de: J. F. de Souza (http://escuchameporra.blogspot.com)
para: Múcio Góes (http://traversuras.blogspot.com)
círculo mucioso
quando me achego até você
sinto forte teu calor
e quanto mais calor eu sinto
mais eu quero
esse aconchego
ah, galego...
fico feito bichinho besta
que voa até a luz que esquenta
querendo chegar nesse sol
ardente
pois busco
o ponto alto
do prazer
pois busco
morrer
e me desfaço
em líquido
há uma nascente
em meu ventre
renasço
Esse escrito, mais que uma homenagem ao mestre Múcio, é também uma homenagem a essa mulherada que adoraria ter escrito algo assim pra ele! (Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!) =P
de: Múcio Góes (http://traversuras.blogspot.com)
para: Alex Pinheiro (http://invento0.blogspot.com)
de repente
um vento uma brisa
faz brotar uma prosa
vigorosa e precisa
que de longe
me alicia os olhos
me faz reter as retinas
no seu abrir das cortinas
e de repente
do seu tear
sai teatro
sai foto e sai fato
quebrando o fio
da rotina
e de Sampa
até Salto
sua poesia domina
o ácido verso
a coisa fina
em prol do progresso
assim de repente
surge o barco de inventOs
cujo seu timoneiro
é o Poeta social
Alex Pinheiro
de: Alex Pinheiro (http://invento0.blogspot.com)
para: Rômulo Coelho (http://remosaraiva.blogspot.com)
do cemitério morto
de palavras bem articuladas
, entre túmulos de toga
e flores sem espinho,
Remo uma correnteza contra
e outra Saraivada de afasia
pra chegar aos pés
da graça na poesia
de: Rômulo Coelho (http://remosaraiva.blogspot.com)
para: Keila Sgobi (http://sobrecaminhosepedras.blogspot.com)
Rearranjos telúricos (ou digressões de chão)
Veredas estreitas de rimas
soantes, internas, forçadas.
Pedras longínquas, muralhas,
rochedos, morros, cordilheiras.
Grãos afetivos, de cinzas,
de pó e de areia, vestígios.
Searas encalacradas
de suspiros e tantas culpas.
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O bom e o mau. E o feio. O belo.
Dominik e Leone. Tuco e Jesse.
Ford e Blondie. Malignos Olhos de Anjo.
Carneiro e Neto. Primos: Raul, José.
E deles se vislumbra a terceiríssima
pessoa da trindade, o bom Andrade.
Um tácito tumulto de oximoros
trajando ilustres tais como outros outros.
Ternos anonimatos e safados.
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a mulher percorre brechas
de sim e de não sem dar vez
para o talvez fácil, gaiato.
Fato é que professorando
incertezas num mundico
de certitudes falsas, Keila
faz poesia com destreza
própria de vento, que é tão
antitético ao chão onde
ela arraiga com mel e chumbo
suas asas de mito novo,
reinventado, renascido:
um Ícaro ressuscitado
e sabido que só sabido.
Keila ou não Keila, isso
é o que ela faz melhor: versos.
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Findo aqui estas linhas com um paradoxo
que é início – o poema é tão só o começo.





