sábado, agosto 12, 2006

ALTO

A extensão do vazio.
O espaço erradio
entre meus olhos e o chão.

O vento frio, frio,
o movimento fugidio
das folhas ao meu redor...
e a vontade imperiosa
de retornar ao pó...

Metade dos pés
pra fora da fachada.
Metade do corpo
e quase toda a alma
à espera da decolagem.

Olho, olho, penso,
e me dou mais um dia.
Recuo, meio sem graça...
Olho a lua que nasce
e o sol que se retira.

Ainda não...
hoje não tive coragem...
Mas um dia esse asfalto
vai tatuar em sua pele
a minha imagem...

11 comentários:

Tanara disse...

Tão distante...
Quase uma pintura.
.
beijos

Nanna disse...

Uma delícia de ler...

Beijos!
:)

Pedro Sousa disse...

Parabéns pelo blog!!Está bastante original e criativo. Bonitos poemas...

Voltarei sempre que possível.

Bjs

Pedro Sousa

Visita o meu blog e comenta os posts:
http://blogdoengenheiro.blogspot.com/

Keila Sgobi disse...

pois é...pois é...
reconheço esta imagem...

beijos enluarados (ela costuma dar vida)

-drika. disse...

aiii aiii
Como é duro ter que se decidir, estar numa encruzilhada, ter vontade de agir.
Pq minha vida é eternamente esse poema?

Leandro Jardim disse...

Caramba, forte!
e muito bom!

abraços

Aline disse...

Intenso!

Belas palavras.

:*

Mary disse...

E do alto eu vejo toda essa poesia...

Lindo, Moacir!

Beijo!

Múcio Góes disse...

Cara... "tatuar em sua pele a minha imagem"... um primor!

belo.

[]´s

Jefferson de Souza disse...

Lembro-me das vezes em que me fui pra beira do meu abismo particular...

Hera disse...

Poxa. Me fez chorar! Claro que você não deveria estar pensando no meu tipo de "voo", mas é mais forte do que eu... Eu vôo de parapente (ou voava...) Seu poema me vez voar de novo. E chorar. Obrigado