segunda-feira, agosto 28, 2006

Lamento

A carne fria
Descansada e pura
Dorme um sono eterno.

Desilusão bandida
Sorrateiramente roubou
O último suspiro poético.

Enquanto dorme
Não sonha
Apenas divaga.

Lembranças eternas
De uma vida
Muda.

Ressuscitando
Dia após dia
Em rimas rubras
De um eterno amor.

10 comentários:

Bill disse...

Eterno recomeçar, com a mente branca coberta por um pó de duvida, seguindo um destino traçado por caminhos tortos...
Ressuscitando o amor, aquele que a pouco queimou ate as ultimas gotas...

Lindão demais moça =]

Linda semana pra tu

:**

Múcio Góes disse...

lamentar é melhor que lá mentir. lá dentro, da gente, tem sempre algo que mente.

bjo.

Maia disse...

Profundo como o lago fundo de meus sonhos e amores moribundos. Até.

Maia disse...

Profundo como o lago fundo de meus amores e sonhos moribundos. Até.

Leandro Jardim disse...

é, a vida é bem assim!

Nanna disse...

Ruínas de um amor inacabado...

Beijos, dear...
:)

Mary disse...

Lindo, Aline!

A vida e suas dores rubras e seus amores eternos... :)

Adorei.

Bjus!

a superlativa disse...

"tudo que morre, fica vivo na lembrança... como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça..."

moacir caetano disse...

lamentos podem (e devem) ser belos assim...

Jefferson de Souza disse...

Lindo!

=*