sexta-feira, abril 16, 2010

Sampa

temo São Paulo
embora minha, quando
humanos integram a paisagem
concreta dos prédios.

eu me pergunto
que jeito essas caras
esses corpos
diferentes do meu

consumidos pelo vazio
que é a madrugada,
mas para sempre.

2 comentários:

Ramon Alcântara disse...

Lunático por debaixo dos pés dos carros engarrafados, ando bêbado na contramão. Na praça o surdo escuta um sambão. O chinês fala pro baiano, sampa é nação. É nós? É não.

J.F. de Souza disse...

e assim será
até ficarmos
cinza
como essas imagens