um bocado de beijo,
um olhar-de-desejo.
há braços
e as pernas
[together].
suor e saliva.
você, tão quente.
eu assim, derretida.
nesse enquanto
de explosão
e gemidos.
e, num segundo,
perdemos o rumo,
encostamos no chão.
então, eu eternizo
o nosso sorriso
nas batidas do coração...
quarta-feira, julho 18, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
vem!
oh, my love,
liga pra mim,
manda um e-mail
no meio da tarde,
me invade,
se achar difícil,
manda um torpedo,
quem sabe um míssil,
qualquer coisa assim,
manda um sinal
de fumaça,
um pouco mais
de graça
pra esse meu jardim,
ou então, my love,
dá um pulinho
aqui no meu apê,
vem ver aquele poema
que um dia
eu fiz pra você,
traz a pipoca
que eu ligo a tevê,
vamos ver aquele filme
em que os amantes
se parecem
tanto com nós dois,
vem, e deixa
todo o resto pra depois,
o que passou, passou,
vem, e me devolve
o que eu mais preciso,
aquele meu sorriso
que você levou.
liga pra mim,
manda um e-mail
no meio da tarde,
me invade,
se achar difícil,
manda um torpedo,
quem sabe um míssil,
qualquer coisa assim,
manda um sinal
de fumaça,
um pouco mais
de graça
pra esse meu jardim,
ou então, my love,
dá um pulinho
aqui no meu apê,
vem ver aquele poema
que um dia
eu fiz pra você,
traz a pipoca
que eu ligo a tevê,
vamos ver aquele filme
em que os amantes
se parecem
tanto com nós dois,
vem, e deixa
todo o resto pra depois,
o que passou, passou,
vem, e me devolve
o que eu mais preciso,
aquele meu sorriso
que você levou.
Gotas:
Múcio
segunda-feira, julho 16, 2007
.ai
florecer é o verbo
frutificar é ordem
nada mais além
de adubo e love.
tem fruta no pé
cheiro no ar
nada há além
de poesia e luar.
verso daqui
prosa de lá
sigo cantando
versinhos quadradinhos.
frutificar é ordem
nada mais além
de adubo e love.
tem fruta no pé
cheiro no ar
nada há além
de poesia e luar.
verso daqui
prosa de lá
sigo cantando
versinhos quadradinhos.
Gotas:
Aline
domingo, julho 15, 2007
0.7
o detetive
do grafite
detem um zero
a menos
e notas 10
do grafite
detem um zero
a menos
e notas 10
Gotas:
Leandro
sábado, julho 14, 2007
Pergunta
Meu bem,
você pode me dizer
se me ama... ou é só atração física?
Poderia, por favor,
ser um pouquinho só mais específica?
Você pode? Ou não sabe?
O que te dirige é o tesão
ou só saudade?
Quando pensa em mim,
é com a mente,
com as glândulas
ou com o coração?
Eu te faço perder a razão?
Por acaso
nosso caso
é de romance ou de polícia?
Se baseia em dor ou em delícia?
Me desculpi, ainda não entendi bem...
ainda não entendi, meu bem,
o que você quis me dizer.
Você realmente me ama,
você se ama quando me ama,
ou ama quando eu amo você?
É difícil compreender...
Pois os seus olhos
não encaram os meus olhos
mais que o tempo necessário
ao nosso intercurso carnal.
Seu beijo não tem desejo...
beijo sem extensão...
sem etcetera e tal!
Seu abraço é meio de longe,
um abraço de quem se esconde,
abraço-cartão-postal.
Só se entrega por completo
na hora mesmo do sexo,
na hora do ponto final.
Afinal, você me ama
ou só ama o meu pau?
você pode me dizer
se me ama... ou é só atração física?
Poderia, por favor,
ser um pouquinho só mais específica?
Você pode? Ou não sabe?
O que te dirige é o tesão
ou só saudade?
Quando pensa em mim,
é com a mente,
com as glândulas
ou com o coração?
Eu te faço perder a razão?
Por acaso
nosso caso
é de romance ou de polícia?
Se baseia em dor ou em delícia?
Me desculpi, ainda não entendi bem...
ainda não entendi, meu bem,
o que você quis me dizer.
Você realmente me ama,
você se ama quando me ama,
ou ama quando eu amo você?
É difícil compreender...
Pois os seus olhos
não encaram os meus olhos
mais que o tempo necessário
ao nosso intercurso carnal.
Seu beijo não tem desejo...
beijo sem extensão...
sem etcetera e tal!
Seu abraço é meio de longe,
um abraço de quem se esconde,
abraço-cartão-postal.
Só se entrega por completo
na hora mesmo do sexo,
na hora do ponto final.
Afinal, você me ama
ou só ama o meu pau?
Gotas:
Moacir
quinta-feira, julho 12, 2007
O poeta esquecido
O poeta esqueceu
do poema
da arte
das feridas
dos combates
da bebida
da alegria
das dores
da agonia
do trabalho
da apatia
das maldiçoes
das ojerizas
das frustraçoes
das gozaçoes
das açoes
das razoes
das emoçoes
O poeta esqueceu
como se vive
O poeta esqueceu
também
de se suicidar
Mas o fez
de propósito
que é pro tempo
dar tempo
d'ele lembrar
do que tanto
ele esqueceu
do poema
da arte
das feridas
dos combates
da bebida
da alegria
das dores
da agonia
do trabalho
da apatia
das maldiçoes
das ojerizas
das frustraçoes
das gozaçoes
das açoes
das razoes
das emoçoes
O poeta esqueceu
como se vive
O poeta esqueceu
também
de se suicidar
Mas o fez
de propósito
que é pro tempo
dar tempo
d'ele lembrar
do que tanto
ele esqueceu
Gotas:
JF de Souza
quarta-feira, julho 11, 2007
[todo o resto
é de fato
esse retrato
que guardo
no meu peito
quando me deito
ao seu lado...]
é de fato
esse retrato
que guardo
no meu peito
quando me deito
ao seu lado...]
Gotas:
Nanna
terça-feira, julho 10, 2007
no meu colo
colares,
no meu olho
olhares,
me planto,
me pinto,
requinto-me
o instinto,
existo,
mil pares
de mares
despisto,
me santo,
me sinto,
e se insisto
conquisto,
só por saber
que
ser é isto.
colares,
no meu olho
olhares,
me planto,
me pinto,
requinto-me
o instinto,
existo,
mil pares
de mares
despisto,
me santo,
me sinto,
e se insisto
conquisto,
só por saber
que
ser é isto.
Gotas:
Múcio
segunda-feira, julho 09, 2007
essência
meu cheiro de copaíba
entrega
que sou ouriço
de casca dura
e broto do chão.
entrega
que sou ouriço
de casca dura
e broto do chão.
Gotas:
Aline
domingo, julho 08, 2007
último-ato
meu estado é terminal:
é ter-me now
or never
Gotas:
Leandro
sábado, julho 07, 2007
Um velho LP furado
tocando sempre sempre a mesma nota
pulapulapulando
pulapulapulando
flutuando
na sempre mesma velha rota
Aquela estação de rádio
que sobrevive
entre antigos comerciais
e novos cccccchhhhhhiiiiadossssss
locutores senis e jingles ultrapassados
A TV pré-circuito-integrado technicolor
e suas válvulas gigantescas
seu seletor pesado e enferrujado
seu lento liga-desliga-liga-desliga
e soap-operas popularescas
Meu quarto, minha vida, minhas mãos
entre os móveis empoeirados e os mesmos senãos
minha pele cansada
e meus olhos que rumo ao nada
se perdem entre a tua ausência e a minha indecisão...
tocando sempre sempre a mesma nota
pulapulapulando
pulapulapulando
flutuando
na sempre mesma velha rota
Aquela estação de rádio
que sobrevive
entre antigos comerciais
e novos cccccchhhhhhiiiiadossssss
locutores senis e jingles ultrapassados
A TV pré-circuito-integrado technicolor
e suas válvulas gigantescas
seu seletor pesado e enferrujado
seu lento liga-desliga-liga-desliga
e soap-operas popularescas
Meu quarto, minha vida, minhas mãos
entre os móveis empoeirados e os mesmos senãos
minha pele cansada
e meus olhos que rumo ao nada
se perdem entre a tua ausência e a minha indecisão...
Gotas:
Moacir
quinta-feira, julho 05, 2007
*
E se,
nesses
momentos
de
descontração,
distração,
divertimento...
Um sentimento
me traísse
e me ferisse
o coração?
E se
você
visse,
ouvisse os
absurdos
que eu disse
outrora,
estando
não
são?
E então?
Qual seria
a tua
reação?
E se
você
partisse,
como disse
que faria,
sem o meu
consentimento?
O que eu faria?
Ouviria,
nessa hora,
meu próprio
lamento
de solidão?
E se
déssemos
um jeito
de alentar
a dor
nesse
nosso
peito?
Esqueceríamos
toda
essa
traição?
E se
vivêssemos
apenas
de ilusão?
Seria ruim?
Seria bão?
O que seria?
E se
fosse
tudo
verdade
essa patifaria
que vejo
na televisão?
Estaria
eu
são?
Esses
tempos
de
crise...
Seriam
algum tipo
de
transição?
E se
isso,
na verdade,
fosse
tudo
uma
maldição?
Esse
mundo
em
que
vivemos,
afinal...
Existiria
toda
essa
vida
em vão?
Estarìamos
nós
próximos
do
final?
Mas
nós
não
somos
a união
do
Bem
e
do
Mal?
Que tal
se
fôssemos
como se deve
ir...
Partindo
do
começo
e sem pensar
na conclusão?
Acreditando
que
é
pra sempre...
Até que
tudo
se
acabe
Bem ou Mal...
Loucos
ou não,
estamos
aqui...
Salvos
e
sãos.
nesses
momentos
de
descontração,
distração,
divertimento...
Um sentimento
me traísse
e me ferisse
o coração?
E se
você
visse,
ouvisse os
absurdos
que eu disse
outrora,
estando
não
são?
E então?
Qual seria
a tua
reação?
E se
você
partisse,
como disse
que faria,
sem o meu
consentimento?
O que eu faria?
Ouviria,
nessa hora,
meu próprio
lamento
de solidão?
E se
déssemos
um jeito
de alentar
a dor
nesse
nosso
peito?
Esqueceríamos
toda
essa
traição?
E se
vivêssemos
apenas
de ilusão?
Seria ruim?
Seria bão?
O que seria?
E se
fosse
tudo
verdade
essa patifaria
que vejo
na televisão?
Estaria
eu
são?
Esses
tempos
de
crise...
Seriam
algum tipo
de
transição?
E se
isso,
na verdade,
fosse
tudo
uma
maldição?
Esse
mundo
em
que
vivemos,
afinal...
Existiria
toda
essa
vida
em vão?
Estarìamos
nós
próximos
do
final?
Mas
nós
não
somos
a união
do
Bem
e
do
Mal?
Que tal
se
fôssemos
como se deve
ir...
Partindo
do
começo
e sem pensar
na conclusão?
Acreditando
que
é
pra sempre...
Até que
tudo
se
acabe
Bem ou Mal...
Loucos
ou não,
estamos
aqui...
Salvos
e
sãos.
Gotas:
JF de Souza
quarta-feira, julho 04, 2007
se eu correr,
o vento me pega!
se eu ficar,
a minha mãe briga!
[o que fazer
nessa hora
tão comprida???]
o vento me pega!
se eu ficar,
a minha mãe briga!
[o que fazer
nessa hora
tão comprida???]
Gotas:
Nanna
terça-feira, julho 03, 2007
residual
vá entender,
me procurando em mim
só encontrei você.
Gotas:
Múcio
segunda-feira, julho 02, 2007
33
Colo a trigésima terceira folha...
Escrevo menos
E sinto muito mais.
Meus dias são mais longos
E as esperas menores...
O dia passa
Eu passo ao passo
Passada.
Feliz
Neuroticamente desatenta.
Escrevo menos
E sinto muito mais.
Meus dias são mais longos
E as esperas menores...
O dia passa
Eu passo ao passo
Passada.
Feliz
Neuroticamente desatenta.
Gotas:
Aline
domingo, julho 01, 2007
reconhecimentos
novos olhos podem
guardar reconhecimentos
só o rosto na cortina
menos da memória
que do instante
e se pressente
algo além do presente
do passado ou
futuro, do tempo
prescinde o reconhecimento
precisa-se apenas
do encontro
dos olhos ou poros ou
outros sinônimos:
de meros sublimes
feromônios
guardar reconhecimentos
só o rosto na cortina
menos da memória
que do instante
e se pressente
algo além do presente
do passado ou
futuro, do tempo
prescinde o reconhecimento
precisa-se apenas
do encontro
dos olhos ou poros ou
outros sinônimos:
de meros sublimes
feromônios
Gotas:
Leandro
sábado, junho 30, 2007
CIRCO
minha mente sabe dar cambalhotas
saltos mortais
etceteras
e tais
minha mente é trapezista
mas já brincou de palhaço
usa pernas de pau
que eu mesmo faço
minha mente é bailarina
e é ao mesmo tempo
pierrot e arlequim
minha mente é colombina
e o triângulo
vive em mim
Minha mente, coitada
já foi um belo dia
domadora de leões
e foi devorada
até os tendões
Minha alma, enfim
é o circo inteiro
mas até hoje tem vergonha do picadeiro!
saltos mortais
etceteras
e tais
minha mente é trapezista
mas já brincou de palhaço
usa pernas de pau
que eu mesmo faço
minha mente é bailarina
e é ao mesmo tempo
pierrot e arlequim
minha mente é colombina
e o triângulo
vive em mim
Minha mente, coitada
já foi um belo dia
domadora de leões
e foi devorada
até os tendões
Minha alma, enfim
é o circo inteiro
mas até hoje tem vergonha do picadeiro!
Gotas:
Moacir
quinta-feira, junho 28, 2007
Duas doses antes da saidêra...
Pessoas!
Como fiquei devendo o post da semana anterior, vou fazer dois trabalhos aqui:
-> o de semana passada --postar o poema do meu "convidado ilustre";
-> o desta semana, que é o poema-identidade.
Agora, coloco aqui um poema do meu convidado ilustre, Charles Baudelaire... É! Diferente das outras cabeças, coloco o poema de um estrangeiro na parada! Mas, como nem eu entendo francês --mas hei de aprender...--, vai a versäo (bem) traduzida!
EMBRIAGAI-VOS (ENIVREZ VOUS)
Há que estar ébrio, sempre. Tudo está nisto: nesta única questão. Para não sentir o horrível fardo do Tempo, que lacera vossos ombros e vos dobra para a terra, é necessário embriagar-vos sem trégua.
Com o quê? Com vinho, poesia ou virtude, ao vosso modo. Mas embriagai-vos.
Mas se porventura, nas escadas de um palácio, na verde relva de um fosso, na solidão morna do vosso quarto, vós vos acordardes, a embriaguez já pequena ou esquecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio, vos responderão: “É hora de vos embriagar! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia ou virtude, ao vosso modo.”
E, agora, o trabalho desta semana, de fato: o poema-identidade!
Decidi colocar aqui este aqui --com os cumprimentos ao caro amigo André Lasak:
Silêncio na Voz do Grito
Cansei de dizer aos quatro
Ventos o que quero dizer
E isso eu digo não com freqüência
Muda mas com eloqüência plena, pois
Pleonasmos placebos putarias
Porcarias saídas de qualquer
Lugar que pareça qualquer coisa
Menos vulgar que a sua ignorância
Da minha presença neste bar
Neste lugar neste qualquer
Ponto aonde eu possa te encontrar
E tentar ao menos dizer algo que
Te faça entender o que eu quero
Dizer é tudo o que eu poderia achar
Menos sutil do que simplesmente te
Agarrar pelos cabelos e respirar
Fundo e gritar até ensurdecer os
Seus pobres tímpanos que não têm
Culpa de pertencer à sua pobre
Figura humana decrépita nojenta
E insignificantemente chata que
Um dia já chamou de eu e hoje se
Autodenomina deusa onipotente
Onipresente onipresumidamente
Estúpida! Começo a gritar e
Sacudir sua cabeça para ver
Se algo começa a funcionar aí
Dentro para finalmente você
Abrir estes ouvidos calados
E simplesmente ouvir tudo o que
Tenho para dizer começando por
ESCÚCHAME PORRA!
Agora, pode fechar a conta!
Como fiquei devendo o post da semana anterior, vou fazer dois trabalhos aqui:
-> o de semana passada --postar o poema do meu "convidado ilustre";
-> o desta semana, que é o poema-identidade.
Agora, coloco aqui um poema do meu convidado ilustre, Charles Baudelaire... É! Diferente das outras cabeças, coloco o poema de um estrangeiro na parada! Mas, como nem eu entendo francês --mas hei de aprender...--, vai a versäo (bem) traduzida!
EMBRIAGAI-VOS (ENIVREZ VOUS)
Há que estar ébrio, sempre. Tudo está nisto: nesta única questão. Para não sentir o horrível fardo do Tempo, que lacera vossos ombros e vos dobra para a terra, é necessário embriagar-vos sem trégua.
Com o quê? Com vinho, poesia ou virtude, ao vosso modo. Mas embriagai-vos.
Mas se porventura, nas escadas de um palácio, na verde relva de um fosso, na solidão morna do vosso quarto, vós vos acordardes, a embriaguez já pequena ou esquecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio, vos responderão: “É hora de vos embriagar! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia ou virtude, ao vosso modo.”
E, agora, o trabalho desta semana, de fato: o poema-identidade!
Decidi colocar aqui este aqui --com os cumprimentos ao caro amigo André Lasak:
Silêncio na Voz do Grito
Cansei de dizer aos quatro
Ventos o que quero dizer
E isso eu digo não com freqüência
Muda mas com eloqüência plena, pois
Pleonasmos placebos putarias
Porcarias saídas de qualquer
Lugar que pareça qualquer coisa
Menos vulgar que a sua ignorância
Da minha presença neste bar
Neste lugar neste qualquer
Ponto aonde eu possa te encontrar
E tentar ao menos dizer algo que
Te faça entender o que eu quero
Dizer é tudo o que eu poderia achar
Menos sutil do que simplesmente te
Agarrar pelos cabelos e respirar
Fundo e gritar até ensurdecer os
Seus pobres tímpanos que não têm
Culpa de pertencer à sua pobre
Figura humana decrépita nojenta
E insignificantemente chata que
Um dia já chamou de eu e hoje se
Autodenomina deusa onipotente
Onipresente onipresumidamente
Estúpida! Começo a gritar e
Sacudir sua cabeça para ver
Se algo começa a funcionar aí
Dentro para finalmente você
Abrir estes ouvidos calados
E simplesmente ouvir tudo o que
Tenho para dizer começando por
ESCÚCHAME PORRA!
Agora, pode fechar a conta!
Gotas:
JF de Souza,
Mês de Aniversário
quarta-feira, junho 27, 2007
terça-feira, junho 26, 2007
insensação
incenso aceso,
meu peso, penso,
não vem de agora.
ontens de mim
carregados de tempo
voam por aí vidafora.
o que vejo quando me invejo,
não grito, murmuro.
futuro? adeus.
pertenço a outro momento,
onde invisível transfiguro.
Assinar:
Postagens (Atom)