segunda-feira, fevereiro 09, 2009

conflito

A mentira tem perna curta
que nem a vara
com que ela cutuca
a verdade
(a onça, não).

A verdade,
crua e nua
com a mão no bolso
e três pedras noutra mão.

E foi um quebra pau
sem bater
bem da cabeça
(-dura)

E tanto bate até que fura

Daí foi preto no branco
unha e carne
(-viva)
e um minuto de silêncio
e de volta à ativa

E a mentira dando o sangue
suor e lágrimas
(-de-crocodilo)
escarrado e cuspido

[uma faca de dois gumes
deixa tudo
sem pé nem cabeça]

Até que acaba o confronto
o dois-mais-dois
lados da moeda
é tiro
e
queda.

e é só isso, my boy:
cuidado com a verdade
(-dói).

10 comentários:

André Lasak disse...

Ducaralho, Czarina!

Muito bom!

Beijão!

Poeta Matemático disse...

Engraçado, antes de chegar no meio eu já sabia que só podia ser da Czarina. Parabéns, um poema muito bom, muito bem planejado e executado...

Reflexo d'Alma disse...

Ei!
Estou passando pra conhecer
e voltar logo.
Linda semana.
Bjins entre sonhos e delírio

Leandro Jardim disse...

Simplesmente sensacional!!! Tão bom que dá vontade de sair por aí xingando tudo!

Ah, Cza cza... to te devendo um trabalhinho que eu prometi, esqueço não...

beiJardins

J.F. de Souza disse...

CARÁLEO, CZÁ!!!

TEUS ESCRITOS SÓ ME DEIXAM SEM UM ARRANJO DE PALAVRAS À ALTURA, MULHER...

ESPETÁCULO!!! =D

=*

J.R. Lima disse...

sementeira de verdades
que não germinam

a mentira é de verdade?
ou é só uma verdade
de mentira?

Ariane Rodrigues disse...

E o que é popular?
E o que é erudito?

O que será que não foi dito no dito?

Lindo!

Rodrigo Mesquita disse...

Quem diria que os lugares-comuns fariam algo tão fora do comum?

LINDO, ÓTIMO.

aline disse...

recado dado :)

show, preta.

Mary disse...

genial! :)

:*