sábado, agosto 02, 2008

O Escritor

Assassinato de primeiro grau
pra mim é normal.
Mato personagens
como quem mata moscas.
Troco de caráter
como quem troca de roupa.

Invisível, minha mão
desenha um rastro suave
de luto e destruição.

Cada estrofe nasce e fenesce
no ritmo desenfreado
do meu ódio e de tuas preces.

Se esperas por meu lirismo,
viro o mundo de cabeça pra baixo,
e atiro-me, abismo.

Assassinato, meu caro,
pra mim é normal.
Palavras são o meu pão.
E não há nada que me pague
o prazer de embrenhar-me
na selva do teu coração.

4 comentários:

Sandra Regina de Souza disse...

Moacir!! Poetas como vc não matam... apenas assassinam a dor!! bjs

Nadja disse...

Esse poema é lindo!
Agora o anterior,que voce postou,meu caro,é simplesmente SUBLIME!


Meus parabéns!

bjoss
xD

Mary disse...

Lindo, Moa!

Sou fã! :*

J.F. de Souza disse...

Pa!
Matar
a dor
Mato
Morro
Fujo
pra matar e morrer mais um dia