sábado, agosto 09, 2008

Outono

Meu membro,
duro como concreto,
acariciou, ereto,
tua pele suave em flor.
Urgência e amor.

Tuas raízes me buscaram
e tateando-me, enlaçaram
minha mais profunda fundação.
Despiram-me, deixando-me nu.
Meu pau e meu coração.

Esmaguei-te com meu peso.
Com minha quase falta de jeito.
Com meu corpo cinza e rude.
E penetrei...
o mais fundo que pude.

Tuas pétalas voaram ao vento.
Desfizeram-se em desejo e momento...

Ao longe, o sol nasceu.
A chuva lavou-nos o corpo.
E teu gozo misturou-se ao meu.

7 comentários:

J.F. de Souza disse...

Moacir, meu caro...
Que beleza de poema!

Tá ESPETACULAR!!!
(Queria escrever assim...)

1[]!

alex pinheiro disse...

Você não vale!!! rs
Na mesma vibração,,, vibrando uma penetração literária perfeita,

Abraços e orgasmáticas invenções!

Anônimo disse...

O mundo não será mais o mesmo após essa semana...
Gemidos, sussurros, delírios, pele e gozos impregnam o ar...ô semana boa!
Marcia

Múcio L Góes disse...

de foder e pra.

Moa es fueda!

perfeito!

[]´s

Sandra Regina de Souza disse...

Moacir!
Parece feito "a quatro mãos"... me senti em cada verso!!! Obrigada!
beijos derretidos

A czarina das quinquilharias disse...

fodido.
(huahaha)

Mary disse...

Fez calor aqui! Ui! :P

Muito bom, Moa!

Beijoss