domingo, outubro 01, 2006

SEXO VERSORRÁGICO

Digo-me
Digo mensagens por entre pernas
Divago mentiras, distorço imagens
Vazo em ritmos, rimas e vasos de flores
Esvazio-me
Um vazio que gira, zigzagueia em mim
Que entra e sai num nexo frenético
E os pensamentos, tantos, tântricos
Complexamente estéticos
Como mantra o mandamento
Fico-te
Fico tecendo meio no meio
Saldando dívidas e saudando a vida
A devolver saliva
Brindo-te
A testar um verso suado
Soprado num canto mais que de perto
O poema de corpo elétrico
Num sincero tilintar

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música que recomendo: "Coração Vulgar" do bamba Paulinho da Viola

12 comentários:

vanessa_fmc disse...

Sensacional! A analogia foi brilhante!!! E que o verso suado não só te satisfaça como também desperte o gozo de quem é brindado! Parabéns!!!!!!!! Beijos!

Carol disse...

Forte, um soco bem dado. Gostei bastante.

Besos,
Carol

Marcellinha disse...

Hum... bem interessante...
Bj

Múcio Góes disse...

disse o poeta: "vazio agudo meio cheio de tudo". Poema cantado com força. Muito bom!

[]´s

Aline disse...

Ouvi um violão
melodiando teus
versos...

Um beijo!

Maia disse...

Muito belo, Leandro. Já percebi que deste Jardim há sempre de brotar coisas belas. Até.

Juliana Pestana disse...

Mto bom isso, Leandro. Constante, incessante, pulsante... pra cacete! Forte!

bjos.

Keila Sgobi disse...

batidas e zumbidos compondo bela canção

sexo versorrágico

o nome já é sonoro
o conteúdo,

com
plexos!

Jefferson de Souza disse...

Eita porra! Esse é FODA!

Mary disse...

Belo poema, Leandro!

Que traz eletricidade no sincero tilintar das palavras... :)

Bjus.

Nanna disse...

O sexo dos poetas...

Fantástico, Le!

Beijinhos...
:)

moacircaetano disse...

uau!