sexta-feira, maio 29, 2009

Licença Poética

De tanto esperar por ela,
Do caminho do açude
À trilha do roseiral,
Rabisquei um poeminha
Singelo sem pretensão,
Com uma rima bem normal.
Ela chegou toda formosa,
Nos olhos poesia e prosa,
E meu rabisco já foi lendo,
Os olhos dágua se enchendo,
Foi aquela emoção...
E assim, tranquila e calma,
Sem fazer nem alarido,
Desabotoou o vestido
E mostrou-me o coração!
Tudo ia muito bem,
Até ela reler o poema
Refeita da emoção,
Pra ver que troquei por Jurema,
Seu nome de criação,
Logo quem, Elizabeth...
Ganhei uns quatro tabefes
E de troco um carreirão!
Diacho de mulher sem ética,
Sem um pingo de noção
Pra sacar licença poética
Em nome duma paixão!

3 comentários:

Sandra Regina de Souza disse...

Com sua licença, meu senhor! Mas isso lá é coisa de poeta fazer? Trocar o nome do bem-querer? seja lá ela quem f(l)or!
bjo
(estou curtindo muito seus versos!!! já virei fã!)

moacircaetano disse...

HAhahahahahah!!!!!!!!!
Posso musicar???????????

Aline disse...

eu adoro o regionalismo que vc traz nos versos.


bjo.