quarta-feira, novembro 25, 2009

PROLIXO

A minha poesia
Gruda minhas paixões
Aquelas mesmas que me pegam de jeito
Que me mudam o rumo
Que me partem
Se partem
Ficam
Vão
(de ir embora,
o verbo que se vai,
nunca é aquele
que não vale a pena).

A minha poesia
Se rende sempre ao todo
Do meu jeito fácil
De me apegar
Apaixonar
Correr
Lutar
E voltar atrás
E voltar
Voltar...
Pois sou assim
Aquele que se apaixona.

A minha poesia
Esquece os trancos
Barrancos
Se entrega ante a minha entrega,
À minha entrega
Cola na pele
Rasga
Conserta
Enxerta
Salta.

A minha poesia teima
Em ser assim
Sem revisão
Com sobras
Sem tempo
Com desleixo
Sem fuga
Com jeito

A minha poesia
Fala demais
Prolixa!
Mesmo quando (nesse segundo)
Só queria falar de saudade.


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E chegou a última quarta-feira de novembro e a minha saudade daqui vai ficar.
Foi uma honra participar desta constelação de versos.

5 comentários:

A czarina das quinquilharias disse...

a minha também é assim, sai em jorro.
linda estadia, beanes, foi um prazer ter vc com a gente

bjs!

Camila Lemos disse...

Acho que por vezes é assim,quando o "assunto" é saudade...

Bonito.

:)

Mary disse...

saudade sentiremos de vc e sua poesia, beanes! ;)

moacircaetano disse...

Me identeifiquei, pois a minha poesia também é meio assim, sem cortes, sem revisões, sem rascinhos e copiões.
Abraços. E obrigado por colorir nosso espaço.

J.F. de Souza disse...

Gosto de escrever sobre o que é a poesia em mim... =)

Excelente, mr Beanes!

Também sentiremos saudades! Mas vamos marcar de nos visitar mais vezes... =)

Nao deixe de escrever! =P