sexta-feira, fevereiro 26, 2016

(NA)MORADA

Quero mais é que esse sentimento
Traga logo suas roupas
Para dentro de casa.
Mude com tudo:
Tralhas, trouxas, beijos na boca,
Melodias, desejos entre as coxas e todas as malas.
Que venha tomar conta da alma que agora abriga
Trazendo com ele todos os versos,
Rimas, sonhos e canções amigas.

Quero mesmo é deixar o medo
Plantado no jardim do quintal,
Na varanda da sala,
Algum lugar bem na nossa cara
Para que dele possamos colher pétalas
Para o chá de “vamos-em-frente”.

E alí, para nosso deleite,
Durante os beijos
Que o mundo anoitece
Ante nossas pálpebras fechadas,
Percebamos que a alma, finalmente,
Encontrou a perfeita morada. 

7 comentários:

J.F. de Souza disse...

E aqui temos dois corpos que passam a ocupar o mesmo lugar no mesmo espaço e no mesmo tempo. Newton, pelo visto, entendia de coisas que sobem e tendem a descer, mas não muito de amor - nem de poetas que viriam a subverter essa ideia. :P

Caminhos... disse...

Este, para mim, é subversão!

Caminhos... disse...

Este, para mim, é subversão!

J.F. de Souza disse...

Pra mim tbm. :)

Leandro Jardim disse...

é de moradas assim!
é de moradas assim!

Nanna disse...

Encontro dos sentidos!

moacircaetano disse...

Escova de dentes do outro na casa da gente. Tem coisa mais linda?