sábado, dezembro 23, 2006

Me acostumei comigo sozinho...
com minhas roupas mal passadas
e minhas noites de vinho
em copo americano.
Já me acostumei comigo
e meus enganos.

Minha dor ao final de cada tarde
já nem incomoda mais...
queimadura que não arde!
A saudade
há tempos não me sufoca
e o teu amor
já não me toca.

Então desiste.
Vai e me deixa quieto.
Me deixa então.
Me deixa triste
e jura que não
se mete entre mim
e a minha solidão...

8 comentários:

Juliana Pestana disse...

"Já me acostumei comigo
e meus enganos"

E viver sozinho não seria mesmo uma necessidade dos poetas? Nem que seja só dentro de si mesmo...

Lindos versos.
Bjos meus.

Leandro Jardim disse...

Lindíssimo!

Sandra Regina de Souza disse...

muito lírica essa solidão!! ah, poeta!! já me acostumei com a companhia dos teus versos!!.. beijos

ediney santana disse...

o poema que revela o autor, toda sua cor e talvez dorrrrr

Marla de Queiroz disse...

Como não se meter? Vc é irresistível!rsrsrs
Beijos!

Múcio Góes disse...

Ces´t Moa, grande Moacir! Redondinho. Perfeito.

[]´s

Boas festas!

Nanna disse...

Nussa!

:+

;)

Um beijo.

Eu* disse...

Ma-ra-vi-lho-so!!!!