segunda-feira, maio 12, 2008

das tragédias

Na desertidão abafada
No silêncio suspenso
do depois da catástrofe

Vê:
a silhueta ao longe
o poeta ainda anda
por entre os escombros
se abaixa
cata estrofes
e vai se curvando
com seu peso nos ombros

6 comentários:

Leandro Jardim disse...

Uau, chega a parecer meu!

Luiz Guilherme Amaral disse...

Sublimão!

moacircaetano disse...

Nossa, Cza!
Denso demais, triste, dolorosamente belo!

Aline disse...

deita
dorme
e
sublima...

lindo, preta.

Múcio L Góes disse...

mestre em matéria de escombros, poeta nunca dá de ombros.

bjo.

Anônimo disse...

Isso é que é poema!
Marcia