quarta-feira, dezembro 08, 2010
domingo, dezembro 05, 2010
sábado, dezembro 04, 2010
Anoitecer com sol:
o calor entre um
e outro lençol
sexta-feira, dezembro 03, 2010
quinta-feira, dezembro 02, 2010
O caçador que trazia alimento das matas, para você.
O destino do meu tempo era procurar
atrás dos seus olhos
as coisas felizes.
É duro imaginar que logo virá alguém mais
para te convencer
de que fui apenas outra mentira.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
que nesse vai e vem
sobra só a gente
e mais ninguém.
(Luiz Guilherme Amaral)
terça-feira, novembro 30, 2010
Bagagem
Um velho gravador.
Algumas coisas sem valor.
Fotos com ela e cartas de amor.
É...
me falta ódio e sobra fé...
podem dizer o que quiser,
mas meu caminho eu percorro a pé.
Então
não me fale de solidão.
Há tempos eu não piso o chão.
E aqui em cima só chuva e trovão.
...
Não havia nada a fazer
e foi só isso o que eu fiz.
Continuei a ser infeliz.
Dor.
Um velho gravador.
Uma foto sua já sem cor.
E essa maldita canção de amor!
segunda-feira, novembro 29, 2010
Vazio
Nada.
E ainda é necessário escrever.
Tem nada nesse peito.
Vazio.
De doer.
Tem nada mais pra se dizer.
Nenhum carinho, nenhuma palavra
de festejo ou de lamento.
Não há nada além da imensidão do momento.
domingo, novembro 28, 2010
ENXURRADA
E manda (não pede) que sinta na boca,
Bem lá no céu da boca, esse roçar de enxurrada.
sábado, novembro 27, 2010
genealógico
Que nenhuma lágrima sua
Tenha o meu nome
quarta-feira, novembro 24, 2010
planos para nossas aventurinhas - simples
quando eu souber que você está nos ares
eu também vou pelos ares de felicidade
saberei que seremos poucos centímetros
Saberei que seremos um só pensamento:
apenas caminhar, beijar e admirar
entre as ladeiras e as escadarias - belas
ao passar os tambores pelas ruas estreitas
nós faremos parte de todas essas estrelas
Porque você támbém
é a minha estrela
a maior, única, noite e dia
é em você que eu me reconheço
(Luiz Guilherme Amaral)
terça-feira, novembro 23, 2010
Dia da Consciência
ler as mentes dessa gente
com as mãos.
Entender o que pensam
das vagas das águas negras
universitárias diplomadas
subscrevendo com os dedos.
(Deviam usar os dedos médios!)
E da lei que vem impressa
nas caixinhas longa-vida
abundantes vertendo
até encher as barriguinhas.
(Lei te dá exclusão!)
E do princípio do politicamente correto
que nos impõe a hipocrisia eufêmica
dos dizeres ininteligíveis
sobre diferenças não aceitas.
(Dezenas de autóctones tiveram suas vidas
suprimidas por infantes de dezessete anos,
descendentes de alguém, que brincavam
com o produto da combustão de
materiais inflamáveis!)
Pelo menos por um dia
pensar os pensamentos
com as próprias mãos.
Porque enquanto tudo isso, os garotinhos
pilotam aviõezinhos de papel
no morro cartão-postal.
(Se não sabem ler,
como tiraram brevê?)
Porque enquanto tudo isso.
...
sexta-feira, novembro 19, 2010
cuando mi corazón falla
o lado certo é
parar no que é ainda bonito como
meu descer do seu carro
.......que sempre esperei durante as manhãs, olhando pela janela
e decidir parar e te olhar
.......antes de atravessar a avenida:
..............................acenar.
quinta-feira, novembro 18, 2010
Eu ando gastando pedaços incríveis do meu tempo,
baldes de horas e minutos.
Atrasando projetos e horários, irritando um monte de gente muito séria.
É que tem acontecido de, por uns instantes, eu nem me lembrar mais
que pertenço a esse mundo de dias ruins e dias tristes, em que o que
mais importa é o trabalho, as metas e cronogramas. Espero que as pessoas
não se magoem demais, mas eu ainda quero ficar mais um pouco assim.
Deixando o tempo voar para longe. Vivendo cada um desses momentos.
Me aquecendo nas fagulhas que saem dos olhos dela.
quarta-feira, novembro 17, 2010
você tem que guardar debaixo dos seus sonhos
e usá-lo como escudo contra aqueles grosseiros
que veem um jardim e pensam em pisá-lo
Minha linda, minha estrela
caminhe pelas letras das suas músicas favoritas
porque todas elas foram feitas para você
E quando você começa a cantar
enquanto calça aquelas meias bonitinhas
não há amargura que não escorra pelos vãos
do seu quarto, que é a torre do castelo,
indo embora, indo bem longe de você
que é linda, que é um poema
É você,
tão bonita quanto uma flor à sombra de uma cerejeira
que balança toda singela
Você é toda singela, toda amiga dos pássaros
você é o máximo
Não deixe seu coração encostado em qualquer canto
se preferir, guarde-o do meu lado
ou dentro do meu coração
e nós seremos uma chuva de sorrisos
Linda, poema, estrela
(Luiz Guilherme Amaral)
terça-feira, novembro 16, 2010
no rascunho
de mansinho no meu pensamento
Vai construindo versos imperfeitos
e eu me deito em suas metáforas
num descanso pleno de verbos inconjugáveis
...às vezes você brilha nos meus olhos
com suas derivações impróprias...
e brinca de me confundir com formas reprováveis
...às vezes você surge quase finalizado
E eu o desprezo como um filho abortado
E você fica guardado no canto
...às vezes você me poeta
Mas a rima fica em branco
segunda-feira, novembro 15, 2010
Laralarala
Estações evangélicas.
Sertanejo 24 horas.
Oras, ninguém mais ouve música de qualidade?
O que houve com a arte?
Calipso, tecnobrega, axé.
Pra quem gosta de merda, prato cheio.
Pra quem não gosta, receio
que não haja nada a se fazer.
Benditos celulares mp3 e suas portas USB!
sexta-feira, novembro 12, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
da luz que você dispara à sua volta
eu, que te desejo de volta,
mesmo sem ainda não ter te tido
fico aqui só contando
por quantos quilômetros viajariam
meus dedos passando por seus cabelos
Eu voarei por muitas palavras
singelas como aquele seu sorriso de outono
enquanto morde o canto do lábio a pensar
Mas eu, que ando tanto a divagar
esperando que um dia você apareça
para pagar às águas soteropolitanas
aquela promessa de nós dois
completamente esquecidos de tudo
deixando-as lavarem nossos pés
Até o dia em que você, insistente,
começar a caminhar pelas páginas dos meus cadernos
e perceber, soluçando de assombro
como eu sei desenhar sua boca tão perfeitamente
e como você se multiplica em flores amarelas
aquelas que estão nos campos
Seu nome tem a música das asas das borboletas
(Luiz Guilherme Amaral)
terça-feira, novembro 09, 2010
Combinação
então vamos lá.
Ninguém vai reparar
se formos felizes agora.
Não vá desistir
no meio do caminho.
Eu trouxe vinho,
e mais outras coisinhas,
está tudo aqui.
Me preparei por anos
pra esse momento.
Se você se arrependeu, lamento.
Não há mais enganos.
Me dê sua mão
e deita aqui comigo, no chão.
Te digo: chegou a hora
e nada vai nos atrapalhar.
Estamos combinados:
você não vai mais embora
e eu não saio dese lugar!
segunda-feira, novembro 08, 2010
Segunda-feira
ou foi o céu que se distanciou?
E esse azul pálido preenchendo-me a manhã?
Pensei que o sol fosse remédio pra tudo,
mas descobri que o calor não é garantia de nada.
As formigas, inquietas, tentam me consolar
com suas lições já manjadas de vida.
Mas elas não aprenderam minha linguagem.
Então espero por algo que me preencha,
mesmo conhecendo meus furos um a um.
sábado, novembro 06, 2010
coisas de vidro
já tinha postado no Sabedoria, mas...
O tempo pára enquanto anita segura o jornal
O jornal aberto em espelho
Não mostra um trem descarrilhado
Milhares de mortos, uma criança perdida
É o caderno cotidiano
Os benefícios da reciclagem
E uma nota no canto esquerdo
O marido de anita está fora
Ele anda na rua e não sabe
Na coleira vai Rodolfo, nariz úmido colado ao chão
O cão pára frente ao sinal
Na rua ele não é um cachorro
É um soldado, uma enfermeira, um pai amoroso
Não há tempo para postes e latas de lixo
Não há tempo para latir para o carroceiro que passa
Há que se levar este homem que não enxerga para casa
Esse homem que leva ovos e leite e lhe dará um biscoito quando chegarem
Quando ele poderá se coçar e ser um cachorro
Anita não decora a casa há anos
Nada jamais muda de lugar
A banqueta um pouco à direita é um tropeção
Uma porta inadvertidamente aberta, um hematoma
Cada coisa em seu lugar e é como se Rubens enxergasse
10 passos entre a porta e a cozinha
escova de dentes: 1 palmo à esquerda da pia
E por isso a casa idêntica por pelo menos 20 anos
O mesmo perfume há 30
Rubens e o cão no elevador
Um signo de pontinhos: terceiro andar
São 10 passos até a cozinha, um biscoito
Uma nota na página esquerda
Caderno cotidiano
Desimportante
Um perfume que sai de linha
Uma fragrância que não mais se fabrica
O único rosto que um marido conhece
O mesmo cheiro dos lençóis, dos travesseiros
Que a três passos adentro da porta diz:
Anita já chegou
Anita está na cozinha
Anita está na sala e come pipocas vendo televisão
Anita que será uma estranha
Ao fim de dois dedos
Dentro de um vidro
sobre a penteadeira
3 palmos à esquerda de uma caixa de bijuterias
a 20 cm do espelho
a 1 metro e meio
do chão.
sexta-feira, novembro 05, 2010
quinta-feira, novembro 04, 2010
meus amigos são tentáculos. me levam além do que sou.
meus amigos são mágicos. afastam a tristeza quando aparecem.
meus amigos são desafios. não permitem que seja fácil demais.
meus amigos são quânticos. interagimos por partículas subatômicas.
meus amigos são guias. de fora mostram o que eu não vejo.
o sublime, o louco, o ridículo na minha vida.
meus amigos são fenômenos naturais. suas leis me escapam.
humanos, errados, curiosos os meus amigos.
são só uns poucos, por isso mais reais.
Amigos. E meus.
quarta-feira, novembro 03, 2010
a culpa foi sua.
(Luiz Guilherme Amaral, com parceria)
terça-feira, novembro 02, 2010
Lembrança sonora
assoviando
...arrepios
em meus sentidos!
Ouço seus soluços
(inaudíveis sons)
seus gemidos...
Ensurdeço!
Sussurros
entristecidos
(solitários)
que soam
nos meus ouvidos...
segunda-feira, novembro 01, 2010
dilúvio
Serra, prega e aparta
aquilo que já foi semente.
Somente Noé sabe
quanto bicho cabe
na arca
e não importa quantos para fora
ele deixe
virarão
comida
de peixe
Triste
tua mão pousou em minha mão
como quem pede perdão.
E eu nào
acredito que não
sou mais quem você ama.
E o que me dói saber
é que nem amo você!
Só queria estar em sua cama!
domingo, outubro 31, 2010
VEM
Assim como quem nada quer
A redescobrir-nos,
A cobrir o sol que manda
E exala o cheiro guardado da noite,
Feito crianças que somos
Atrapalhando a calçada
Feita para andar de mãos dadas
Feita para o ir e vir
Entre tantos.
Vamos, me segue,
Nessa busca louca do sentir o que não vemos,
Dessa queda roxa na palavra que prevemos,
Nos domingos cheios de bemol
E de beijos.
Sim, me acompanha nessa luta,
Contra os males que nos cobrem a alma e o rosto,
Pois se te quero, agora,
É por estar disposto
A ser mais que um retrato
A apertar o laço
Que nos envolve a boca.
Vamos por onde for
Ser poeta, verso, música e flor,
Ser mais do que nos cobram,
Ser mais que amor com toque de instinto
Porque provamos, na mesma estrada,
Que o querer é menos do que sinto,
Que o rastro é mais que o destino.
Vem,
E juntos acabemos com a aflição
Destas curvas.
Que antes de serem marcas
Foram histórias todas as minhas rugas,
E te servirão bem de mapa nos atalhos
Que ainda não enxerga.
Pois sei o que quero, sou mendigo, menino,
Poeta cheio de prosa,
A esperar o dia em que a lua,
Bendita rainha,
Se curve ante as rosas.
sexta-feira, outubro 29, 2010
do outro lado da linha e do mapa, distante.
Tua voz sumindo
sumindo pelo fio que consola.
São as crianças pulando nas poças d'água
a chuva estalando na minha capa
os ônibus passando pela avenida inundada
que olho.
A água cobre meus pés.
E é tua voz que não sei mais e não ouço.
Quando você fala dos nossos fragmentos perdidos no tempo
das pequenas mentiras do dia-a-dia
que são para não estarmos sós
eu aprisiono minha lágrima em seu início.
Te digo 'tchau, se cuida, eu te amo sem medida'
querendo dizer nada.
Você compreende e eu vou embora.
quinta-feira, outubro 28, 2010
brilhava a lua sombras se moviam
tocou o telefone voou o tempo
na cozinha estrilavam pequenas melodias.
Você tossiu, se virou
murmurou pequenos segredos de outras realidades .
Lá fora governos caíam, estrelas viravam poeira.
você dormia e ignorava o universo.
Gigantes brigavam do outro lado do mundo;
máquinas rugiam mas sem nos ameaçar
a terra suspirava,
através dos ventos você dormia.
eu tossi, me virei
até fechar meus olhos
para as pressões do futuro.
Enquanto você dormia,
as horas mudavam
e a gravidade tornava meu amor quase abissal.
Cheia de sonhos você dormia
e seu calor bastava prá tudo estar bem.
Eu andei na ponta dos pés, banheiro cozinha copo d´água.
Meu coração batia alto,
minha mente acesa demais.
Seu rosto assumia contornos
mistérios em preto e branco
e lá fora choveu por meia hora
e eu pensei em filmes
lembranças
campeonatos
praias
lugares onde poderíamos ir
esperei que a manhã
viesse prá dissolver tudo isso.
Você teve o sonho mais estranho antes de acordar
fitou o teto com olhos vazios
voltou ao mundo e sorriu prá mim.
quarta-feira, outubro 27, 2010
Dias e dias de trabalho: langor
Gente passando por todos os cantos: calor
mal educados invasores: furor
Esquecer o chinelo na areia: cabeça vazia
lembrar que sempre há a segunda-feira: apatia
olhar para cima e não ver nuvens: belo dia
olhar para frente e não ver meu amor: isso judia
Por onde passo, os prédios sussurram seu nome
esta cidade nos pertence, minha querida
aqui estão as melhores cenas de nossas vidas
(Luiz Guilherme Amaral)
terça-feira, outubro 26, 2010
modernice
segunda-feira, outubro 25, 2010
Súplica
mas por favor,
me entope a boca
com tua língua, teus beijos e tua saliva.
Me faz viva
novamente
como naquele dia
em que eu quase desfalecia,
dormente,
enquanto teu pau me arrombava por dentro
e minha vida escorria pelo cimento.
Amor, me chama de puta,
me sacode, me assusta,
me mete enquanto grita comigo.
Me inflinge qualquer castigo.
Chicote, tapas, desprezo...
mas derrama em cima de mim
(por favor)
novamente teu peso.
Me faz novamente, por favor
tua escrava, tua cadela.
Depois pega esse amor torto
e exibe pela janela.
Faz de mim, meu amor, teu troféu.
Eu fico aqui no chão, lambendo,
teus pequenos pedacinhos de céu.
sábado, outubro 23, 2010
íntimo
descolo meu ouvido do teu peito
conheço de cor o ritmo
de coração que esquece
de bater a segunda vez
culpa do hábito, do encaixe habitual
e, pra desfazer um clichê,
desloco o afeto ao sul
aos sons cavernosos, molhados
a mais incrível caixa de música
a barriguinha querida de carlos
líquidos fluindo, engrenagens rodando
sem descanso nem ordem
nos seus bastidores
uma música infinita
o vibrar de uma corda viva
(sim)
eu gosto tanto
de te ouvir funcionar
sexta-feira, outubro 22, 2010
para ninguém
que insiste sempre
no meu olho esquerdo
- entre os prédios,
é seu. E seu só
quando eu penso no nada
que existe
e no seu desprendimento
de vírgula errante
e a falta que faz
mesmo quando está comigo
é ser só
- desatar o nós
da ponta dos nossos dedos.
quinta-feira, outubro 21, 2010
de mim,
de todos que insistem em continuar amando,
da verdade e do erro em nossas crenças,
do absurdo simples do amor
e do absurdo complicado do amor criado pelas pessoas.
quarta-feira, outubro 20, 2010
as mais assustadoras coincidências
são docemente assustadoras, admitirei
porque elas nos deixam ainda mais próximos
porque elas nos dizem em alto e bom som
que devemos atravessar uma vida juntos
E eu não me contento com isso
queria mesmo é atravessar umas quinze vidas
ou atravessar a maior avenida da América do Sul
carregando-te nos meus braços
porque esta cena é o que nossa história exige
se não fomos para ser felizes
então seremos apenas amontoados de papéis
que ostentam algumas palavras doces
carregadíssimos de promessas
Só de cogitar você já é uma inspiração
você sabe disso porque eu não me cansarei
de passar os bilhetinhos mais lindos
por debaixo da sua porta
colá-los no seu espelho
e costurá-los no seu cérebro
porque, assim, você não me esquece nem por um minuto
a ponto de querer atravessar planetas ao meu lado
(Luiz Guilherme Amaral)
terça-feira, outubro 19, 2010
Dejá-vu
Mas vão. E perigoso.
Pois não adianta olvidar.
Mergulhar e afogar as lembranças.
Uma hora elas voltam e fazem a lambança.
E nós, que nos acostumamos a viajar
em tranquilas águas azul-turquesa
somos pegos de surpresa.
E nos tornamos de alegres navegadores
em náufragos num ilha de horrores.
segunda-feira, outubro 18, 2010
Vazio
E esse ninguém-por-perto?
E esse nada-nada-nada-a-fazer?
E essa saudade impossível de você?
domingo, outubro 17, 2010
Lamento do ébrio
a alma
com doses de
ilusão
ansiar
de esperança,
vomitar
as areias do tempo
enterram
as pétalas de flor
de um amor
que nem nasceu
sexta-feira, outubro 15, 2010
quarta-feira, outubro 13, 2010
a cada instante, em cada gesto
Por ora, tudo tem um quê de efêmero
quero meu hálito de lágrima
ainda que elas insistam em não cair
segunda-feira, outubro 11, 2010
Paz
que coloquei em meus cabelos?
Vi em seus olhos
teu carinho
desenrolando-se em novelos.
E notei que ainda podemos.
Apesar do que se passou.
E notei que algo ainda restou.
sabe aquela flor
que coloquei em meu vestido?
Senti teu desejo
percorrer-me
cada canto escondido.
E eu soube que dançaremos.
Apesar de tudo isso.
E sei que deitaremos
nossos corpos
em nossos sorrisos.
