sábado, novembro 15, 2008

Mas Nesmed

Por entre as pétalas, o sorriso.
E o desejo que se avizinha.
Resquícios de uma vida comezinha.

A dureza inconteste esconde
algo até então impronunciável.
Até que a chuva nos lave do improvável.

Traições são sempre
mais do que aflora sob o superficial.
Resistir à razão, render-se ao real.

A infância não resiste ao amor.
Especialmente pros desajustados.
Um vôo sem asas de um objeto inanimado.

Além, muito além dos nossos segredos,
mesclam-se canção e medo
riscando os dias com nossa aspereza.
Calma.
Nada dói mais que a beleza.

7 comentários:

Múcio L Góes disse...

nao sei por que mas li e reli, o tempo todo, e na kbça vinha um eco:

abril
des
pe
da
ça
do.

eh isso.

primor de poema, visse... coisa de cinema!

final: show!

J.F. de Souza disse...

Poxa... Adorei o poema, caro Moa...

Mas...

Passo!

Mary disse...

não sei por que mas vou com Múcio! me parece mesmo abril despedaçado! :D lindo, moa! beijosss

Anônimo disse...

Pensei em Beleza Americana...
Lindo (seja o filme que for)!
Marcia

Anônimo disse...

Sugestão: vocês podiam postar as respostas ao final da semana.
Marcia

Sandra Regina de Souza disse...

O comentário do Múcio me roubou a cena..r.srsr... ia dizer que o poema é o próprio filme de tão lindo...Sei que Moa é "ligado" em imagens... que belo filme é teu poema, Moacir!!!! (mas não me remete a um filme apenas...rs.. e como quero me manifestar, vou apostar num improvável, que se vc assistir vai perceber a semelhança: Vermelho como o céu.)

aline disse...

ah!

Eu vou de Beleza Americana :D

errei né?

:*