terça-feira, fevereiro 02, 2016

FURACÃO

Agora que encontro a porta aberta 
Dos olhos, do corpo, da alma,
Revejo que a mira estava certa
Sem pressa, com calma,
Porém torto, doido, ante a entrega.

Me fez menino abusado
Voyer de tudo que mira em ti.
Pór isso, ao decote levado,
Arrasta meus olhos (castanhos armados),
Afaga o desejo (de ser enlevado),
Arranca o azul (juízo tomado)
Da doce saliva que te quer em mim.

Paro, para ter a certeza,
De que trazes um sim vestido de não.
Encaro calado a nua natureza
A minha preta, ali, deitada no chão:
'És banquete de cama, fogão e mesa'
Mil talheres, mil joguetes de entregue paixão.

No mar que mergulho minha língua
Encontro suas pernas em pleno frisson
Tomamos-nos, como poetas ante a rima,
Ao som dos gemidos, do gozo bom.

Êxtase.

Antes um menino à míngua
Agora ofegante canção.
Deito, como em mim tu deitas (Preta minha)
Depois da entrega, folia, baião.
Antes arfante ventania,
Agora (graças e por ti, Preta) tranqüilo furacão.

10 comentários:

Julia Pires disse...

Show!!

Lubi disse...

<3
bom encontrar essas pessoas,
bom encontrar esses momentos.

Alexandre Beanes disse...

Obrigado!

Alexandre Beanes disse...

Obrigado, Minha Xu!

Rayanne disse...

Girablue!

Pintando o 7 como uma locomotiva!!! SaudARDE!!!!


***ESTRELASEMPRE***

Moacir Caetano disse...

Uau!!!!

Nanna disse...

Eita que calor aqui!
;)

J.F. de Souza disse...

Ah, a Poesia... Essa entidade que faz, de arfantes ventanias, tranquilos furacões... Poesia, sua loka!

Parabéns, Beanes, pela bela obra! :)

Leandro Jardim disse...

O blog retoma de maneira caliente! Uhu!

Marina disse...

Que delícia! :)