segunda-feira, março 19, 2007

Cativeiro

Vejo-me pendurada
Em um velho guarda-roupa
Rodeada de naftalina
Por todos os lados
Percebo que engraxam os sapatos
Todos os dias, mas, não usam...

De onde estou observo
Todas as manifestações
E todos os arroubos de paixões...

Desejo ouvir música
Sentir o cheiro de vida...
Parei de emitir sons
E tento ouvir através do silêncio.

O corpo dói,
Sinto frio,
Durmo e acordo,
Ao mesmo tempo.
Sonho com um resgate
Que nunca virá.

9 comentários:

Leandro Jardim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leandro Jardim disse...

estiveste
vestimenta
um dia alguém entra
e te veste
e te venta



hehe, adorei!

beiardins

czá disse...

tinham mais é que espantar as traças, e te levar pra passear
:*

Ivan Siqueira disse...

A moça que pariu poesias..
Saudades..
Bjus

Nelson disse...

às vezes vem.

Juliana Marchioretto disse...

tem que ver o sol...

:)
bjo

ácido poético disse...

Maravilha moça, maravilha..

beijos
Brunø

Múcio Góes disse...

tédio.

remédio?

ré maior.


bjo.

Mary disse...

Belo, Line!

Como disseram aqui, tem que ver o sol e esquecer da escuridão...

:**