quarta-feira, março 25, 2009

planeta saudade

neste meu hoje
onde toda noite é dia
e dia escuro feito noite
lembro-me de pés na areia
de observar a noite
de querer ser estrela
lembro-me de supernova
do fazer pedido
e querer ser desejo
e explodir em infinitos
corpos celestes
mas neste hoje
onde tudo é realidade
só me faço saudade
querendo ser memória
desejando estar a parte
e ser vazio de solidão
de não ser planeta
e ter em tua mão
tudo o que vejo daqui
deste relicário gigante
que chamo
de realidade equidistante.

5 comentários:

Sandra Regina de Souza disse...

ALINE!!! Que coisa mais linda... tem uma meloDIA... é um poema de outro mundo!!! bj

J.F. de Souza disse...

planeta visível a olho nu
se sente sua força magnética desde aqui

Mary disse...

hum, faz tempo que não coloco os pés na areia para observar a noite... deu saudade mesmo! :)

lindo, alhi! (L)

:*

moacircaetano disse...

Lindo, amor!
Distância não se mede em quilômetros ou horas, mas em saudade...
E saudade não se mede em palavras ou gestos, mas... em amor!
Vidas são planetas com órbitas distintas, por isso tanto desencontro... e se acham, depois se perdem, depois se buscam...
Muitas vezes os buracos negros, as atrações gravitacionais, as atividades interestelares fazem com que a estática se sobreponha à comunicação, mas as lembranças da viagem, doces, ecoam eternas, viajando anos-luz em direção ao sempre...
Beijos infinitos!

Múcio L Góes disse...

oceanos-luz de saudades...

é...

=*

o resto é amor.