quinta-feira, outubro 26, 2006

Subentenda-me*

Não ouça o que estou dizendo
Ouça o que eu quero dizer
Em tom sublime
Frases subliminares
Intenções segundas
Terceiras
Diversas
Múltiplas...
Leia!
Está escrito
em minha testa
Talhado com canivete...
Leia meus lábios
mudos
e surdos
Interprete meus sinais
Leia minha mente
criptografada
Hieróglifos
Decifra-me
(ou devoro-te)
Descobre-me
(e conquista-me)
Desvenda-me
Abra os olhos
desse pobre falso cego...
Abra teus olhos
E olhe em meus olhos
Me olhe na cara!
(Qualquer uma das duas!)
Não ouça o que estou dizendo
Ouça o que eu quero dizer
Subentenda-me

16 comentários:

Poeta Matemático disse...

É, não consegui...

Sinto muito...

Deve ser a chuva

rsrsrs

mary disse...

Adorei, Jeff!

Às vezes é tão complicado ouvir assim... É bom ouvir o silêncio, mas sem querer muito entender... rs :)

Beijos, querido!

Bela Lachter disse...

adorei!
às vezes tudo q a gente quer é ser subentendido.. pelo menos eu...

Nanna disse...

Isso poderia ser [tranquilamente!] uma declaração-de-amor...

Achei fantástico o que escreveu!

Monte de beijinhos, dear...
:)

Rayanne disse...

Tremendamente musical. Lindo.

**Estrelas**

Octávio Roggiero Neto disse...

Jefferson, preciso de um link seu pra que eu possa colocar lá no primícias poéticas, já que o "Escúchame porra" está fora do ar.
Quanto ao Mindinho, cê não vai acreditar, mas ele é da Barra Funda mesmo. Só quem passou pela situação descrita no texto, como você, que saberá um pouco mais sobre Tipim e sobre o próprio Mindinho, metáforas que são estes dois personagens.
Té mais, meu caro!

Patyçazinha disse...

Pacificamente bela na sua essência!!!
Eu leio...
Eu decifro...
Eu ouço...
Assim q eu puder...hehehe
Bjs no Coração
Paty

Maia disse...

Mandou muito bem, Jefferson. Meus sinceros parabéns e afetuosos desejos de boa sorte...seja lá o que você esteja a querer. Vá lá. Até.

Aline disse...

Muitíssimo bem, Jef!

Bjão

Octávio Roggiero Neto disse...

Fejones, subentendendo-te os poetas-leitores estarão decifrando a si mesmos, aí o poder da comunhão propiciada pela Poesia, pois nos convida à interiorização e análise de nós mesmos pelas palavras de outros homens. Isso pra cê ver a responsabilidade que temos em mãos! Poesia é a revelação de nós para os outros e de nós para nós mesmos.
Té mais ler!

Leandro Jardim disse...

Primoroso!

Raquel disse...

eu me sinto sempre tentada... ;)
bjin, bonito escrito!!!

KAtheryne disse...

Queridíssimo, vc. com tudo isso, lindo poema versátil quis dizer, olhe dentro de mim, por favor!!! Um apelo. beijos com enorme carinho kathy

Sol disse...

não sei, eu acho q já li este poema... li? não sei... mas eu gosto muiiiiiiiito dele! mesmo....
é mto bom!

sandra disse...

Muito bom!!! Adorei... "subentenda-me"!!! Beijos

Juliana Pestana disse...

Noooossa, que delícia isso Jefferson.

Bom demais... "subtenda-me" porque na maioria das vezes o que queremos dizer está somente nas entrelinhas.

bjos meus.