quarta-feira, setembro 23, 2009

palavra

de tudo, fica a palavra.
feito marco,
sendo chão
estrada, rota, destino.
lugar de morar,
estender a rede
e até parir.
Abro a boca
escrevo um universo
moro lá...
viro pausa.
pendurada feito artista
posso ser o que quiser
ela me permite!
pinto e bordo
viro maxixe.
morro,
nasço...
da vírgula ao fracasso
quebrando esse vaso
escorre letra
renasço.
fui fênix
hoje, palhaço.

6 comentários:

Rayanne disse...

De arrepiar.
"fui fênix
hoje, palhaço"
Ah, nossa eterna sina
De clowns de sheakspeare!

**Estrelas**

Bárbara disse...

Um poema digno de 5 estrelas...
ps.: *****

moacircaetano disse...

Amor, essa foi talvez a sua poesia que mais me emocionou. Linda, linda, uma obra de arte. Pra pendurar na parede e ficar olhando por horas!

Sandra Regina de Souza disse...

Lembra Drummond... metalinguagem à flor da pele! Muito bom!
bjo

J.F. de Souza disse...

Alhinhêêêêêêêêêê!!!


Só ñ me roube as palavras desse jeito! Nao sei o que dizer depois desse escrito teu...

Só me ocorreu isto:


Que esse emaranhado de palavras que nos unem nunca se percam! E que a gente se perca - e se encontre - nelas - e por elas, e com elas, que seja!


Magistral, o escrito! =)

=*

A czarina das quinquilharias disse...

magistral ao quadrado.
lindo