terça-feira, julho 22, 2008

Despedida, ainda que nada seja definitivo na vida...

Por agora vou desistindo
de pertencer à geração,
de lecionar antigas réguas
e de muita pretensão.

São como malas
atiradas de um balão,
em que agora me avisto
e que, por ora nu, o visto
a voar por onde o são
(ou ainda serão)
salas... de estar,
valas... do errar,
cortes, tombos e talas,
desejos e outras estrelas.

Até onde não atinei, cantá-las,
mas me sei mais leve, as entôo.
E quero mesmo é algo que carregue-me
à margem de outra viagem
sem ancoragem desde já necessária,
mas plena de beleza em forma vária,
ou algo dessa natureza.


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amigos,
sei que a semana é de poemas curtos.
Mas como hoje ainda não havia
meu substituto,
alonguei-me à despedida.
E com esse poema antigo,
pleno de algo novo que me invade,
do B7C me dispo e despeço,
já com essa doce saudade!

8 comentários:

moacircaetano disse...

Grande Garden,

Despedidas são longas.
Abraços são sempre curtos,
sempre poucos pra saudade.
Poemas são sempre tantos
ainda que sejam só um.
E ausências doem tanto
ainda que sejam ausência.

Vai,
mas deixa o cheiro de flor
e esse canto.
Vai.
A gente aguenta o tranco.

J.F. de Souza disse...

Este canteiro,
Jardineiro,
desde já sente a saudade...

Mas vamos continuar a cuidar
das flores que plantaste

A poesia sempre florescerá por aqui!


Meus []s saudosos!

(l' excessive) disse...

Desde que a poesia continue com você, seja lá onde estiveres, acito sua despedida do 7 Cabeças.
um abraço

Anônimo disse...

eu toh emocionada demais pra escrever... por enquanto só sinto
e sinto já uma saudade tamanha.

Alhi.

A czarina das quinquilharias disse...

(fica, vai?)

Anônimo disse...

Que pena...sinto mesmo...
Boa sorte, belas poesias, luz!
Marcia

Carol disse...

Adorei o blog.
De verdade.

Um beijo da Carol.

Mary disse...

Vai deixar saudade, Jardim...

Belo poema!

Beijoss