sexta-feira, maio 15, 2009

Identidade

Venho de qualquer canto do nordeste,

Terra de cabra da peste!

Venho da lira dos cordéis,

Da vadiagem nos bordéis;

Trago impregnado n´alma

O odor das putas,

O cheiro das mulheres astutas

Na arte de foder;

O cheiro das meninas de engenho,

Brejeiras, matutas,

Que nunca viram de perto um avião,

Mas que se tornam mestras

Quando com um pau na mão.

Trago nos olhos, o verde infinito da cana,

Que vira aguardente no alambique;

Na ponta da lingua,

Trago minha poesia de pau a pique.

Venho de longe, e não sou monge,

Não tenho sequer religião;

Perdoem-me o palavreado,

É que sou mesmo folgado,

Mas tenho um bom coração.



Sou Pedra pelo gosto de voar sem asas. Fanático por vidraças, cabeças, cabaças. Recebi honrado, o convite da Mary, poeta, amiga, conterrânea, e paixão não correspondida, para passar com vocês, Poetas astutos, uns dias. Baita responsa, prazer maior. Espero não desapontá-los. Gracias, muchas!

7 comentários:

Múcio L Góes disse...

hahaha!

muito bem-vindo seja, Pedroso! es dos meus!

=]

maria de ninguém disse...

muito bom.

bem-vindo você e o poema.

Philip Rangel disse...

O entrando Numa Fria...pede carona e passa pra conhecer seu blog....fui indicado a passar aki por amigos...uma vez que é prazeiroso fazer novos parceiros e conhecer novos leitores e amigos....

parabens pelo conteudo...e voltarei..

Sandra Regina de Souza disse...

UAU!! Seja muito bem-vindo, moço! Já chegou arrasando na apresentação!! òtimos versos!!! PRZAER enorme ter um "cabra" desses por aqui!
bjo

Nadja disse...

Forte esse poema,hein?


rsrsrs


bjoss

moacircaetano disse...

A musicalidade e aquele tom ácido-feliz que só os nordestinos tem.
Perfeito. Bem vindo!

J.F. de Souza disse...

Pedra no vento canta, que coisa... =P