terça-feira, fevereiro 09, 2016

O longo braço de Deus

O longo braço de Deus,
enquanto eu dormia,
atravessou o tempo e o espaço
e pousou em meus braços
naquela tarde fria.

Pai carinhoso, cheio de zelo,
acarinhou meus cabelos
e disse-me, suave:
"Filho, minha pequena ave,
não te aflijas mais.
Fica em paz.
Siga teu caminho,
leve, livre de culpas,
de autorrecriminações injustas;
para com esse medo medonho do pecado.
Seja você mesmo, talhado
nas pedras de tudo o que viveu.
Esqueça que eu
sou o princípio e o fim de tudo
e escreve tua própria verdade.
Amém.
Seja feita a tua vontade".

Acordei
e não me afligi mais.
Fiquei em paz.
Segui meu caminho,
leve, livre de culpas,
de autorrecriminações injustas;
parei com esse medo medonho do pecado.
Fui eu mesmo, talhado
nas pedras de tudo o que vivi.
Sofri, chorei, sorri
e escrevi minha própria verdade.
E fui feito à minha própria vontade".

O fim, já sei de cor.
Enfim, um ser humano melhor.

10 comentários:

J.F. de Souza disse...

(...)"talhado
nas pedras de tudo o que vivi"

Sim! É isso!

Leandro Jardim disse...

Sempre bom cantar junto esses cantos!

Leandro Jardim disse...

Sempre bom cantar junto esses cantos!

Caminhos... disse...

Amém!

Caminhos... disse...

Amém!

mg6es disse...

"Fui eu mesmo, talhado
nas pedras de tudo o que vivi."

é para que servem as pedras...

ótimo poema, Moa!

abs!

Rayanne disse...

Com soante! **Estrelas, doce!!**

Marina disse...

Belo, Moa. :)

A czarina das quinquilharias disse...

que arraso!

Nanna disse...

Lindo, lindo, lindo!!