quarta-feira, novembro 22, 2006

livrepresa

a liberdade
soa terna e
a baderna teima
em arder no meu
peito [um defeito
dessa época]
porque entendi.

escolha feita é
partida sem esquinas,
uma porta que separa
o mundo cor-de-volta
do elo que jamais se vê.

porque renunciei
ao lar [o mesmo lugar
que desamarrou
os meus laços]
pra tornar-me livrepresa
desse nunca é tão tarde.

9 comentários:

Poeta Matemático disse...

Lindo, o encadeamento, as palavras...

vc é genial...

Abraços

Ana Paula Russi disse...

Doce nanna,

precisava dessas palavras suas hoje... servem de conselho para o que passo...

As experiênicas do Trama são antigas, há uma melodia mais intensa por vir...

AP

Bela Lachter disse...

Me deu vontade de sair por ai sem rumo...

Beijos

Mauricio disse...

oi Nanna,

um beijo de boa semana!

Aline disse...

Amore,

Me dah a receita desse chá que vc está tomando :D

Que palavras são essas?!
Invadiram a minha alma.

bjos.
:D

Juliana Pestana disse...

voa, voa passarinho
voa livre, leve, liberta
voa pelo mundo afora
porque não há limites para tuas asas

*
*
*

bjos...
e brisas...

moacircaetano disse...

renunciar ao lar foi sempre meu esporte preferido...

Maia disse...

O que dizer? Um primor! Uma lindeza! E eu apenas...sutileza. Até.

Leandro Jardim disse...

"pra tornar-me livrepresa
desse nunca é tão tarde"

isso é absolutamente genial!