terça-feira, novembro 28, 2006

in memorian

minha lembrança
sofre de amnésia,
museu fechado:
Louvre ultra
passado.
minha lembrança
perdeu a memória,
livro rasgado,
curta metragem
não-rodado.
minha lembrança
sofre de esclerose,
coisa antiga,
cigarra querendo
ser formiga.
minha lembrança
perdeu a vergonha,
a calma da alma,
perdeu a compostura,
você, dentro dela hoje,
não passa de caricatura.

9 comentários:

moacircaetano disse...

lembrança danada!
aposto que está
até agora
dando risada!

Juliana Pestana disse...

Espetacular...

*
*
*

lembrança jogada
assim dispensada
banalizada
dá até vontade de ser resgatada
...

Poeta Matemático disse...

Hum..

Memória preguiçosa...

Memória fértil

Que se metamorfoseia

Maia disse...

Almejaria que minha memória sofresse do mesmo mal, se não me deleitasse tanto com minhas evanescências...até.

Leandro Jardim disse...

cara que atura
lembranças
e caricaturas
humanas, levando
crias, suturas
e por ontem amando


Múcio poeta de chocolatio! És ótimo como mais este poema que te olho!

Nanna disse...

Lembrança descartável.

Um beijo.

mary disse...

O passado morto e enterrado! ;p~

Belo.

Bjuss

Sandra Regina de Souza disse...

Desse eu não vou me esquecer...beijo eterno!

Marla de Queiroz disse...

Tanta beleza assim, numa lembrança rasurada...

Porque sou a mais fã, eu juro.
Porque eu amor um amormáximo, creia-me.

Ah, Meu Múcio.