sábado, julho 07, 2007

Um velho LP furado
tocando sempre sempre a mesma nota
pulapulapulando
pulapulapulando
flutuando
na sempre mesma velha rota

Aquela estação de rádio
que sobrevive
entre antigos comerciais
e novos cccccchhhhhhiiiiadossssss
locutores senis e jingles ultrapassados

A TV pré-circuito-integrado technicolor
e suas válvulas gigantescas
seu seletor pesado e enferrujado
seu lento liga-desliga-liga-desliga
e soap-operas popularescas

Meu quarto, minha vida, minhas mãos
entre os móveis empoeirados e os mesmos senãos
minha pele cansada
e meus olhos que rumo ao nada
se perdem entre a tua ausência e a minha indecisão...

2 comentários:

Sandra Regina de Souza disse...

Sacuda essa poeira... troque a mobília e seja feliz! (pode acreditar: funciona!!) beijos desempoeirados!

Múcio Góes disse...

Moacir, meu velho... mais um poema teu q vai pra lista dos que eu queria ter feito.

perfeito.

[]´s