nós
que preferimos ilusões
e fugimos da realidade
feroz
meu maior medo
é que nós
mesmos
fujamos
pra longe
de nós
e não atemos os nós
e acabemos
sempre
com medo
e sós
domingo, outubro 18, 2009
sábado, outubro 17, 2009
Ser
Instanteei-me.
Botei adjetivos no meu dia.
Cores em meus olhos.
Flores em minha poesia.
Momenteei-me.
Cantei novos silêncios em minha voz.
Solos de guitarra em teus ouvidos.
Plantei essa urgência dentro de nós.
Botei adjetivos no meu dia.
Cores em meus olhos.
Flores em minha poesia.
Momenteei-me.
Cantei novos silêncios em minha voz.
Solos de guitarra em teus ouvidos.
Plantei essa urgência dentro de nós.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, outubro 16, 2009
Em lua arada
gosto de cheiros
trincados
dentro da boca
apavoram-me
engolir desejos
aquietar doiduras
pendula o barco
por todas as proas
até transborde a lua
grãos de mel
sementeiam
escrevendo estrelas
pelas ruas
Iara Maria Carvalho
trincados
dentro da boca
apavoram-me
engolir desejos
aquietar doiduras
pendula o barco
por todas as proas
até transborde a lua
grãos de mel
sementeiam
escrevendo estrelas
pelas ruas
Iara Maria Carvalho
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, outubro 15, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009
espelhos
coleciono as tuas rugas
como se fossem brinquedos
uma por uma
algumas mais jovens
outras nem tanto...
mas há lugares
onde nem tuas rugas
permintem o entrar,
labirinto e corredores,
são os teus espelhos
que me cegam o olhar.
como se fossem brinquedos
uma por uma
algumas mais jovens
outras nem tanto...
mas há lugares
onde nem tuas rugas
permintem o entrar,
labirinto e corredores,
são os teus espelhos
que me cegam o olhar.
Gotas:
Aline
terça-feira, outubro 13, 2009
escalei agruras e alegrias
algumas
bolhas, ofegante, coração cansado
um passado, juventude ida
no ápice, Honoré já me aguardava
abriu-me a porta ao declive.
outros três decênios descerei
pelo menos
de cara pronta
Na crise dos 30. Completados hoje.
Há outras expressões desta crise espalhadas pelo Metade e Pedaço.
algumas
bolhas, ofegante, coração cansado
um passado, juventude ida
no ápice, Honoré já me aguardava
abriu-me a porta ao declive.
outros três decênios descerei
pelo menos
de cara pronta
Na crise dos 30. Completados hoje.
Há outras expressões desta crise espalhadas pelo Metade e Pedaço.
Gotas:
convidado especial,
ellemos
segunda-feira, outubro 12, 2009
declara
debaixo do MASP
deixou a pergunta de praxe
por outra mais direta
de “você gosta de poesia?”pra “você gosta do poeta?”
deixou a pergunta de praxe
por outra mais direta
de “você gosta de poesia?”pra “você gosta do poeta?”
domingo, outubro 11, 2009
Fênix
Aquela foto tua,
os bilhetes que você me deixou
- inclusive aquele último, o de despedida,
os poemas que eu escrevi
pensando em você...
Eu queimei tudo
Botei fogo
em cada resquício
de nosso amor
Guardo as cinzas
até hoje
esperando que ressurja
fênix
os bilhetes que você me deixou
- inclusive aquele último, o de despedida,
os poemas que eu escrevi
pensando em você...
Eu queimei tudo
Botei fogo
em cada resquício
de nosso amor
Guardo as cinzas
até hoje
esperando que ressurja
fênix
Gotas:
JF de Souza
sábado, outubro 10, 2009
Simples
A mesa espera um prato.
O prato espera ansioso
por algo que o preencha.
Minha saudade espera tua presença.
O prato espera ansioso
por algo que o preencha.
Minha saudade espera tua presença.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, outubro 09, 2009
transmutação
minha formiga
aquece areias
ao caminho da roseira
quando o rastro é de manhã
deita sobre a rosa
e de si mesma esquece
cantares de cigarra lhe
formigam por dentro
uma flor no lugar do coração.
aquece areias
ao caminho da roseira
quando o rastro é de manhã
deita sobre a rosa
e de si mesma esquece
cantares de cigarra lhe
formigam por dentro
uma flor no lugar do coração.
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, outubro 08, 2009
breu
meu bem
vê se se toca
e sai da toca
larga
essa vida sem graça
vamos ver a banda
passar pela praça
escancara
as janelas do teu quarto
fechado
larga
esse jeito
miúdo de traça
se alimentando
de passado
Gotas:
Múcio
quarta-feira, outubro 07, 2009
sonho
e foi a primeira vez que a vi
linda, leve, viva...
voltou os olhos pra mim com seu eu fosse sol
como seu fosse.
sorriu-me uma chuva
encantou meus ouvidos.
ela me sorriu ao acordar
e me dizia ser eterna.
e me dizia ser minha
perdi as contas das luas que contei
enquanto a esperava voltar.
linda, leve, viva...
voltou os olhos pra mim com seu eu fosse sol
como seu fosse.
sorriu-me uma chuva
encantou meus ouvidos.
ela me sorriu ao acordar
e me dizia ser eterna.
e me dizia ser minha
perdi as contas das luas que contei
enquanto a esperava voltar.
Gotas:
Aline
terça-feira, outubro 06, 2009
Quase 70 musicais
sempre que tocaste a minha gaita
com teus dedos ditos inocentes
e em ela puseste a boca incauta
sempre que quiseste que tua flauta
gemesse doce nas minhas mãos
cantasse o canto da minha língua
jorramos juntos as notas mais lindas
num ostinato, quase setenta vezes
soamos, suados, nosso uníssono gozo
********************************************************************
Queridos leitores,
Pegando carona na licença poética do nosso amigo Múcio... estarei ausente por umas semanas... Enquanto isso, deliciem-se com a delicadeza sensível de Ellemos!
Até a volta!
Sandra Regina de Souza
********************************************************************
Neste primeiro, sem pretensão, uma pitada de Sandrice. Pra dizer o até logo. Ficarei aqui, guardando seu lugar em banho-maria, até que ela volte incendiando as terças-feiras. Honrada pelo convite.
Amo.
Elaine Lemos
com teus dedos ditos inocentes
e em ela puseste a boca incauta
sempre que quiseste que tua flauta
gemesse doce nas minhas mãos
cantasse o canto da minha língua
jorramos juntos as notas mais lindas
num ostinato, quase setenta vezes
soamos, suados, nosso uníssono gozo
********************************************************************
Queridos leitores,
Pegando carona na licença poética do nosso amigo Múcio... estarei ausente por umas semanas... Enquanto isso, deliciem-se com a delicadeza sensível de Ellemos!
Até a volta!
Sandra Regina de Souza
********************************************************************
Neste primeiro, sem pretensão, uma pitada de Sandrice. Pra dizer o até logo. Ficarei aqui, guardando seu lugar em banho-maria, até que ela volte incendiando as terças-feiras. Honrada pelo convite.
Amo.
Elaine Lemos
Gotas:
convidado especial,
ellemos
segunda-feira, outubro 05, 2009
aconchegante
(com algumas sugestões rimáticas da sandra e ellemos, no bar café creme, onde o garçom descreve as linguiças como aconchegantes)
Alô, garçom,
Traz a máquina do visa
e avisa
que a conta é
cinco chopes
um espumante
e uma porção de lingüiça
E já que está aconchegante
traz também refrigerante
se tiver quente não precisa
que não somos exigentes
mas cuidado aonde pisa
Então campeão
traz a máquina do visa
e a minha coca-cola
mas vá sem pressa, vá com calma
que não quero ir embora
estou com a minha outra alma
e meu último pedido
(se é que é da sua conta)
é um bocado de demora
enquanto a gente se ajuíza
Você enrola,
ele me alisa.
Gotas:
czarina
domingo, outubro 04, 2009
Das palavras não ditas
mais uma vez
não
se disse
não
se fez
mais uma vez
não
não
se disse
não
se fez
mais uma vez
não
Gotas:
JF de Souza
sábado, outubro 03, 2009
Verde
...e que bonito seria poder ver as árvores do bosque a fugir do incêndio.
- José Saramago
Por termos raízes
é que nos prendem os pés ao chão.
Por termos raízes
é que nos atam as mãos
e nos conduzem ao país da imobilidade.
Por termos raízes é que somos covardes.
E é compreensível, pois não somos humanos.
Somos grandes massas verdes estanques.
Somos árvores.
Nosso único movimento são nossos ramos
balançando ao vento primeiro.
Às vezes chamamo-o sonho.
Às vezes pesadelo.
E é justamente por termos raízes
que nos são inúteis carros, ônibus,
aviões e carros de corrida:
Não importa quão longe,
voltamos sempre ao ponto de partida.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, outubro 02, 2009
cobertas
ousa carícias
e temperos
na foz lírica
de minhas coxas:
lambe selos,
abre a boca.
o paraíso escor-
rega
espumando lírios
sobre as roupas.
Iara Maria Carvalho
e temperos
na foz lírica
de minhas coxas:
lambe selos,
abre a boca.
o paraíso escor-
rega
espumando lírios
sobre as roupas.
Iara Maria Carvalho
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, outubro 01, 2009
rimando em falas
há rimas
que nos riem
outras
das quais nós rimos
e haveria
mais rimas
se mais
nós amássemos
e assim riríamos
sempre que
rimáximos
Gotas:
Múcio
quarta-feira, setembro 30, 2009
planeta
sinto-me um planeta
das crateras aos cometas
tenho tudo aqui
até ausências.
passo o dia a orbitar
não durmo.
um cochilo talvez...
planetas não dormem
cospem elétrons coloridos.
das crateras aos cometas
tenho tudo aqui
até ausências.
passo o dia a orbitar
não durmo.
um cochilo talvez...
planetas não dormem
cospem elétrons coloridos.
Gotas:
Aline
terça-feira, setembro 29, 2009
[...]
Expressos:
Nossos extremos
Entranhados
Estremecem
Se emaranham
Depois...
Se extrañan
Nossos extremos
Entranhados
Estremecem
Se emaranham
Depois...
Se extrañan
Gotas:
Sandra
segunda-feira, setembro 28, 2009
cotidiano
Apesar de derramar meus dias sob o sol frio do monitor
(minha caverna particular)
i am very much alive
estou viva de fato
com compartimentos que se contraem
e se abrem
e se enchem de líquidos
e uma porção de linguiças
(agora sem trema)
enroladas e espremidas
numa embalagem humana e cabeluda
sob o sol frio do monitor
sem me dar conta
-ao escrever os mesmos textos
os mexmos textos
com o mísero apetite de vender um iogurte -
de que estou viva
de fato
às vezes até me lembroque estou.
(minha caverna particular)
i am very much alive
estou viva de fato
com compartimentos que se contraem
e se abrem
e se enchem de líquidos
e uma porção de linguiças
(agora sem trema)
enroladas e espremidas
numa embalagem humana e cabeluda
sob o sol frio do monitor
sem me dar conta
-ao escrever os mesmos textos
os mexmos textos
com o mísero apetite de vender um iogurte -
de que estou viva
de fato
às vezes até me lembroque estou.
Gotas:
czarina
domingo, setembro 27, 2009
Sobre terras-natais
Não importa
pra onde quer que eu vá
minhas raízes estão ali
Se saí dali
foi pra não me tornar
um vegetal
pra onde quer que eu vá
minhas raízes estão ali
Se saí dali
foi pra não me tornar
um vegetal
Gotas:
JF de Souza
sábado, setembro 26, 2009
História
Me calo.
E cada palavra me dói.
Não sai.
Corrói.
Me instalo
em algum lugar que não sei.
E sei
que cada dia longe de mim
é um passo em direção ao fim.
E cada palavra me dói.
Não sai.
Corrói.
Me instalo
em algum lugar que não sei.
E sei
que cada dia longe de mim
é um passo em direção ao fim.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, setembro 25, 2009
Se fico amando dentro dos gestos,
é por atenta às tuas ligeirezas:
conserto o nó da gravata,
aparo pêlos,
aprendo uma canção.
Tudo que me ousas entregue
é de luas minguando,
dormências de pôr-de-sol.
Se desatinares aguaceiro,
sobram-me litros para o batismo?
orvalho para as tristuras?
suores para o pavio?
Enxutas,
minhas mãos tomam-te o pescoço
como unhas
e cortam-te.
Iara Maria Carvalho
é por atenta às tuas ligeirezas:
conserto o nó da gravata,
aparo pêlos,
aprendo uma canção.
Tudo que me ousas entregue
é de luas minguando,
dormências de pôr-de-sol.
Se desatinares aguaceiro,
sobram-me litros para o batismo?
orvalho para as tristuras?
suores para o pavio?
Enxutas,
minhas mãos tomam-te o pescoço
como unhas
e cortam-te.
Iara Maria Carvalho
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, setembro 24, 2009
quarta-feira, setembro 23, 2009
palavra
de tudo, fica a palavra.
feito marco,
sendo chão
estrada, rota, destino.
lugar de morar,
estender a rede
e até parir.
Abro a boca
escrevo um universo
moro lá...
viro pausa.
pendurada feito artista
posso ser o que quiser
ela me permite!
pinto e bordo
viro maxixe.
morro,
nasço...
da vírgula ao fracasso
quebrando esse vaso
escorre letra
renasço.
fui fênix
hoje, palhaço.
feito marco,
sendo chão
estrada, rota, destino.
lugar de morar,
estender a rede
e até parir.
Abro a boca
escrevo um universo
moro lá...
viro pausa.
pendurada feito artista
posso ser o que quiser
ela me permite!
pinto e bordo
viro maxixe.
morro,
nasço...
da vírgula ao fracasso
quebrando esse vaso
escorre letra
renasço.
fui fênix
hoje, palhaço.
Gotas:
Aline
terça-feira, setembro 22, 2009
Matinal
Quero o sol
de inverno
no nosso verão...
aquecendo a inconstância
de tua estação...
Quero tua primavera de desejos
teus beijos de espera
florescendo no outono
Quero tuas manhãs
em abandono
no meu corpo sazonal
de inverno
no nosso verão...
aquecendo a inconstância
de tua estação...
Quero tua primavera de desejos
teus beijos de espera
florescendo no outono
Quero tuas manhãs
em abandono
no meu corpo sazonal
Gotas:
Sandra
segunda-feira, setembro 21, 2009
domingo, setembro 20, 2009
Antes e depois de agora
um piscar de olhos
e o que vejo
é futuro
o que escorre em meu rosto
é passado
e o que vejo
é futuro
o que escorre em meu rosto
é passado
Gotas:
JF de Souza
sábado, setembro 19, 2009
De parafusos e cegos
A vida,
me disse uma vez um certo José,
-com jeitos de mago-
é um parafuso de passo finíssimo,
basta um aperto mínimo
e pronto: está feito o estrago.
A vida é um parafuso de passo muito fino
(e eu acredito).
Assim fácil o fio se lhe rompe
e o curso se torna infinito.
me disse uma vez um certo José,
-com jeitos de mago-
é um parafuso de passo finíssimo,
basta um aperto mínimo
e pronto: está feito o estrago.
A vida é um parafuso de passo muito fino
(e eu acredito).
Assim fácil o fio se lhe rompe
e o curso se torna infinito.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, setembro 18, 2009
enfeitizando
quem sabe as
lendas de iara, não
invade
rios por in-
censo e medo:
diz quesquece,
diz.
cria nova
lenda,
aprende feitiços,
inventa canções.
levita amores sobre
o leito,
que o rio leva,
que o rio lava,
suas lendas de iara,
seus assombros
de ternura
rara.
diz que afoga,
diz.
iara nem nada longe
faz que morre
e amanhece no seu dorso
voz que amarga fosse
não se lanha a cantar
de novo.
Iara Maria Carvalho
lendas de iara, não
invade
rios por in-
censo e medo:
diz quesquece,
diz.
cria nova
lenda,
aprende feitiços,
inventa canções.
levita amores sobre
o leito,
que o rio leva,
que o rio lava,
suas lendas de iara,
seus assombros
de ternura
rara.
diz que afoga,
diz.
iara nem nada longe
faz que morre
e amanhece no seu dorso
voz que amarga fosse
não se lanha a cantar
de novo.
Iara Maria Carvalho
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, setembro 17, 2009
(H) A tensão
Palavras há_rrepiadas
Na boca em que
De_moradas
Com, fundem-se,
Silábicas,
..........Lúdicas,
....................Púb(l)icas...
Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.
Na boca em que
De_moradas
Com, fundem-se,
Silábicas,
..........Lúdicas,
....................Púb(l)icas...
Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.
quarta-feira, setembro 16, 2009
foi
estou pronta
acabaram-se todas as reservas
está tudo tomado de um frio não calculado
o que vejo daqui é apenas dormência,
ausências e silêncios.
só esse verso triste me acompanha,
essa rima que teima em bater,
eu e o não.
já não dói mais,
doer é vida...
não mais existo
foi em ti
o meu único e último desistir.
acabaram-se todas as reservas
está tudo tomado de um frio não calculado
o que vejo daqui é apenas dormência,
ausências e silêncios.
só esse verso triste me acompanha,
essa rima que teima em bater,
eu e o não.
já não dói mais,
doer é vida...
não mais existo
foi em ti
o meu único e último desistir.
Gotas:
Aline
segunda-feira, setembro 14, 2009
para H.
Visitar um hospital
É visitar todos
É sempre o mesmo corredor universal
(se você viu scooby doo
você sabe do que estou falando)
aqui as costas nuas e esqueléticas
ali os primeiros ruídos de uma criança
aqui um jarro de flores
ali um penico metálico
e é o mesmo corredor branco
cheirando a desinfetante e antisséptico
de onde alguns surgem e outros não voltam
e nada disso está incorreto.
o mundo não faz julgamentos
sobre aquilo que nele acontece.
Gotas:
czarina
Sangue azul*
Ao toque
da caneta
azul
por mágica
no papel
surgem
veias
O poema
pulsa
Há vida
da caneta
azul
por mágica
no papel
surgem
veias
O poema
pulsa
Há vida
Gotas:
JF de Souza
sábado, setembro 12, 2009
Menor
Hoje acordei me sentindo menor.
Minhas roupas mais largas.
Como se não soubessem a carga
de tudo em mim.
Hoje acordei me sentindo assim...
Hoje acordei me sentindo menor.
Nem melhor nem pior.
Não acordei me sentindo bem
nem me sentindo o ó...
Só acordei assim, menor.
Hoje acordei me sentindo mínimo.
Ínfimo, minúsculo.
Acordei me sentindo sem músculos,
sem ossos, artérias ou vertebrações.
Hoje acordei em porções.
Sabe?
Hoje acordei diminuído.
Um belíssimo trinado
abafado por teu ruído.
Minhas roupas mais largas.
Como se não soubessem a carga
de tudo em mim.
Hoje acordei me sentindo assim...
Hoje acordei me sentindo menor.
Nem melhor nem pior.
Não acordei me sentindo bem
nem me sentindo o ó...
Só acordei assim, menor.
Hoje acordei me sentindo mínimo.
Ínfimo, minúsculo.
Acordei me sentindo sem músculos,
sem ossos, artérias ou vertebrações.
Hoje acordei em porções.
Sabe?
Hoje acordei diminuído.
Um belíssimo trinado
abafado por teu ruído.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, setembro 11, 2009
"Porque há desejo em mim, é tudo cintilância"
Hilda Hilst
Hilda Hilst
batizado com um nome secreto,
o homem que me gula
diz sabências na hora do amor.
esquisita e rubra,
faço que pertenço ao seu dorso,
desabotoo a camisa,
entre as pernas lhe coo.
neblinas de espessura e doces
tremulam pontos de luz
sobre o corpo.
agora finge que dorme
abafando risos entre os pomos.
o homem que me gula
diz sabências na hora do amor.
esquisita e rubra,
faço que pertenço ao seu dorso,
desabotoo a camisa,
entre as pernas lhe coo.
neblinas de espessura e doces
tremulam pontos de luz
sobre o corpo.
agora finge que dorme
abafando risos entre os pomos.
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, setembro 10, 2009
QUERIA SER POESIA
Queria ser poesia.
Poesia, apenas.
Poeiras gramaticais,
Lamentos virgulares,
Um perfume de versos,
Uma grafia de estrelas,
Aquele ritmo distraído,
Poesia apenas.
Nada mais.
Queria ser verso
Saboreando papilas alheias,
Acariciando ouvidos,
Reverberando sensações,
Amaciando os sonhos
Todas as sílabas
E a cada letra.
Queria ser poesia.
Poesia, apenas.
Poesia de partidas, hais
Ou de chegadas
Assim, cais.
Poesia, apenas.
Nada demais.
Queria amanhecer rima
E me pôr nos teus braços:
Sol in verso.
Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.
Poesia, apenas.
Poeiras gramaticais,
Lamentos virgulares,
Um perfume de versos,
Uma grafia de estrelas,
Aquele ritmo distraído,
Poesia apenas.
Nada mais.
Queria ser verso
Saboreando papilas alheias,
Acariciando ouvidos,
Reverberando sensações,
Amaciando os sonhos
Todas as sílabas
E a cada letra.
Queria ser poesia.
Poesia, apenas.
Poesia de partidas, hais
Ou de chegadas
Assim, cais.
Poesia, apenas.
Nada demais.
Queria amanhecer rima
E me pôr nos teus braços:
Sol in verso.
Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.
quarta-feira, setembro 09, 2009
[...]
sou os cabides vazios
em teu armário
ou talvez aquilo que chamas
sem pensar
um espamo de sentir
algo inexato
sem cuidados e carinhos
algo que só está
uma seleção de vazios coordenados
em teu armário
ou talvez aquilo que chamas
sem pensar
um espamo de sentir
algo inexato
sem cuidados e carinhos
algo que só está
uma seleção de vazios coordenados
Gotas:
Aline
terça-feira, setembro 08, 2009
Tática e estratégia
Mario Benedetti
Minha tática é
olhar-te
aprender como tu és
querer-te como tu és
minha tática é
falar-te
e escutar-te
construir com palavras
uma ponte indestrutível
minha tática é
ficar em tua lembrança
não sei como nem sei
com que pretexto
porém ficar em ti
minha tática é
ser franco
e saber que tu és franca
e que não nos vendemos
simulados
para que entre os dois
não haja cortinas
nem abismos
minha estratégia é
em outras palavras
mais profunda e mais
simples
minha estratégia é
que um dia qualquer
não sei como nem sei
com que pretexto
por fim me necessites.
Minha tática é
olhar-te
aprender como tu és
querer-te como tu és
minha tática é
falar-te
e escutar-te
construir com palavras
uma ponte indestrutível
minha tática é
ficar em tua lembrança
não sei como nem sei
com que pretexto
porém ficar em ti
minha tática é
ser franco
e saber que tu és franca
e que não nos vendemos
simulados
para que entre os dois
não haja cortinas
nem abismos
minha estratégia é
em outras palavras
mais profunda e mais
simples
minha estratégia é
que um dia qualquer
não sei como nem sei
com que pretexto
por fim me necessites.
Gotas:
Sandra
segunda-feira, setembro 07, 2009
Em vestido rosa e salto altíssimo
que sumia entre as poças
da chuva de domingo
era mera coincidência
mas parecia um flamingo.
que sumia entre as poças
da chuva de domingo
era mera coincidência
mas parecia um flamingo.
Gotas:
czarina
domingo, setembro 06, 2009
Bendito seja Lavoisier
o homem destrói
o homem se perde
o homem desgasta o mundo e a si
na esperança
de que tudo se transforme
o homem se perde
o homem desgasta o mundo e a si
na esperança
de que tudo se transforme
Gotas:
JF de Souza
sábado, setembro 05, 2009
Testemunho
Torpe?
Sim!
Mas... quem há de culpar-me?
Quem há de,
em meio a tanta barbaridade,
disparar o alarme?
Covarde?
Talvez!
Mas penso que é minha vez
de furtar-me aos acontecimentos.
Se sentimentos
não são mais desculpas válidas.
E nossas vidas continuam, esquálidas.
Mal intencionado?
Não.
Apenas levado
pelo andor da multidão
que, ensandecida,
pede por meu sangue
e esquece a própria vida.
Poeta?
Sempre.
Tentando tornar em versos
o que me ultrapassa enquanto gente.
Sim!
Mas... quem há de culpar-me?
Quem há de,
em meio a tanta barbaridade,
disparar o alarme?
Covarde?
Talvez!
Mas penso que é minha vez
de furtar-me aos acontecimentos.
Se sentimentos
não são mais desculpas válidas.
E nossas vidas continuam, esquálidas.
Mal intencionado?
Não.
Apenas levado
pelo andor da multidão
que, ensandecida,
pede por meu sangue
e esquece a própria vida.
Poeta?
Sempre.
Tentando tornar em versos
o que me ultrapassa enquanto gente.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, setembro 04, 2009
Seduz
Ladra seu sonho insone,
em saudade, vinagre e doçura.
Adélia Prado
feitiça de longe
amaciando palavras de barro:
flores atacadas por saúvas
cajus travados na garganta
silêncios segredando sonhos.
se me dá uma água de beber
bem no meio do deserto,
o vestido desce ao chão
arrastando nu tecido
(pernas, poemas, estrelas)
escapa das mãos
um primitivo toque cigano
adivinhando o cheiro de vinagres e desejos.
irrigada de águas agridoces,
minha boca amanhece com seu nome dentro.
Iara Maria Carvalho
em saudade, vinagre e doçura.
Adélia Prado
feitiça de longe
amaciando palavras de barro:
flores atacadas por saúvas
cajus travados na garganta
silêncios segredando sonhos.
se me dá uma água de beber
bem no meio do deserto,
o vestido desce ao chão
arrastando nu tecido
(pernas, poemas, estrelas)
escapa das mãos
um primitivo toque cigano
adivinhando o cheiro de vinagres e desejos.
irrigada de águas agridoces,
minha boca amanhece com seu nome dentro.
Iara Maria Carvalho
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, setembro 03, 2009
A POESIA.
Tomou nos lábios a palavra
Soprando espiraladas nuvens de letras.
Um grande gole no silêncio,
Como o enúncio de um verso.
Movia-se em sílabas,
de forma onomatopéica.
O dicionário a observava
Solitário na prateleira dos esquecidos
Com os olhos rasos de declarações.
Ela, alheia à angústia das mãos trêmulas,
Dançava movimentos azuis
Demorando-se no tubo de tinta.
(A poesia, não tem pressa.
A poesia,
É um anjo sem asas
Largando no papel
as pegadas
suas lágrimas
ou risadas)
Preguiçosa, estendeu os pés
Tocou a imensidão branca de linhas claras,
E caminhou alguns centímetros.
Sentiu taquicardia.
Arfou alguns instantes.
Tremeu, a poesia.
Rolou linhas abaixo,
Delirou pontos e espaços
E finalizou um beijo,
Pontuando os traços.
Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.
Soprando espiraladas nuvens de letras.
Um grande gole no silêncio,
Como o enúncio de um verso.
Movia-se em sílabas,
de forma onomatopéica.
O dicionário a observava
Solitário na prateleira dos esquecidos
Com os olhos rasos de declarações.
Ela, alheia à angústia das mãos trêmulas,
Dançava movimentos azuis
Demorando-se no tubo de tinta.
(A poesia, não tem pressa.
A poesia,
É um anjo sem asas
Largando no papel
as pegadas
suas lágrimas
ou risadas)
Preguiçosa, estendeu os pés
Tocou a imensidão branca de linhas claras,
E caminhou alguns centímetros.
Sentiu taquicardia.
Arfou alguns instantes.
Tremeu, a poesia.
Rolou linhas abaixo,
Delirou pontos e espaços
E finalizou um beijo,
Pontuando os traços.
Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.
quarta-feira, setembro 02, 2009
novo ato.
aos 35 sentou-se...
e era tão cansada que jurou a si mesma, parar.
parar como se nada houvesse, nem o por vir...
desligou seus sentidos um a um,
despiu-se.
limpou seus rastros, escondeu suas malas,
e depois, já que o não havia,
dormiu.
ali, no mesmo lugar onde o todo existiu...
canções e poemas dançando, parecendo móbiles hostis.
como se fosse sinônimos entre si o partir, a festa e o nada.
o nada.
então no dormir,
seus menores crescem
e suas memórias apostam, duvidando talvez,
de um acordar, um frenesi ou até um bis,
um abrir de novas cortinas, em um novo ato,
mas a mesma atriz.
e era tão cansada que jurou a si mesma, parar.
parar como se nada houvesse, nem o por vir...
desligou seus sentidos um a um,
despiu-se.
limpou seus rastros, escondeu suas malas,
e depois, já que o não havia,
dormiu.
ali, no mesmo lugar onde o todo existiu...
canções e poemas dançando, parecendo móbiles hostis.
como se fosse sinônimos entre si o partir, a festa e o nada.
o nada.
então no dormir,
seus menores crescem
e suas memórias apostam, duvidando talvez,
de um acordar, um frenesi ou até um bis,
um abrir de novas cortinas, em um novo ato,
mas a mesma atriz.
Gotas:
Aline
terça-feira, setembro 01, 2009
Sobre amores e sonhos
... E acordei com teu gosto na boca
e os olhos brilhavam de saciedade...
Amanheci com teu cheiro no corpo todo
e todos os tecidos impregnados do teu sêmen:
Semente semeada nas veias da poesia!
...Depois de te amar-sonhar,
O que fazer com essa urgência visível
e transparente das tuas mãos aqui?
como ocultar desejos sólidos e constantes de ti?
... Entre as cobertas me exponho escondida
(e me toco sem culpa)
até que um beijo teu me descubra
e os olhos brilhavam de saciedade...
Amanheci com teu cheiro no corpo todo
e todos os tecidos impregnados do teu sêmen:
Semente semeada nas veias da poesia!
...Depois de te amar-sonhar,
O que fazer com essa urgência visível
e transparente das tuas mãos aqui?
como ocultar desejos sólidos e constantes de ti?
... Entre as cobertas me exponho escondida
(e me toco sem culpa)
até que um beijo teu me descubra
Gotas:
Sandra
segunda-feira, agosto 31, 2009
Os olhos pretos pretos
tanto que é impossível ver
algo neles
os olhos pretos pretos
como um bilhão de noites
sobrepostas
como se me atravessassem pelas costas
como o lugar onde a luz vai
(de vez em quando)
só quando ninguém
está olhando.
tanto que é impossível ver
algo neles
os olhos pretos pretos
como um bilhão de noites
sobrepostas
como se me atravessassem pelas costas
como o lugar onde a luz vai
(de vez em quando)
só quando ninguém
está olhando.
Gotas:
czarina
domingo, agosto 30, 2009
Quem pode mais (The strongest)
Choveu todo dia
depois que eu fui
embora
Estariam os céus
chorando
por mim?
Ou só imitando tuas lágrimas,
apenas acompanhando tua tristeza?
depois que eu fui
embora
Estariam os céus
chorando
por mim?
Ou só imitando tuas lágrimas,
apenas acompanhando tua tristeza?
Gotas:
JF de Souza
sábado, agosto 29, 2009
Rastro
Ele esqueceu.
Ela não.
E ambos tinham razão.
Ela se foi.
Ele ficou.
E ali morreu o amor.
Ele se lembra.
De vez em quando.
Sempre que está se apaixonando.
Ela chora.
Todo santo dia.
Dói tanta nostalgia.
Ela não.
E ambos tinham razão.
Ela se foi.
Ele ficou.
E ali morreu o amor.
Ele se lembra.
De vez em quando.
Sempre que está se apaixonando.
Ela chora.
Todo santo dia.
Dói tanta nostalgia.
Gotas:
Moacir
quinta-feira, agosto 27, 2009
COMETA
Se é de estrelas,
Com verso.
Se é de escuros
Com fuso
A roca das cores
Justifica seu uso:
Com um brilho difuso
Ilumina,
Une o verso.
Com_meta
De rumos adversos
Cometo
Poesias com (c) retas.
Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.
Com verso.
Se é de escuros
Com fuso
A roca das cores
Justifica seu uso:
Com um brilho difuso
Ilumina,
Une o verso.
Com_meta
De rumos adversos
Cometo
Poesias com (c) retas.
Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.
quarta-feira, agosto 26, 2009
bio
[...]
carne dentro trêmula
feito animal vivo
nocivo
parente, mesmo sangue
minha ficção.
[...]
carne dentro trêmula
feito animal vivo
nocivo
parente, mesmo sangue
minha ficção.
[...]
Gotas:
Aline
terça-feira, agosto 25, 2009
promessa
toda insegurança
se dissipa
se na minha lembrança
seu desejo fica
onde meu gozo está
e a necessidade de ir
é só vontade de voltar
se dissipa
se na minha lembrança
seu desejo fica
onde meu gozo está
e a necessidade de ir
é só vontade de voltar
Gotas:
Sandra
segunda-feira, agosto 24, 2009
as boas do dia
A cidade de Quero
é sede do jornal
que só pública boas notícias:
O Querido Diário.
é sede do jornal
que só pública boas notícias:
O Querido Diário.
Gotas:
czarina
sábado, agosto 22, 2009
Cebola
Amar é cortar cebola.
A gente faz tudo bem devagar,
com cuidado pra não chorar.
Mas adianta? Não.
E as lágrimas pelo chão!
Talvez fosse melhor
ser rápido no procedimento.
Mas parece ser ainda pior,
choro a todo momento!
Tem uns que colocam água na boca,
na vã esperança.
Alguns tem a autoconfiança
necessária (quase funciona).
Algumas não querem a fama de choronas
e se fazem de duronas.
Ainda tem gente que faz simpatia.
Cueca na boca do sapo.
Um pedacinho da calcinha
submergida em suco de genipapo.
Mas qual!
Amor e cebola é sempre igual!
Mas como dizia meu amigo Edelismar:
não vou deixar de comer
pelo medo de chorar!
A gente faz tudo bem devagar,
com cuidado pra não chorar.
Mas adianta? Não.
E as lágrimas pelo chão!
Talvez fosse melhor
ser rápido no procedimento.
Mas parece ser ainda pior,
choro a todo momento!
Tem uns que colocam água na boca,
na vã esperança.
Alguns tem a autoconfiança
necessária (quase funciona).
Algumas não querem a fama de choronas
e se fazem de duronas.
Ainda tem gente que faz simpatia.
Cueca na boca do sapo.
Um pedacinho da calcinha
submergida em suco de genipapo.
Mas qual!
Amor e cebola é sempre igual!
Mas como dizia meu amigo Edelismar:
não vou deixar de comer
pelo medo de chorar!
Gotas:
Moacir
sexta-feira, agosto 21, 2009
Mão dupla
onde atravess-
a sensação?
Iara Maria Carvalho
a sensação?
Iara Maria Carvalho
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, agosto 20, 2009
Justificativa.
É que há tanto
Eu, tempo
E, sem lembrar,
Me espanto
Por tudo quanto
Eu tento
É que se me nega alento
Já de cara adianto
Que hoje eu, pranto.
Rayanne, diretamente do Contratempo.
Eu, tempo
E, sem lembrar,
Me espanto
Por tudo quanto
Eu tento
É que se me nega alento
Já de cara adianto
Que hoje eu, pranto.
Rayanne, diretamente do Contratempo.
quarta-feira, agosto 19, 2009
I
Está tudo pelo avesso
Desde a célula
Até o adereço
Virei vicio
Culpa do ócio
E de seu amigo ofício.
Desde a célula
Até o adereço
Virei vicio
Culpa do ócio
E de seu amigo ofício.
Gotas:
Aline
terça-feira, agosto 18, 2009
um dia Azul
Novas telas espalham os tons felizes
se me acorda seu bom-dia
E matizes de alegria se embaralham
às rimas molhadas da minha poesia
Azul é o céu em que mergulho
mesmo quando procuro minha lua
e me olho nua nos seus desenhos
que desdenham as cores vivas
da moldura matutina
Ah esses seus raios furta-cor
... iluminam minha única paisagem:
e só vejo você: horizonte multicor
Do começo ao fim da viagem
se me acorda seu bom-dia
E matizes de alegria se embaralham
às rimas molhadas da minha poesia
Azul é o céu em que mergulho
mesmo quando procuro minha lua
e me olho nua nos seus desenhos
que desdenham as cores vivas
da moldura matutina
Ah esses seus raios furta-cor
... iluminam minha única paisagem:
e só vejo você: horizonte multicor
Do começo ao fim da viagem
Gotas:
Sandra
segunda-feira, agosto 17, 2009
partida
O momento se parte
você não se importa
eu não suporto
então
eu me exporto
você não se importa
eu não suporto
então
eu me exporto
Gotas:
czarina
domingo, agosto 16, 2009
Senza te
Sensatez
é só outra
das coisas que me faltam
é só outra
das coisas que me faltam
Gotas:
JF de Souza
sábado, agosto 15, 2009
Três Perguntas (e meia resposta)
Quem somos?
Duendes, homens ou gnomos?
Seres supremos de luz, gloriosos,
a menina dos olhos de Deus,
ou pequenos insetos ateus?
Somos a obra maior do universo?
Um verso escrito num momento de inspiração?
Pirilampos brilhando na escuridão?
Ou somos somente seres satíricos,
nadando em dilemas oníricos,
enquanto o mundo se esvai?
Somos filho, espírito e pai?
De onde viemos?
Do barro primordial,
do início, onde tudo era caos,
ou dos nossos amigos macacos?
Somos sublimes ou simulacros?
Nascemos de uma coincidência gigantesca,
de uma combinação absurda de fatos
ou de um divino ato?
Descendemos de Eva, Adão, Abel, Caim?
Viemos do início, do meio ou do fim?
Viemos de ônibus, trem ou nave espacial?
Ou de um útero único, multidimensional?
Pra onde vamos?
A morte é um calmo oceano
ou um mar de fogo eterno?
Vamos pro céu?
Pro purgatório?
Pro inferno?
Ou pra um lugar de paz
no colo do Pai?
Ou seremos barro apenas,
como fomos em histórias extraterrenas?
Vamos depressa ou devagarinho?
De carona ou sozinhos?
Quem somos, de onde viemos, pra onde vamos...
Não nos basta simplesmente sermos seres humanos?
Já não é uma dádiva?
Por via das dúvidas,
rezo pra cada deus que existe
e tento ao menos não ser triste.
Duendes, homens ou gnomos?
Seres supremos de luz, gloriosos,
a menina dos olhos de Deus,
ou pequenos insetos ateus?
Somos a obra maior do universo?
Um verso escrito num momento de inspiração?
Pirilampos brilhando na escuridão?
Ou somos somente seres satíricos,
nadando em dilemas oníricos,
enquanto o mundo se esvai?
Somos filho, espírito e pai?
De onde viemos?
Do barro primordial,
do início, onde tudo era caos,
ou dos nossos amigos macacos?
Somos sublimes ou simulacros?
Nascemos de uma coincidência gigantesca,
de uma combinação absurda de fatos
ou de um divino ato?
Descendemos de Eva, Adão, Abel, Caim?
Viemos do início, do meio ou do fim?
Viemos de ônibus, trem ou nave espacial?
Ou de um útero único, multidimensional?
Pra onde vamos?
A morte é um calmo oceano
ou um mar de fogo eterno?
Vamos pro céu?
Pro purgatório?
Pro inferno?
Ou pra um lugar de paz
no colo do Pai?
Ou seremos barro apenas,
como fomos em histórias extraterrenas?
Vamos depressa ou devagarinho?
De carona ou sozinhos?
Quem somos, de onde viemos, pra onde vamos...
Não nos basta simplesmente sermos seres humanos?
Já não é uma dádiva?
Por via das dúvidas,
rezo pra cada deus que existe
e tento ao menos não ser triste.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, agosto 14, 2009
Narcisa
agora que sou uma
mulher aprendida
no amor
recolho os frêmitos elaborados
frente às águas
e ao meu sono fluvial retorno
como uma sereia desativada
pra peixes e homens.
Iara Maria Carvalho
mulher aprendida
no amor
recolho os frêmitos elaborados
frente às águas
e ao meu sono fluvial retorno
como uma sereia desativada
pra peixes e homens.
Iara Maria Carvalho
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, agosto 13, 2009
CALMA
Calma agora
Alma
Al'minha
Não é mais hora
Prá se andar
Sozinha.
Eu te quero
Bordar
Verso nas mãos
Na palma,
Das minhas.
Rayanne, diretamente do Contratempo.
Alma
Al'minha
Não é mais hora
Prá se andar
Sozinha.
Eu te quero
Bordar
Verso nas mãos
Na palma,
Das minhas.
Rayanne, diretamente do Contratempo.
quarta-feira, agosto 12, 2009
encaixe
face multicolorida
és
és
feixe de luz
exílio da dor
que passa
translúcido sentido
de misturas sentir
que passa
translúcido sentido
de misturas sentir
ausência
escorre essência
permuto-te
se verso for
em ardor desfaço-te
entre passos
galgo
escalo montanhas
encontro-te
flexível, múltiplo
és
se verso for
em ardor desfaço-te
entre passos
galgo
escalo montanhas
encontro-te
flexível, múltiplo
és
encaixe meu
parte minha.
parte minha.
Gotas:
Aline
terça-feira, agosto 11, 2009
discurso (in)direto
Quando escrevo
meus planos
sem contexto
entre parênteses
no corpo... nas cartas
e leio minhas marcas
entre farpas
entre cascas
... Emudeço
(e penso):
Ando farta
de dizer
"euteamo"
(entre aspas)
meus planos
sem contexto
entre parênteses
no corpo... nas cartas
e leio minhas marcas
entre farpas
entre cascas
... Emudeço
(e penso):
Ando farta
de dizer
"euteamo"
(entre aspas)
Gotas:
Sandra
segunda-feira, agosto 10, 2009
boa noite
Eu digo boa noite
galgando os degraus da escada
deixo a noite cair atrás de mim
atrás da porta fechada
e o tempo dependurado
entre casacos e chapéus
Lá fora tudo silêncio
o mundo em suspenso
No meu jardim,
dois pés de gente
esperam plantados
um bico fechado
um botão de beijo.
galgando os degraus da escada
deixo a noite cair atrás de mim
atrás da porta fechada
e o tempo dependurado
entre casacos e chapéus
Lá fora tudo silêncio
o mundo em suspenso
No meu jardim,
dois pés de gente
esperam plantados
um bico fechado
um botão de beijo.
Gotas:
czarina
domingo, agosto 09, 2009
Arqueólogo
O que passou
não pode ser
esquecido
Tantos momentos
há debaixo
dos escombros
da nossa
memória
Vim para desenterrar
o que o Tempo tentou apagar
não pode ser
esquecido
Tantos momentos
há debaixo
dos escombros
da nossa
memória
Vim para desenterrar
o que o Tempo tentou apagar
Gotas:
JF de Souza
sábado, agosto 08, 2009
Truque
A verdade
é que escrevo sempre os mesmos poemas.
Uns vinte, no máximo trinta.
Como se fossem continuações.
Sequências.
Parte 1. Parte 2. O retorno.
A Poesia contra-ataca.
Mágicas baratas de Hollywood.
Sempre um poeminha à mão.
Pra surpresa da audiência.
E enquanto, boquiaberta,
a platéia se dispersa,
meus olhos cansados
se voltam pra dentro de mim mesmo
e severamente me censuram.
é que escrevo sempre os mesmos poemas.
Uns vinte, no máximo trinta.
Como se fossem continuações.
Sequências.
Parte 1. Parte 2. O retorno.
A Poesia contra-ataca.
Mágicas baratas de Hollywood.
Sempre um poeminha à mão.
Pra surpresa da audiência.
E enquanto, boquiaberta,
a platéia se dispersa,
meus olhos cansados
se voltam pra dentro de mim mesmo
e severamente me censuram.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, agosto 07, 2009
CICLO
irrigaram mel
na minha veia
mês passado
menstruei formigas.
IARA MARIA CARVALHO
na minha veia
mês passado
menstruei formigas.
IARA MARIA CARVALHO
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, agosto 06, 2009
INAUGURAL
Eu venho aqui,
Seu moço Múcio
Atender o seu pedido.
Mas vê, tem cabimento,
Uma estrela pequenina
Ocupar no firmamento
O lugar que o sol fascina?
Pois hora peço paz, ciência,
Prá vencer tarefa hercúlea:
Costurar brilho nos versos
Que a tarefa determina,
Prá entrar nesse universo
Nos teus olhos e lançar
Minha poesia peregrina.
*Em especial hoje ao poeta Múcio de Lima Góes, que me pediu que o substituísse durante umas "feriazinhas", ou seja, uma licença poética.
Rayanne _ diretamente do CONTRATEMPO
Seu moço Múcio
Atender o seu pedido.
Mas vê, tem cabimento,
Uma estrela pequenina
Ocupar no firmamento
O lugar que o sol fascina?
Pois hora peço paz, ciência,
Prá vencer tarefa hercúlea:
Costurar brilho nos versos
Que a tarefa determina,
Prá entrar nesse universo
Nos teus olhos e lançar
Minha poesia peregrina.
*Em especial hoje ao poeta Múcio de Lima Góes, que me pediu que o substituísse durante umas "feriazinhas", ou seja, uma licença poética.
Rayanne _ diretamente do CONTRATEMPO
quarta-feira, agosto 05, 2009
do verbo gostar
gosto de ficar no escuro
imersa em solidão
de fechar os olhos
e perceber o silêncio
de escutar minha respiração.
gosto de contar os dedos
e recontá-los
redesenhá-los com o tato
sentir as rugas
os cortes
a memória da dor.
gosto do abrir de olhos
da percepção do mesmo
da rotina do ar
do esperar.
gosto dos passos curtos
das pedras que carrego
nas solas de meus sapatos
gosto do velho
e do mesmo.
imersa em solidão
de fechar os olhos
e perceber o silêncio
de escutar minha respiração.
gosto de contar os dedos
e recontá-los
redesenhá-los com o tato
sentir as rugas
os cortes
a memória da dor.
gosto do abrir de olhos
da percepção do mesmo
da rotina do ar
do esperar.
gosto dos passos curtos
das pedras que carrego
nas solas de meus sapatos
gosto do velho
e do mesmo.
Gotas:
Aline
terça-feira, agosto 04, 2009
partida
Anda longe
Esta rara metade...
Onde cabe
Esta parte
indi(vi)zível de mim?
Desde o início
... meu sem-fim
Esta rara metade...
Onde cabe
Esta parte
indi(vi)zível de mim?
Desde o início
... meu sem-fim
Gotas:
Sandra
segunda-feira, agosto 03, 2009
bluemonday
Cada segunda
um novo parto
e brotar da cama
leva
toda a coragem do mundo.
Cada segunda
nos espera
nos caduca
e nos espeta
a cada
segundo.
um novo parto
e brotar da cama
leva
toda a coragem do mundo.
Cada segunda
nos espera
nos caduca
e nos espeta
a cada
segundo.
Gotas:
czarina
domingo, agosto 02, 2009
Soçobrou
Uma pedra alguém jogou
O espelho se quebrou
O que eu via não mais sou
Da minha vida
Só sobrou
Uma porção de cacos pra varrer
O espelho se quebrou
O que eu via não mais sou
Da minha vida
Só sobrou
Uma porção de cacos pra varrer
Gotas:
JF de Souza
sábado, agosto 01, 2009
Recaída
Ela chegou e deitou o peito nu sobre o meu peito.
Ela era toda tristeza, e eu, sem jeito,
beijei-lhe os cabelos e toquei-lhe a face.
Ela derramou-se, bela,
sobre os lençóis da realidade.
Meu corpo imediatamente respondeu.
Deixou de lado toda a mágoa passada
e entregou-se à sua boca apaixonada.
Ela era toda tristeza, e eu, sem jeito,
beijei-lhe os cabelos e toquei-lhe a face.
Ela derramou-se, bela,
sobre os lençóis da realidade.
Meu corpo imediatamente respondeu.
Deixou de lado toda a mágoa passada
e entregou-se à sua boca apaixonada.
Gotas:
Moacir
sexta-feira, julho 31, 2009
Na janela
Quando minha mãe
me deu o punhado da meninice
não havia já pedra no seu coração.
O milagre acontecido no meu nascer
pendurou estrelas
na tristeza de seus dias.
E ao escrever poesia
é só um gesto de ir embora.
Iara Maria Carvalho
me deu o punhado da meninice
não havia já pedra no seu coração.
O milagre acontecido no meu nascer
pendurou estrelas
na tristeza de seus dias.
E ao escrever poesia
é só um gesto de ir embora.
Iara Maria Carvalho
Gotas:
convidado especial,
Iara
quinta-feira, julho 30, 2009
andar andar
como
um andor indo
no esplendor
eu ando rindo
dessa dor
que é só minha
o meu
oficio de andar
andorinha
queridos amigos-leitores: estou saindo de “férias” aqui no B7C, então, nesse período que pode ser de um ou dois meses, vou deixar um monte de luz no meu lugar, uma verdadeira chuva de neon, uma espécie de sol Rayanne!
sucesso, amore!
hasta la vuelta!
Gotas:
Múcio
quarta-feira, julho 29, 2009
sinuoso reto
na régua
de traço simples
sinuoso reto
traço a rua onde moras
por lá passam
pernas e corações sutis
unhas vermelhas
e vestidos anis
menos eu
que teimo em apagar
todo traço
mesmo reto
ou sinuoso largo
e não deixo-te morar
sendo tua rua
minha reta nua.
de traço simples
sinuoso reto
traço a rua onde moras
por lá passam
pernas e corações sutis
unhas vermelhas
e vestidos anis
menos eu
que teimo em apagar
todo traço
mesmo reto
ou sinuoso largo
e não deixo-te morar
sendo tua rua
minha reta nua.
Gotas:
Aline
terça-feira, julho 28, 2009
trava-rima
Num pedaço
De papel gasto
Eu traço
Seu rastro
E disfarço:
Só no seu abraço
... abraso
De papel gasto
Eu traço
Seu rastro
E disfarço:
Só no seu abraço
... abraso
Gotas:
Sandra
segunda-feira, julho 27, 2009
:)
não sou muito fã de tempestades
mas este vento
está de tirar o chapéu.
mas este vento
está de tirar o chapéu.
Gotas:
czarina
domingo, julho 26, 2009
quem
viver
bem
verão:
em qualquer estação
eu desço
em qualquer buraco
me meto
em qualquer vento
me deixo
em qualquer vida
eu vôo
vou
praonde
tudo
vão
onde o mundo é bão
onde tá tudo bem
e onde é que tá tu
viver
bem
verão:
em qualquer estação
eu desço
em qualquer buraco
me meto
em qualquer vento
me deixo
em qualquer vida
eu vôo
vou
praonde
tudo
vão
onde o mundo é bão
onde tá tudo bem
e onde é que tá tu
Gotas:
JF de Souza
sábado, julho 25, 2009
Ninar
A lua se equilibra
altiva
no canto mais alto do céu
enquanto, minha menina,
o mundo continua e gira,
carrossel.
Dorme, pois já é hora
e antes que chegue a aurora
o sonho vai começar.
Dorme, que eu te protejo.
Amanhã, um abraço e um beijo
pra te acordar.
*
Postei, no dia 23 de maio de 2009, um peema chamado Francis Bean.
Prometi que, no dia em que virasse música, postaria aqui o link.
Taí: http://www.youtube.com/watch?v=gmkl0AiHeSc
Obrigado pra quem sugeriu!
altiva
no canto mais alto do céu
enquanto, minha menina,
o mundo continua e gira,
carrossel.
Dorme, pois já é hora
e antes que chegue a aurora
o sonho vai começar.
Dorme, que eu te protejo.
Amanhã, um abraço e um beijo
pra te acordar.
*
Postei, no dia 23 de maio de 2009, um peema chamado Francis Bean.
Prometi que, no dia em que virasse música, postaria aqui o link.
Taí: http://www.youtube.com/watch?v=gmkl0AiHeSc
Obrigado pra quem sugeriu!
Gotas:
Moacir
sexta-feira, julho 24, 2009
ERÓTICA
não quero colo
nem calo:
quero um falo
entre as telhas
do meu mel aguado
coar o vinho pastoso
com minha fenda oblíqua
e acender poesia
com a flama recolhida.
IARA MARIA CARVALHO
~~~~~
nem calo:
quero um falo
entre as telhas
do meu mel aguado
coar o vinho pastoso
com minha fenda oblíqua
e acender poesia
com a flama recolhida.
IARA MARIA CARVALHO
~~~~~
Poema da querida Iara, de quem sou fã confessa, que irá nos presentear com sua poesia por algumas sextas. É uma honra ter a Mulher na Janela aqui neste espaço. Espero que gostem! :)
quinta-feira, julho 23, 2009
aporcalipse
nasci
num tempo
que não me deu
tempo
de viver
a era hippie,
mas hoje
posso acabar
“famoso”
como um
poeta de quinta
que morreu
de gripe.
Gotas:
Múcio
quarta-feira, julho 22, 2009
alvo
suspendi meu coração
para que não pudesse alcançá-lo
ato falho
o prazer mora
em esquinas
em vielas escondidas
em paredes onde se mira
alvo
apenas querer atirá-lo
já que não o alcanço
arco e flexa
mira certa
fato e fado.
para que não pudesse alcançá-lo
ato falho
o prazer mora
em esquinas
em vielas escondidas
em paredes onde se mira
alvo
apenas querer atirá-lo
já que não o alcanço
arco e flexa
mira certa
fato e fado.
Gotas:
Aline
terça-feira, julho 21, 2009
à deriva
Nau frágil:
Busco teu
Humano porto
enquanto
inseguro
em meu corpo
cais
Busco teu
Humano porto
enquanto
inseguro
em meu corpo
cais
Gotas:
Sandra
segunda-feira, julho 20, 2009
numa fria
Essa sou eu
Essa sou eu andando pela rua acaré
Com os cadarços desamarrados e um cachecol que bate pelos joelhos
Essa sou eu
Olhando feio para quem me disser pra amarrar os sapatos
Que estou acostumada a não tropeçar nos próprios pés
E mais propensa a escorregar nas mãos e palavras
Essa sou eu
Essa sou eu sem ouvir música
Pela rua Itapicura
Mais uma de nome indígena e de significado indevassável
Alienígena, se bem que me disseram, ita é pedra
E o resto é resto, não é?
Essa sou eu
De nariz trancado e casaco idem
Concentrando o calor no centro do corpo
A barriga
Semicerrando o olho mágico e o pensamento idem
Essa sou eu
Hibernando de pé.
Essa sou eu andando pela rua acaré
Com os cadarços desamarrados e um cachecol que bate pelos joelhos
Essa sou eu
Olhando feio para quem me disser pra amarrar os sapatos
Que estou acostumada a não tropeçar nos próprios pés
E mais propensa a escorregar nas mãos e palavras
Essa sou eu
Essa sou eu sem ouvir música
Pela rua Itapicura
Mais uma de nome indígena e de significado indevassável
Alienígena, se bem que me disseram, ita é pedra
E o resto é resto, não é?
Essa sou eu
De nariz trancado e casaco idem
Concentrando o calor no centro do corpo
A barriga
Semicerrando o olho mágico e o pensamento idem
Essa sou eu
Hibernando de pé.
Gotas:
czarina
domingo, julho 19, 2009
Se comporta!
a todos os meus amigos
Quantas vidas
tua vida
comporta?
Afinal, quem
dentre essas vidas
se comporta?
Quantas comportas
se abriram
em teus ombros?
Talvez, bem mais
do que tu'alma
suporta...
O corpo já sente
e sofre
o suficiente
as agruras da própria
vida...
É a lida
ca qual não aprendemos a
lidar...
Mas pouco importa
todo o esforço do dia
- adia!
e o cansaço dos braços...
Tô só o bagaço
mas quero mais é comemorar!
Ergo meu copo com vontade
pra brindar
a esse bando de palhaços!
Essa gente boa
que me rodeia
que eu quero bem.
Pro bem desses aí
qualquer coisa eu faço!
Só não pulo em granada!
Aí, sai correndo
que vai voar estilhaço!
Mas venha cá! Me dá um abraço...
E FELIZ DIA DO AMIGO PRA TODOS OS AMIGOS DO B7C!!! =D
Gotas:
JF de Souza
sábado, julho 18, 2009
Neblina
Lembra?
Era dia claro
mas nós dois
nos escondíamos nas sombras...
Lembra?
O futuro nos assusta
e o passado nos assombra.
Lembra?
Cada calçada marcada
com as indecisas pegadas
de eu e você.
Lembra?
Eu não.
E tudo principia
a desaparecer.
Era dia claro
mas nós dois
nos escondíamos nas sombras...
Lembra?
O futuro nos assusta
e o passado nos assombra.
Lembra?
Cada calçada marcada
com as indecisas pegadas
de eu e você.
Lembra?
Eu não.
E tudo principia
a desaparecer.
Gotas:
Moacir
quinta-feira, julho 16, 2009
quem viver, verão...
é, amor,
vai que seja de repente,
um hoje
assim como hoje,
eternamente,
nós dois frente a frente,
bem rente,
mais do que normalmente.
então, amor,
tente,
traga os cabelos
que eu tenho o pente;
pra distrair
o seu olhar,
uma lua cheia
e um sol poente.
venha, amor,
como se entra no mar,
entre;
de olho no olho,
dente no dente,
e as noites frias
se farão mais quentes,
enquanto inverna lá fora,
outros verão
dentro da gente.
terça-feira, julho 14, 2009
mal secreto
Na minha pele
Tua febre
Se escreve...
E o desejo
Que desejo
Entre as coxas
Me pede
Que te espere
gota a gota...
em minha boca
Tua febre
Se escreve...
E o desejo
Que desejo
Entre as coxas
Me pede
Que te espere
gota a gota...
em minha boca
Gotas:
Sandra
segunda-feira, julho 13, 2009
A saudade é um braço que cresce na ausência
ali
entre as omoplatas
atrás do coração que contrai
e dilata
A saudade é um braço que cresce com a ausência
até poder
cutucar o meu ombro
e me fazer olhar pra trás
sua sombra
A saudade é um braço que cresce na ausência
quando você vai
é a impressão
que fica.
ali
entre as omoplatas
atrás do coração que contrai
e dilata
A saudade é um braço que cresce com a ausência
até poder
cutucar o meu ombro
e me fazer olhar pra trás
sua sombra
A saudade é um braço que cresce na ausência
quando você vai
é a impressão
que fica.
Gotas:
czarina
domingo, julho 12, 2009
Por que a galinha atravessou a rua?
Antes de atravessar a rua,
o rio,
a ponte,
o túnel,
as mentes,
os corações...
Antes de atravessar
a minha vida
olhe bem para os dois lados:
o de onde você vem...
...e o para onde você vai!
(Mas por que logo uma galinha?)
E voltamos com a nossa programação normal. Divirtam-se, amigos!
o rio,
a ponte,
o túnel,
as mentes,
os corações...
Antes de atravessar
a minha vida
olhe bem para os dois lados:
o de onde você vem...
...e o para onde você vai!
(Mas por que logo uma galinha?)
E voltamos com a nossa programação normal. Divirtam-se, amigos!
Gotas:
JF de Souza
sábado, julho 11, 2009
Mar...
Um doce
Um sorriso doce
Um doce modo de olhar
Um carinho sempre amigo
Um abrigo pra quem souber encontrar
Uma flor
Um jeitinho encantador
E uns olhos e uns cabelos e uma cor
Um coração do tamanho do mundo
Um mundo arrebatador
Uma luz
Uns abraços azuis
Linda como poucos
Uma beleza que desnorteia
Lestes e oestes e nortes e súis
Uma trama
De comédia romântica
Não de drama
Um filme pra se ver mil vezes
Uma história chamada Mariana
*
Te amo, filhinha, muito, muito, muito! Parabéns!
Um sorriso doce
Um doce modo de olhar
Um carinho sempre amigo
Um abrigo pra quem souber encontrar
Uma flor
Um jeitinho encantador
E uns olhos e uns cabelos e uma cor
Um coração do tamanho do mundo
Um mundo arrebatador
Uma luz
Uns abraços azuis
Linda como poucos
Uma beleza que desnorteia
Lestes e oestes e nortes e súis
Uma trama
De comédia romântica
Não de drama
Um filme pra se ver mil vezes
Uma história chamada Mariana
*
Te amo, filhinha, muito, muito, muito! Parabéns!
Gotas:
Moacir
terça-feira, julho 07, 2009
Fim do suspense... Resultado do concurso!





Quem são os vencedores desses lindos livros? Gente, não estou querendo puxar sardinha pro nosso lado, mas esse pessoal é fera! Livros excelentes que tenho certeza que irão gostar! E quem não ganhar e quiser comprar algum é só entrar em contato comigo que damos um jeito! (Vou cobrar comissão, hein! hehe) Ou falar diretamente com os autores, claro. ;-)
Bom, antes do resultado quero postar a frase do querido Beanes que por uma confusão de e-mail acabou mandando sua mensagem pra alguma outra Marina. (a intimidade no "querido Beanes" saiu aí por ele ser amigo de dois amigos que amo, o Clóvis e a Aline. Já me sinto meio amiga dele também! Olha a declaração no meio do post... rs...)
A frase do Beanes (http://www.toraxdesuperman.blogspot.com):
Vamos pintar o sete
Colorir as sete cabeças
Riscar o papel com cores encantadas.
Um verso multicolorido
Vale sete mil paisagens.
Obrigada, querido! Obrigada a todos que participaram do nosso concurso... eu já falei isso, né? Tô enrolando nesse resultado...
Vamos lá, que rufem os tambores! huhuhu
* suspense *
Em primeiro lugar, com seis votos, a frase que ganhou os cinco livros (citados aqui) é
Preconceito mitológico: tivesse sete vidas, seria um gato; mas, com sete cabeças, chamavam-lhe monstro.
- de Eduardo Trindade (http://www.edutrindade.com)
Em segundo lugar, com três votos, a frase que ganhou quatro livros (citados aqui) é
Se cada cabeça
das 7 cabeças
descolasse do corpo
rolando solo em frente
fóforos acesos, pétalas
em strikes mil em série
pontuariam o planeta
- de Remo Saraiva (http://remosaraiva.blogspot.com)
E, como citado aqui, vamos presentear também o terceiro lugar, não só com o livro do Luiz Guilherme, mas também com um livro da Sandra Regina.
O terceiro lugar, com dois votos, é
Guardado embaixo da mesa, o menino teme a abertura do sétimo selo; mal sabe que é só de sede poética que se faz a mente das sete cabeças.
- de Alex Pinheiro (http://invento0.blogspot.com)
Parabéns, meninos!!! Que delícia poder presentear com poesia nossos amigos leitores, viu? Espero em breve ter um livro também pra fazer o mesmo! rs... Tirando o primeiro lugar, que foi quase uma unanimidade, as cabeças se dividiram nos outros votos. Acho que vale uma menção honrosa para a frase do Ramon (muito legal os links em cada palavra), do Rafael (curtinho como a gente gosta), da Yara (sempre bem-vinda) e das contas do Lasak. Adoramos! Eu os citei por terem sido votados também, mas, por favor, sem desmerecer nenhuma frase, né. Pra ninguém reclamar deixo aqui uma menção carinhosa a Nadja, Sabrina, Merilin, Ercília, Paulo e Jacira.
É isso, gente! Espero que tenham gostado do nosso concurso e continuem nos visitando que a poesia aqui dá no pé e na cabeça. ;-)
Aos vencedores, me mandem e-mail com seus endereços pra vocês receberem nossos presentes!
Beijos!
domingo, julho 05, 2009
As frases twitterianas!
Oi, pessoas!
Aqui estão todas as frases que recebi pro nosso concurso de aniversário! Lembrando das regras: frases com até 140 caracteres com o termo sete cabeças (ou 7 cabeças).
As cabeças queridas (+ Leandro Jardim) já votaram nos seus favoritos e já temos os ganhadores! Mas, divulgaremos o resultado nessa semana (suspense!). Hoje, todas as frases participantes com os respectivos autores e blogs.
Em nome do blog, quero agradecer a todos pela participação, pelos e-mails de felicitações e dizer também que adorei todas as frases e adorei promover esse concurso!
E vocês o que acharam?
Ainda nessa semana sai o post com os resultados! Fiquem de olho! ;-)
As cabeças queridas (+ Leandro Jardim) já votaram nos seus favoritos e já temos os ganhadores! Mas, divulgaremos o resultado nessa semana (suspense!). Hoje, todas as frases participantes com os respectivos autores e blogs.
- Ramon Alcântara, São Luís/MA (http://annnothing.blogspot.com)
1.O cérebro humano tem 86 bilhões de neurônios, no 7 cabeças isso totaliza 602 bilhões de neurônios para em 3 anos fazer poesia com o coração.
2.
140 caracteres não suportará jamais 7 cabeças.
1.
Sete cabeças
7 corpos antecedentes
em busca de
uma obra-prima-oração.
2.
Sete cabeças
7 erros organizados
escrevendo uma
tinta na contramão.
sentença
setilhas girando
dentro da minha cabeça
sete seteiras mirando epopéias
santos sentidos de sete cabeças
(setentrião das letras)- Merilin ("Monica Mamede"), São Carlos/SP (http://correspondenciaincerta.blogspot.com)
hai, 7 cabeças aos berros
cai, (in) constante crescimento,
versos delírios poetas
(in) verso os sentimentos se multiplicam
- Alex Pinheiro, Salto/SP (http://invento0.blogspot.com)Guardado embaixo da mesa, o menino teme a abertura do sétimo selo; mal sabe que é só de sede poética que se faz a mente das sete cabeças.
- Rafael Santana, Londrina/PR (http://algunsoutros.wordpress.com)
sete cabeças,
catorze mãos.
palavras travessas,
rio em sertão.
- Rômulo Coelho (Remo Saraiva), Nova Iguaçu/RJ (http://remosaraiva.blogspot.com)
1.
A Hidra de Lerna,
com 9 cabeças
monstras de beligerância,
nunca iria superar
as 7 Cabeças
de cérebro e peito
sapateando os pés em versos.
2.
Se cada cabeça
das 7 cabeças
descolasse do corpo
rolando solo em frente
fóforos acesos, pétalas
em strikes mil em série
pontuariam o planeta
- Eduardo Trindade, Rio de Janeiro/RJ (http://www.edutrindade.com)Preconceito mitológico: tivesse sete vidas, seria um gato; mas, com sete cabeças, chamavam-lhe monstro.
- Yara Fernandes, São Paulo/SP (http://www.atraversando.blogspot.com)
A besta
pecaminoso
apocalíptico
o verso urge
e ruge
leopardo de 7 cabeças
não tarda arder
caio em tentação
me queimo
e salvo
este verso besta
- Ercília Medeiros, Natal/RN (http://atras-das-portas.blogspot.com)Se sete cabeças eu tivesse agora, todas elas estariam se odiando. Ainda bem que o b7c existe pra deixar essa dor um pouquinho de escanteio.
- André Lasak, São Paulo/SP (http://www.quimeraufana.blogspot.com)
1.Sete cabeças vezes se7e cabaças vezes 7 sentidos vezes sete zumbidos vezes se7e desgraças vezes 7 certezas: 117649 possibilidades possíveis.
2.Tenho sete cabeças dentro de minha cabeça. Sou um doutor Lao ao avesso. Sou leso, incessante, sincero. Sou eu mesmo comigo em. Assim mesmo.
- Paulo Tácito, Brasília/DF (http://www.xanadupoesias.blogspot.com)
Queria lhes mandar uma foto com esse
Bicho de 7 Cabeças. mas, impossível:
7 cabeças + 1 = 8
Fazer essa foto se tornou um Bicho de 7 Cabeças
- Jacira Sousa, São Paulo/SPEncontro nesse espaço, a emoção, a poesia, o pensamento de 7 cabeças reunidas, todas com a intenção de trazer mais alegria para nossas vidas.
E vocês o que acharam?
Ainda nessa semana sai o post com os resultados! Fiquem de olho! ;-)
Salut!
E, pra fechar a Semana de Convidados em comemoração ao 3º aniversário do B7C - vamos desconsiderar que eu devia ter aberto a Semana, OK? - deixo aqui um escrito de meu caríssimo camarada
Apreciem!
J.R. Lima
. Mais dos escritos dele, vocês encontram aqui!Apreciem!
Imensurável
"Um brinde à poesia, são três anos e centenas de..."
Não. Formal demais, quase pomposo, lembra discurso de bêbado em aniversário de casamento...
(...e nem a piada prestou. Que dureza!)
Tentemos de novo:
"Heptacéfalo construto poético virtual..."
Não, não! Pode parar!! Coisinha pernóstica...
Próximo!
"Este blogue está em festa
e gente meio grogue é o que resta..."
Que horror! Nada festivo, isso! Fim de festa não é festa. Igual fim de feira. Ainda por cima com esta rima ruim...
“Putz. Isto vai ficar uma m...orcaria. Só não quero decepcionar. Escrever é difícil, e eu ainda me meto. Depois de feito, tudo parece fácil, igual ovo de Colombo.” Resmungo eu para o indiferente vazio criativo que em cerca.
“Coragem, rapaz!” Há uma voz em algum lugar que diz.
“Tá certo, vou rasgar o verbo. Doa a quem doer, azar!” Digo eu, de algum lugar que não é aqui.
“Muito bem”, diz a voz-sem-lugar, “Já ferraram com a ortografia mesmo e foi com decreto presidencial, nada que você possa fazer vai ser pior que isto.”
Encorajado, continuo:
Três anos de poesia no ar (e, às vezes, noir) são:
156 semanas;
1096 dias (ano passado foi bissexto).
Objetivamente, três anos não são tempo suficiente nem para se sair da infância. Mas a Poesia está livre destas mesquinharias materialistas. São mais de mil dias e aproximadamente o mesmo número de poemas postados.
“Mais de mil? Isso é muito!”
“Sim, já seria muito, se fosse só isto, mas é muito mais ainda.”
O mestre Leminski (sempre é bonito apelar para citações) diz:
“Um bom poema leva anos”.
Anos, ele diz.
ANOS!!
Se um único bom poema é uma vida bem vivida, que se pode dizer, então, de mais de mil?
Quantas vidas passaram por estes três primeiros anos?
Infinito é o que não dá pra contar, o imensurável. Se alguém duvida, que tente. Em termos estritamente anatômicos, a cada cabeça corresponde um único coração. Mas é pra contar os corações em quantidade ou para medir seu efeito sobre outros? E como se mede isto? Tem tamanho?
Parabéns a este blogue que é sempre uma festa!
Salut!
Não. Formal demais, quase pomposo, lembra discurso de bêbado em aniversário de casamento...
(...e nem a piada prestou. Que dureza!)
Tentemos de novo:
"Heptacéfalo construto poético virtual..."
Não, não! Pode parar!! Coisinha pernóstica...
Próximo!
"Este blogue está em festa
e gente meio grogue é o que resta..."
Que horror! Nada festivo, isso! Fim de festa não é festa. Igual fim de feira. Ainda por cima com esta rima ruim...
“Putz. Isto vai ficar uma m...orcaria. Só não quero decepcionar. Escrever é difícil, e eu ainda me meto. Depois de feito, tudo parece fácil, igual ovo de Colombo.” Resmungo eu para o indiferente vazio criativo que em cerca.
“Coragem, rapaz!” Há uma voz em algum lugar que diz.
“Tá certo, vou rasgar o verbo. Doa a quem doer, azar!” Digo eu, de algum lugar que não é aqui.
“Muito bem”, diz a voz-sem-lugar, “Já ferraram com a ortografia mesmo e foi com decreto presidencial, nada que você possa fazer vai ser pior que isto.”
Encorajado, continuo:
Três anos de poesia no ar (e, às vezes, noir) são:
156 semanas;
1096 dias (ano passado foi bissexto).
Objetivamente, três anos não são tempo suficiente nem para se sair da infância. Mas a Poesia está livre destas mesquinharias materialistas. São mais de mil dias e aproximadamente o mesmo número de poemas postados.
“Mais de mil? Isso é muito!”
“Sim, já seria muito, se fosse só isto, mas é muito mais ainda.”
O mestre Leminski (sempre é bonito apelar para citações) diz:
“Um bom poema leva anos”.
Anos, ele diz.
ANOS!!
Se um único bom poema é uma vida bem vivida, que se pode dizer, então, de mais de mil?
Quantas vidas passaram por estes três primeiros anos?
Três anos:
Quantas vidas?
A poesia é de sete cabeças...
E quantos corações?
Quantas vidas?
A poesia é de sete cabeças...
E quantos corações?
Infinito é o que não dá pra contar, o imensurável. Se alguém duvida, que tente. Em termos estritamente anatômicos, a cada cabeça corresponde um único coração. Mas é pra contar os corações em quantidade ou para medir seu efeito sobre outros? E como se mede isto? Tem tamanho?
Venham, então
mais infinitos anos
vezes sete cabeças
mais tantos poemas
vezes incontáveis vidas
de poesia no ar
fazendo um mundo novo
e melhor
a cada dia-poema-ano-coração-vida.
mais infinitos anos
vezes sete cabeças
mais tantos poemas
vezes incontáveis vidas
de poesia no ar
fazendo um mundo novo
e melhor
a cada dia-poema-ano-coração-vida.
Parabéns a este blogue que é sempre uma festa!
Salut!
sexta-feira, julho 03, 2009
liquefeito
- Aceito! -
e me aparece um minuto depois
com um Dry Martini.
Faço um brinde
, brinco um gole
... e acabo olivia
deitada nos braços brutos
dum copo de leite
; era azeitona
,
agora sou azeite.
Alex Pinheiro
(http://invento0.blogspot.com)
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
e me aparece um minuto depois
com um Dry Martini.
Faço um brinde
, brinco um gole
... e acabo olivia
deitada nos braços brutos
dum copo de leite
; era azeitona
,
agora sou azeite.
Alex Pinheiro
(http://invento0.blogspot.com)
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Meu convidado especial já é de casa! Apareceu aqui e aqui. E não poderia faltar nessa festa! Obrigada, Alex, pela presença - o pão francês de cada visita - e por suas maravilhosas invenções!
quarta-feira, julho 01, 2009
É Festa!
Eita!
As festividades continuam e quem nos presenteia hoje é o queridíssimo Beanes.
Poeta grandioso e com tórax de superman.
Muito mais de Alexandre Beanes você encontra aqui
Pois que venha a festa
Esse ritmo que baila,
Essa palavra que canta,
Que toma conta da boca
Num beijo ascendente.
Vamos festejar!
Para isso foi feito pés,
Braços, corpo.
Para isso fizemos amor,
Doces, poesias.
O nosso folguedo nasce em dia santo.
Comemora com fogos e quermesses.
Não é preciso nada além de entrega
E encontros.
Para isso, tempo de festa.
Sim, estamos prontos!
As festividades continuam e quem nos presenteia hoje é o queridíssimo Beanes.
Poeta grandioso e com tórax de superman.
Muito mais de Alexandre Beanes você encontra aqui
Pois que venha a festa
Esse ritmo que baila,
Essa palavra que canta,
Que toma conta da boca
Num beijo ascendente.
Vamos festejar!
Para isso foi feito pés,
Braços, corpo.
Para isso fizemos amor,
Doces, poesias.
O nosso folguedo nasce em dia santo.
Comemora com fogos e quermesses.
Não é preciso nada além de entrega
E encontros.
Para isso, tempo de festa.
Sim, estamos prontos!
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