento, em reverência!
Sou poeta apaixonado,
sou paulista de nascença.
Me desculpe, encabulado,
me introduzo, com licença!
Foi sorteio nosso encontro,
sendo assim é novidade.
Sua presença aqui, no entanto,
é motivo de vaidade
pra que eu me esforçe um tanto
pra escrever, sinceridade!
No seu blog eu vi ligeiro
tem de prosa até poesia
Tem muito verso faceiro!
Tem alguns que eu queria
ter escrito bem primeiro
pra ganhar a autoria.
Mas chega de enrolação
já tá tarde, tá na hora
de seguir programação
e fazer bem justo agora
o que é minha obrigação:
poetar para a senhora!
(O senhora foi apenas
sinal de educação.
Por favor, não se atenha,
a meus modos, pois senão
pode até ser que te venha
uma falsa impressão!)
Normalmente se verseja
neste tempo natalino
tempo em que se festeja
nascimento do Menino,
do que de mais se deseja
pro futuro e seu destino:
muito amor e muita paz
e saúde, o principal,
que do resto a gente faz
o etecetera e tal
que do fundo a força traz
pra enfrentar de todo o mal.
Se te dou este presente
que em versos eu te fiz,
fique atenta que somente
traz mensagem que te diz:
tenha um ano excelente
e um natal muito feliz!
de: C. M. (http://poemastardios.blogspot.com)
para: Aline Araújo (http://dizaline.blogspot.com)
olha, aline
está difícil
qdo te ler
virou um vício
o servidor
fora do ar
quer desonrar
meu compromisso
esquece essa
de reino unido
és como eu:
recife antigo
de corpo, alma
e paralelepípedos
da lama até
as beiras (do cais)
quebra em letras
minhas palavras
e faz tua Aurora
com mil casinhas
recém-caiadas
torna em brinquedo
constrói uns versos
planetas ou universos
e se eu - criança -
quiser de volta
o meu presente
coloca um laço
e passa na cara
mata a esperança
de repente e diz
sem dó: -deu, tá dado.
de: Aline Araújo (http://dizaline.blogspot.com)
para: Ianê Mello (http://labirintosdaalma.blogspot.com)
Perder-se
Entre uma palavra à esquerda
Uma dúvida à frente
Reflete-se à direita
Fixa na mente
E se eu me perder
No labirinto da alma?
Se me faltar a calma
E não houver o que dizer?
E se a poesia que precisa ser escrita
Não tiver fio de emoção
Nem Ariadne pra guiar?
Podemos ficar perdidos
Passeando descalços
Lavando os pés do Rio
Ouvindo da moça cantar
Os versos doces
Escritos e tecidos
Fio a fio
Se eu me perder nesse labirinto
Talvez ninguém me oriente
E eu ache o caminho nos arquivos
Do lado nascente
Ou onde se faz poesia
Onde ninguém se perde
Ou se encontra
Apenas, poente
E continuemos... =)
terça-feira, dezembro 29, 2009
mais presentes!
de: Marrí Mota (http://minhasideiaslivres.blogspot.com)
para: Yara Fernandes (http://atraversando.blogspot.com)
Verso-te
Um quarto escuro, quadrilátero
Num canto confortável
Entre almofadas cor de pêssego
Fresta claridade iluminando o pedaço de papel
Branco, pois não há letra que substancie abstração
Minha mente percorre o que entende de ti
Doce personagem, pintura, idéia de inventor
destinada ao afã de ser amada
Deusa das palavras, desatina em versos
Caudaloso alfabeto a atravessar paredes
Ver-te é banhar-me em bálsamo
Pensar-te é sonhar com os mares
Ora manso, ora tempestade
é deitar-me em lençóis acetinados
Feito tu, alvos
Te imagino puro mel e uma gota de limão
Temperando a suavidade
Salivando meu céu
Escorre de mim um pensamento
Foi-se pelos meus olhos, espalhou por aí
Que és tu amelié, anjo, soul free
És tu o que quiseres, por instantes
Em cada poesia teu abstrato
Não se descreve, converte e rima
Sincronia e tom.
de: Yara Fernandes (http://atraversando.blogspot.com)
para: Camila Lemos (http://palavrasnofarol.blogspot.com)
CAMILA
O ar denso
de tua ardência
veraniando versos.
Um não saber o sabor
de tua língua,
se siriguela, se graviola.
Tua saliva que acerta
o pingo, a seta,
o ponto certo da calda
e da rima.
Quisera eu ser em dezembro
o versinho mais besta
de tuas alagadas mãos,
tão litorâneas!
Palavras em grãos
no teu corpo de areia morna.
Tu,
de sempre-vivas nos cabelos,
conténs o sal:
nos olhos chorando riachos.
Em versos mares,
que douram sob o sol,
prateiam sob o luar.
Ah, tuas horizon-tonalidades!
de: Camila Lemos (http://palavrasnofarol.blogspot.com)
para: Milene Portela (http://malaguetafina.blogspot.com)
Suas palavras,
Oh, Lord!
São acordes...
segunda-feira, dezembro 28, 2009
O melhor da festa: presentes!
Acompanhem! =)
de: Joana Masen (http://milongalamuria.blogspot.com)
para: Elaine Lemos (http://duaspartes.blogspot.com)
"Ela – que é duas vezes uma"
Quis entoar cantigas de roda
como presente para uma amiga
oh!-culta, que dança pela brisa leve,
e inocente feito criança
vai tecendo suas palavras breves.
Quis rabiscar versos em prosa
para que ela pudesse voar
enquanto minhas rimas pobres,
linha a linha,
trazem luz a esse versar.
Ela tenta ser dois pedaços
duas partes inteiras, sem meias palavras
pensa ser um anjo torto ou triste
pensa...
mas que nada, é uma fração imensa
dos poemas que iluminam os dias.
de: Elaine Lemos (http://duaspartes.blogspot.com)
para: Iara Maria Carvalho (http://mulhernajanela.blogspot.com)
tudo é poesia!
automóveis flutuando no asfalto ar
meninos buscando bolas na miragem
raios de sol fazendo curvas no meio da rua
chapéus carregando bengalas dos avôs
anúncios de sorvetes nas buzinas
formigas derretidas de tanta dedicação
portas das esquinas gerando o pão.
é tudo poesia
para os olhos atentos
da Mulher na Janela.
de: Iara Maria Carvalho (http://mulhernajanela.blogspot.com)
para: Nathalie Lourenço (http://sabedoriadeimproviso.wordpress.com)
sábia
uma menina
quimpro-
visa
e s t r
-elas.
para: Marrí Mota (http://minhasideiaslivres.blogspot.com)
Para Domar
Deixar livre o que já nasceu livre
um pássaro não conhece claustro
que não seja o próprio ovo
e isso já vai longe
foi tão antes de nascer.
uma palavra não é de ninguém
ela obedece quem quer
e quando presa, não canta
nem fala sequer.
o que a palavra quer é morar solta
e pode confiar que ela sempre volta
se você tiver olhos firmes
e idéias
livres.
sábado, dezembro 26, 2009
Legenda
o céu parecia uma tela de cinema 3D
e as nuvens, ao alcance da minha mão.
Não entendi o que dizia o narra-dor...
Mas a música era linda, linda...
quarta-feira, dezembro 23, 2009
ode ao 69
todo os grilos do mundo...
és fraco.
está comprovada a tua covardia
e eu rio.
leva tua cara,
sem vergonha e sedenta,
para passear.
terça-feira, dezembro 22, 2009
Despretensão
Não escolhem saias que levantar
Ventos bagunçam cabelos sem saber
Pois que só ventam por ventar
http://duaspartes.blogspot.com
sábado, dezembro 19, 2009
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Envio dos poemas! - Amigo Poético
Nosso sorteio já foi realizado! (Se você ainda não sabe quem você tirou corre lá no seu e-mail que tem uma mensagem do site amigosecreto.com.br esperando por seus cliques curiosos!)
Desde já agradeço a todos pela participação e pelo compromisso para que nosso segundo Amigo Poético seja um sucesso!
E vamos às perguntas: quando, onde, como e por que?
Eis as respostas:
Quando devemos enviar os presentes?
- A partir de amanhã, dia 19/12 até o próximo sábado, dia 26/12. (São 8 dias! Teremos bastante tempo para encontrar a inspiração necessária para nossos presentes. Mas, por favor, não deixem tudo pro último dia, pois eu posso ficar louca! =P)
Para onde mandamos?
- Enviem seus presentes para o nosso e-mail blogdesete@gmail.com
Como?
- Poesia! Prosa também pode! Para os que querem mandar prosa gostaríamos de receber um texto curto, um mini ou micro conto, uma mini-prosa-poética, enfim! Ficaremos agradecidos. (Outra coisa, se você não encontrar a inspiração pro seu presente não é motivo pra desespero e sumiço! Pode mandar um poema conhecido de um poeta a sua escolha.) Junto ao presente, enviar quem vocês tiraram, claro! Mais algumas observações que queiram fazer, tipo coisinhas de amigo secreto mesmo: "Meu amigo poético é legal e blablablá". =]
Por que?
- Porque essa é a nossa brincadeira e adoramos a idéia de interagir com outros blogs. E que seja com poesia! (Ano 2! hehehe)
Espero que tudo esteja respondido e aguardamos ansiosos os presentes! Dúvidas serão respondidas nos comentários desse post ou nos e-mails ou no mural de recados do site. Lembrando mais uma vez, do dia 19 até dia 26 estaremos aguardando os e-mails de vocês! E no Domingo, dia 27, começaremos com as publicações.
Abraços Natalinos! Hohoho
terça-feira, dezembro 15, 2009
cinco minutinhos
têm, todas, a mesma cor do pó.
É morada de uma aranha, o violão,
já bem acostumado àquele canto.
Perderam-se, os rascunhos, sobre a escrivaninha;
alguns no chão, espalhados por um raro vento.
A cortina filtra a luz da velha lua
enquanto ignoro a arte projetada na parede.
As pantufas, há muito, repousam ao lado da minha cama
porque meus pés ficam apressados quando ouvem o despertador.
Mesmo que eu sempre peça às horas
mais cinco minutinhos.
http://duaspartes.blogspot.com
Último dia - Amigo Poético
Amigo Poético - Ano 2
segunda-feira, dezembro 14, 2009
ei.
Você que carrega o sol numa panela
Você que já esteve comigo
Nos lugares que nem existem
Você que se perdeu pelo caminho
Ei, você
Você que segura a linha
Dos acontecimentos na boca
Enquanto te pregam um botão
Para não costurar na roupa sua própria sorte
Ei, você
Que ainda não esqueceu o cheiro
Do pão de ló assando
Que me esqueceu sobre a mesa
Da sala
Junto com as chaves de casa
Duas moedas e um maço de cigarros
Ei, você
Lembra de mim?
ligue não.
Só passei para dizer
Que sinto saudades.
sábado, dezembro 12, 2009
Inspiração
Rodeado de centenas de elementosde densa carga poética,
o homem pesca...
Mas nenhum poema é mais importante
que o peixe que lhe resta!
quinta-feira, dezembro 10, 2009
amanhã
todos a postos:
e das pedras no meio do caminho
breve brotará a flor de lótus.
terça-feira, dezembro 08, 2009
Mundo ideal
Em que um abraço seja o bom-dia ao porteiro
e um beijo, o ingresso do cinema.
Em que sejam estranhos os que andem calçados
e punidos os que não contem estrelas
só por contar.
Em que o mais importante ofício
seja procurar semelhanças entre pipocas e nuvens.
Quero viver em um mundo em que a ordem seja a loucura.
Em que se tome sorvete de sopa de lentilhas no inverno
e que ardam fogueiras em qualquer estação.
Em que se usem binóculos para matar a saudade dos que estiverem ao lado
e pinças para colecionar as pintas e as rugas do amor.
Em que toda segunda-feira chuvosa seja o dia oficial
de se deitar de bruços no gramado e conversar com as formigas.
Quero viver em um mundo em que a ordem seja a loucura.
Em que homens virtuosos sejam os ébrios e os nus
e vivam sempre de cara limpa os imorais.
Em que sejam internados os incapazes de escutar conselhos
de espelhos e paredes.
Em que seja normal
quem acenda um poema na madrugada
para ler partículas de luz em uma face.
http://duaspartes.blogspot.com
segunda-feira, dezembro 07, 2009
FPS
sal, areia e calor
feriram as superfícies
até que o vermelho se abrisse
horas sob a luz quente
são aulas para usinar
o próprio calor
e nos transformamar
em corpos
ardentes
domingo, dezembro 06, 2009
Isolamento*
só
espero
que pare
sábado, dezembro 05, 2009
Eu poderia falar por horassobre as meninas de bicicleta
e sua intrínseca poesia...
Mas o Vinícius, aquele pateta,
já disse tudo o que se podia!
http://www.casadobruxo.com.br/poesia/v/vinicius133.htm
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Excessos.
Não, não é o verso que me falta, é a própria falta do verso.
terça-feira, dezembro 01, 2009
Recordações
as três caixas de sapatos
repletas de fotografias nossas.
Espalhei todas as fotos pelo chão da sala.
Só você e eu impressos, felizes,
abraçados ou de mãos dadas.
Rasguei ao meio uma a uma.
Joguei fora todas as metades.
O que sobrou coube em uma só caixa.
Vou economizar espaço no guarda-roupa
só com você e seus sorrisos dentro da caixa.
Quero recordar-me sempre de você
como a melhor coisa que me aconteceu na vida.
E quero esquecer a pessoa ingênua que fui
durante todo aquele tempo guardado em três caixas de sapatos,
durante todo aquele tempo em que acreditei em você.
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