sábado, março 22, 2008

Gravidade

É deliciosa a sensação de sair do chão.
O frio no estômago, a delicada pressão.
O som mecânico das hélices ao fundo.
A metálica voz dos alto-falantes.
E o zumbido dos preciosos instantes
antes de adentrarmos novo mundo.

Diferente este, pois das aves e do sol,
nuvens, estrelas e um suposto Deus.
Envolvo-me, centenário caracol,
nas camadas sucessivas dos meus eus.

5 comentários:

A czarina das quinquilharias disse...

e aqueles amendoizinhos grátis, que maravilha, amendoinzinhos gratis...hehe
bjo moa!

Múcio L Góes disse...

mais um bom poema dessa safra infinda do bom Moacir, para nosso deleite e graça.

[]´s

Leandro Jardim disse...

bons poemas astronautam da boa cabeça de Moa!

Aline disse...

flutuar é preciso
viver não é preciso...


=*

J.F. de Souza disse...

Dá-lhe Moacir! Fico por aqui... Por terra...