quarta-feira, setembro 02, 2009

novo ato.

aos 35 sentou-se...
e era tão cansada que jurou a si mesma, parar.
parar como se nada houvesse, nem o por vir...
desligou seus sentidos um a um,
despiu-se.
limpou seus rastros, escondeu suas malas,
e depois, já que o não havia,
dormiu.
ali, no mesmo lugar onde o todo existiu...
canções e poemas dançando, parecendo móbiles hostis.
como se fosse sinônimos entre si o partir, a festa e o nada.
o nada.
então no dormir,
seus menores crescem
e suas memórias apostam, duvidando talvez,
de um acordar, um frenesi ou até um bis,
um abrir de novas cortinas, em um novo ato,
mas a mesma atriz.

7 comentários:

J.R. Lima disse...

Oi, Aline!

Puxa, muito bom isto, muito bom mesmo!

Um abraço,

Rodolfo

A czarina das quinquilharias disse...

o proximo ato é sempre o melhor.
bjs

Ácido Poético disse...

Coisa linda...

Sds

Bárbara disse...

Nossa ficou perfeito!
Foi um dos poemas que mais gostei no seu blog parabéns!
Abraços =)

Sandra Regina de Souza disse...

E a plateia só pode apaludir!!! Bravo!!
bjo

Alexandre Beanes disse...

como dói cada verso
remói
salta
fica a imaginar o seguir
o fechar de cortinas
a nova dor da espera
os ouvidos atentos ao que vem da platéia
e nós, do lado de cá,
a doer junto
a torcer
que a atriz esteja só a fingir
como o poeta que, desde sempre,
sabe-se fingi(dor).

como dói cada verso.

moacircaetano disse...

Caramba, amor...
Triste, triste, triste...
Lindo, lindo, lindo!