sexta-feira, agosto 22, 2008

Cinzas

I

Um traço de sangue

Entre os dedos
Separa minha dor
Dos teus medos

Um risco de luz
Entre os desejos
Separa teu silêncio
Dos meus devaneios

Cinzas de amor
E a vida abrasa


II

A paixão desmedida
O encontro de bocas
A alma lavada
O desejo bravio

Só o tempo acalma
As cinzas do fogo
e da dor
Isto que chamam
de amor


III

Meu corpo queima
Apetece de vontade
Tateia tua ausência
Nesta noite cinza


~~~

este poema é de fevereiro de 2006 e não sei explicar bem o porquê dele ser marcante. coisas do amor, sabe?

6 comentários:

aline disse...

este eu não conhecia!

perfeito.


(L)³

Raiz disse...

lindas as tuas palavras...

"coisas" palavreadas de sentimentos...

um prazer te ter no " ela desatinou"...volte sempre!!

bjos

A czarina das quinquilharias disse...

quem não há de saber?
:*

Múcio L Góes disse...

assim, longe do lugar-comum...

lindeza.

:***

(L)

moacircaetano disse...

Será que não sabe mesmo? rs...
Lindo, lindo, especialmente a primeira estrofe.

Sandra Regina de Souza disse...

os versos não têm explicação mesmo... são lindos por isso marcantes!!! bj