quarta-feira, dezembro 02, 2009

Excessos.

Não são versos de ofensa os que trago no peito. São fragmentos, ecos e miragens. Paisagens esquecidas, telas não pintadas, salas de embarque vazias. São tão vivos que me salta aos olhos e me fecha as narinas. Não são ofensas. São riscados, desencontros entre mim e a poesia. São ligações não atendidas, mensagens não enviadas, discos arranhados. Excessos.
Não, não é o verso que me falta, é a própria falta do verso.

8 comentários:

Alexandre Beanes disse...

duvido que versos te faltem
que saltem
fujam de você

pois é aí dentro
do seu peito
do que te dá na veneta
que ele encontra morada
e só sai (já que é quentinho)
quando encontra no meio do caminho
papel e caneta.

Ser em construção disse...

O que falta?
O Silêncio.
Parabéns pelo blog.
beijos

J.F. de Souza disse...

uso os excessos
- que se escondem nos detalhes,
como o Diabo -
para extrair-lhes
versos
- melhor que deixá-los
amontoados
em minha vida

J.F. de Souza disse...

Gosto do que vc escreve, Alhi qrida! =)

=*

Rodrigo Mesquita disse...

Continue com teus excessos. Nós permita o deleite com tuas migalhas.


1000 bjs/s

moacircaetano disse...

O que falta é quase sempre o que preenche...

Gil disse...

Cores que não se misturam, não dão no branco, não há branco prá descansar os olhos. Isso eu entendo bem, Line. então, que seja um créme de la vie combattu.

Beijo.

A czarina das quinquilharias disse...

tá maravilhoso esse texto, branca...