domingo, fevereiro 14, 2016

Amar - poema de Keila Sgobi de Barros

Amar-te foi encontro de mares
Mergulhei em tuas águas
Aprofundei-me em mim.

Na calmaria de nossas águas
Deixei-me levar pelas marolas
Abandonei-me em teu movimento
E perdi-me de mim.

Os mares se desencontraram
e o colo de suas ondas
desapareceu.

Êxodo.

Senti as profundezas de nosso oceano
secas e sem vida.

Ressequei-me.
Desapareci.


Amar-te foi a morte.
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Keila Sgobi de Barros por J.F. de Souza:

Força. E sabedoria. Vejo isso em sua poesia sempre.
Em meio aos caminhos que essa moça segue, vejo a força
de quem pega cada pedra e faz delas
fogo, leite, sopa, pó, arma, abrigo, nada, tudo!
Tudo o que mandar sua sensatez - ou sua loucura, o que
melhor lhe couber na hora.

Sou fã declarado dessa menina, que me traz essa força e
sabedoria em sua poesia. E espero que todos possam apreciar também.

10 comentários:

Sandra Regina disse...

belíssimo poema!! apesar da dor!... porque amar é impreciso!

Caminhos... disse...

7 Cabeças! Queridxs! Exemplos!
Gratidão!
<3

J.F. de Souza disse...

hei de amar-te
até a morte
- foi o que disseste

eu, que não entendia
nada
de morte
- e, talvez,
nada de amor -
me entreguei

até que
a morte
veio

e eu ainda não entendia
nada.

Nanna disse...

Profundezas da vida...

moacircaetano disse...

Forte.
Mortal.
Como os melhores venenos.

Rayanne disse...

Amar é morte cotidiana. E vida. Algumas vezes mais viva. **Estrelas!!**

Marina disse...

Lindo, Keila. Estou nessas profundezas a desaparecer...

Leandro Jardim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leandro Jardim disse...

Se a morte vem do amor
A sorte pode vir marte
O certo é que nalgum foguete
Algo pousa e algo parte

-

Salve salve, amiga!

J.F. de Souza disse...

Isso ficou bom, bro!