quarta-feira, outubro 14, 2009

espelhos

coleciono as tuas rugas
como se fossem brinquedos
uma por uma
algumas mais jovens
outras nem tanto...
mas há lugares
onde nem tuas rugas
permintem o entrar,
labirinto e corredores,
são os teus espelhos
que me cegam o olhar.

6 comentários:

Cosmunicando disse...

bela analogia :)

Bárbara disse...

Me lembrou meu professor de matemática,gostei do poema.

Sandra Regina de Souza disse...

leio ecos... rsrs...bjo

moacircaetano disse...

o buraco do espelho está fechado...

Elaine Lemos disse...

Entra tateando!

Muito bonito este, Alhi!

Fez-me lembrar o soneto 22 do Shakespeare, que eu adoro: "O espelho não me prova que envelheço/ enquanto andares par com a mocidade;/ mas se de rugas vir teu rosto impresso,/ já sei que a morte a minha vida invade/ Pois toda essa beleza que te veste/ vem de meu coração, que é teu espelho (...)"

E o meu "Mundo ideal", um mundo em que se usem "(...)pinças para colecionar as pintas e as rugas do amor (...)"

No aguardo do meu abraço real!

Um beijo.

J.F. de Souza disse...

=)

=*