quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Brisa - poema de André Lasak

O convidado de hoje é André Lasak, grande amigo das cabeças deste blogue.

Nas palavras de Elaine Lemos:

"Redator-peregrino, como se define. Paulistano de sotaque e nascimento. Colecionador de quimeras. Augustino, recita 'Versos Íntimos' como ninguém!

Saudades de sua voz nos saraus da Sandra!

Sirvam-se de André Lasak!"
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Pois sirvam-se deste belo escrito de Lasak:


Brisa

Vagalumes tortos
Ao relento
Brilhando por seus mortos
No cimento

O céu cai sobre a Lua
Num momento
O vento move as folhas
Do cimento

Estrelas cadentes
Somem no escuro

Pássaros prateados
Planam com o vento

O fogo se apaga
num segundo
O vento se inflama
O sol escurece

A Lua incide
Luzes azuis no mundo
E tudo some
Com o vento

7 comentários:

J.F. de Souza disse...

Some
Com o vento
Tudo
O que deve
Sumir

Leandro Jardim disse...

Coisa linda esse poema, hein Lasak! Muito bom!
Saudades, meu caro!
abração,
LJ

mg6es disse...

o vento é senhor das coisas móveis.

grande Lasak!

abs!

Caminhos... disse...

Sopro..
:)

Caminhos... disse...

Sopro..
:)

Nanna disse...

E me levou...
:)

moacircaetano disse...

Natureza viva.