quinta-feira, fevereiro 03, 2011


A cidade vazia, todo mundo vivendo o verão em altitudes distantes.
A lua pendurada no céu como filme saído de um velho projetor.

Silêncio terrível a noite que começa.

Resolvo fazer café para mim mesmo e exagero a quantidade.
Acabo bebendo tudo porque sempre lembro o quanto você odeia desperdícios.
Essa noite imensa, vagando pela casa como menino perdido no supermercado.

Um astronauta poderia ter visto a tristeza em meus olhos, lá do espaço.

Lembre-se de lembrar de mim
em algum lugar do seu passado
flutuando como um beija-flor.

Um comentário:

Daniella Caruso Gandra disse...

É.. algumas lembranças são como um leve coçar por trás da orelha.