terça-feira, maio 13, 2008

Jardín Japonés: Un Día de Abaporu

Apesar de Japonês
o Jardim (não eu,
o ponto turístico de Buenos Aires)
lembrou-me minha natal Copacabana:

aquelas bocas pedintes
de peixes, como meninos,
contrangendo-me à despeito da paisagem.

Antes havia eu visto Tarsila,
a Viajeira,
justo num museu da Argentina,
pela primeira vez.

Era novamente outro eu ali,
nem brasileiro sendo: mais
um Jardim estrangeiro
pelos dias que vivi.

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Abril de 2008
(da série Poemas Porteños)

4 comentários:

Anônimo disse...

Eu me sinto um estrangeiro,
passageiro de algum trem...

Anônimo disse...

Caramba, Jardim, nenhuma referência jamais lhe passou despercebida! Antenas ligadíssimas as suas!
Além de ser um maravilhoso poeta, é o letor dos sonhos de qualquer escritor! rssss...

Anônimo disse...

ah, Jardim!

coisa mais preciosa...pareceu-me auto-biográfico... lindo demais.

Beijo!

Múcio L Góes disse...

é... soube que juntaram um milhao de milhoes pra trazer Tarsila de volta, mas o argentino nem ligou... :/

sorte sua, Jardan, que a viu de peto, tvz eu nunca.

ótimo poema!

[]´s