quinta-feira, setembro 03, 2009

A POESIA.

Tomou nos lábios a palavra
Soprando espiraladas nuvens de letras.

Um grande gole no silêncio,
Como o enúncio de um verso.

Movia-se em sílabas,
de forma onomatopéica.
O dicionário a observava
Solitário na prateleira dos esquecidos
Com os olhos rasos de declarações.

Ela, alheia à angústia das mãos trêmulas,
Dançava movimentos azuis
Demorando-se no tubo de tinta.

(A poesia, não tem pressa.
A poesia,
É um anjo sem asas
Largando no papel
as pegadas
suas lágrimas
ou risadas)

Preguiçosa, estendeu os pés
Tocou a imensidão branca de linhas claras,
E caminhou alguns centímetros.

Sentiu taquicardia.
Arfou alguns instantes.
Tremeu, a poesia.

Rolou linhas abaixo,
Delirou pontos e espaços
E finalizou um beijo,
Pontuando os traços.

Rayanne, diretamente do CONTRATEMPO.

8 comentários:

Sandra Regina de Souza disse...

Inspirador!! Poesia poética a sua, moça...rs.. bjo

Kátia Ruivo disse...

Delícia...

dá vontade de ler sem parar...

beijos

Brisa disse...

Ah, ela arrasa!

Bárbara disse...

Nossa A-R-R-A-S-O-U!
Perfeito
Abraços =)

Nadja Reis disse...

Excelente poema!



bjosss

Joana Masen disse...

Linda poesia!

Joana Masen disse...

Linda poesia!

moacircaetano disse...

E meus olhos, lentamente se derramando entre as palavras, entre as estrofes, entre suas mãos impressas em sua poesia!
Lindo!
Lindo!