quarta-feira, abril 21, 2010

Cinco para às seis

Quando chegar
das noites mais frias daí
de longe assim dá pra sentir
o descompassar que há de vir

Qual é a hora?
quando é verão pra lá do horizonte?
se for agora...sempre demora
mais um segundo fluindo os instantes

E essa saudade
qual o assunto da pauta do mês?
tantos caminhos indo e vindo...
quase só, quase sorrindo
quase cinco para às seis

Viajante dos muitos mares
amares por todo o quarto
ultrapassando as cortinas
reverberando os compassos

Sereia desta baía
seria alheia aos meus versos?
toda distância em si chama
para bem mais que o mais perto

Musa das canções que fiz
junto ao baque das ondas
pés na areia, sigo às tontas
como fosse tudo afinal de contas.

2 comentários:

J.F. de Souza disse...

é mais longo quando se espera demais, nunca chega, parece...

ainda espero.
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Excelente estreia, grande Clóvis!

1[]!

Mary disse...

Bem-vindo, Clóvis! Amo!!!

Feliz de ler vc aqui neste espaço tão querido! ;)

Beijos!